Lobo-terrível ressuscitado? Veja o que diz a ciência
Lobo-terrível ressuscitado: esse é o termo que chamou atenção após a empresa Colossal Biosciences anunciar o nascimento de filhotes com genes da espécie extinta há 12 mil anos. Mas será que a ciência confirma isso? Especialistas apontam que se trata, na verdade, de lobos cinzentos geneticamente modificados, e o debate sobre o conceito de espécie reacende com força. Veja o que está por trás dessa polêmica.
Na última semana, a empresa norte-americana Colossal Biosciences afirmou ter conseguido trazer à vida o lobo-terrível ressuscitado. A declaração foi baseada no nascimento de três filhotes de lobo cinzento com traços genéticos da espécie extinta há cerca de 12 mil anos. Os animais, batizados de Romulus, Remus e Khaleesi, foram gerados em laboratório por meio de técnicas avançadas de engenharia genética.
Segundo a empresa, o feito marca o início da era da desextinção, um campo que visa recriar espécies extintas por meio de manipulação genética e tecnologias reprodutivas.
Apesar do entusiasmo inicial, o anúncio levantou ceticismo entre cientistas. Para o geneticista Jeremy Austin, da Universidade de Adelaide, chamar os filhotes de lobo-terrível ressuscitado é um exagero. Ele afirma que são lobos cinzentos com pequenas alterações genéticas, e que muitos dos traços originais da espécie extinta não estão presentes.
Beth Shapiro, bióloga da própria Colossal, declarou que o conceito de espécie é subjetivo. Segundo ela, se o animal parece e age como o lobo-terrível, isso já seria suficiente para caracterizá-lo como tal. Mas a comunidade científica discorda.
Outro ponto polêmico é o número de genes transferidos. Adam Boyko, geneticista da Universidade Cornell, revelou que os filhotes possuem apenas 20 genes do lobo-terrível. Para ele, seriam necessários milhares para que o animal pudesse ser considerado uma verdadeira recriação da espécie extinta.
Sem a totalidade dos traços genéticos, comportamentais e ambientais, a alegação de lobo-terrível ressuscitado perde força. Além disso, os filhotes não estão inseridos em um ecossistema que permita o desenvolvimento dos comportamentos típicos do lobo pré-histórico.
O debate vai além da genética. Especialistas argumentam que a Colossal está vendendo uma ideia mais próxima da ficção científica do que da realidade. A empresa reconheceu que os filhotes não são cópias exatas da espécie extinta, mas sim versões inspiradas.
Jeremy Austin compara a situação à fábula das “Roupas Novas do Imperador”, em que todos fingem ver algo que não existe. Para ele, o projeto serve mais para publicidade do que para avanços científicos sólidos.
A promessa de reviver espécies extintas levanta questões éticas. Até que ponto é válido investir recursos em desextinção, quando há tantas espécies atuais ameaçadas? E o que significa realmente trazer uma espécie de volta à vida?
A história do lobo-terrível ressuscitado ilustra os limites entre inovação científica, interpretação genética e marketing. Embora os avanços sejam notáveis, o debate está longe de terminar.
A notícia do lobo-terrível ressuscitado gerou grande repercussão mundial, reacendendo discussões sobre os limites da ciência genética e o conceito de espécie. Embora os avanços tecnológicos da Colossal Biosciences sejam notáveis, especialistas alertam que ainda estamos longe de uma verdadeira desextinção. O nascimento de filhotes com traços genéticos do lobo-terrível é, no máximo, um experimento promissor — mas não o retorno de uma espécie extinta. A ciência exige rigor, transparência e cautela, especialmente quando os resultados podem influenciar a percepção pública e os rumos da conservação. O debate continua: estamos ressuscitando espécies… ou apenas reinventando-as?
Agora queremos saber a sua opinião:
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imagem:wikimedia
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