Pesquisa avalia uso da mandioca na alimentação animal

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Para Quem Tem Pressa

Uma pesquisa desenvolvida no Pará investiga o aproveitamento de resíduos do processamento da mandioca na alimentação de bovinos e ovinos. O estudo é financiado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e avalia métodos de ensilagem e desidratação para transformar sobras agroindustriais em ingredientes nutritivos. A iniciativa busca oferecer um destino produtivo ao material descartado pela agroindústria da mandioca, reduzindo o desperdício no campo e criando novas alternativas estratégicas para a suplementação do rebanho em diferentes épocas do ano.

Pesquisa avalia uso da mandioca na alimentação animal

A busca por alternativas sustentáveis e eficientes na nutrição de ruminantes mobiliza pesquisadores em diversas regiões do país. No Pará, uma pesquisa financiada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) analisa o potencial dos resíduos resultantes do processamento da mandioca como ingredientes para compor a dieta de bovinos e ovinos. A iniciativa visa responder a uma demanda antiga da cadeia produtiva, que busca destinar de forma adequada os materiais que sobram após a fabricação da farinha e de outros derivados.

O foco central do projeto está no desenvolvimento e na avaliação de alimentos ensilados e desidratados produzidos a partir da mandioca e de seus subprodutos. A transforming de sobras agroindustriais em ingredientes armazenáveis pode converter um descarte volumoso em um recurso de valor para a criação de animais, unindo o setor produtivo vegetal ao pecuário.

Conservação e processamento dos resíduos

A mandiococultura gera volumes expressivos de massa orgânica durante as etapas de colheita e processamento. Entre os materiais passíveis de reaproveitamento estão as cascas, entrecascas, restos de raízes e a própria parte aérea da planta. No entanto, o manejo correto e a conservação desses resíduos são etapas fundamentais para viabilizar o uso na nutrição animal sem comprometer a saúde do rebanho.

Para garantir que o material mantenha suas propriedades e possa ser armazenado por longos períodos, os pesquisadores testam os processos de ensilagem e desidratação. A ensilagem promove a fermentação controlada da matéria orgânica em ambiente anaeróbico, preservando a qualidade bromatológica. Já a desidratação remove a umidade do insumo, estabilizando o produto para facilitar o transporte e o armazenamento em sacas ou silos secos.

Essas técnicas visam conter a degradação rápida do material vegetal, permitindo que os criadores tenham acesso a uma fonte alimentar estratégica para suprir demandas nutricionais dos animais, especialmente durante os períodos de escassez de pastagem.

Desafios técnicos e validação no campo

A inclusão de subprodutos industriais na dieta de bovinos e ovinos requer rigoroso acompanhamento técnico. A mandioca contém compostos cianogênicos em sua estrutura natural, que precisam ser adequadamente neutralizados durante o processamento — etapa em que a desidratação e a ensilagem desempenham papel decisivo ao reduzir a toxicidade e tornar o alimento seguro para o consumo.

Além da segurança alimentar, o estudo analisa parâmetros fundamentais como a composição bromatológica, a aceitabilidade e a taxa de digestibilidade dos alimentos processados pelos ruminantes. Como a pesquisa prossegue em etapa de desenvolvimento e validação técnica, a recomendação de formulações específicas de ração e o cálculo de eventual economia financeira nas propriedades rurais dependem da consolidação dos dados finais do estudo.

Fonte/crédito: Imagem destacada ilustrativa gerada por IA.

Fonte original: Agência Pará — pesquisa publicada em 20/01/2026


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