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Leishmaniose Visceral: Como prevenir e proteger seu pet

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Para Quem Tem Pressa

A Leishmaniose Visceral, também chamada de Calazar, é uma doença grave transmitida pela picada do mosquito-palha. Ela afeta cães e humanos, sendo crucial focar na limpeza de quintais, uso de coleiras repelentes e busca por diagnóstico precoce via SUS. A prevenção é a única forma eficaz de interromper o ciclo de transmissão.

Leishmaniose Visceral: Como prevenir e proteger seu pet

O mês de agosto é marcado pela campanha “Agosto Verde Claro”, um período dedicado à conscientização, prevenção e combate à Leishmaniose Visceral. Trata-se de uma patologia séria, com impactos profundos na saúde pública e no bem-estar animal.

Segundo a Comissão de Saúde Única do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO), a leishmaniose é causada por protozoários do gênero Leishmania. A transmissão ocorre exclusivamente através da picada de fêmeas infectadas de flebotomíneos, popularmente conhecidos como “mosquito-palha”.

Como ocorre a transmissão da Leishmaniose Visceral?

Ao contrário do que muitos pensam, a doença não é transmitida por contato direto entre cães e humanos. O ciclo é indireto: os cães funcionam como a principal fonte de infecção para o vetor. Para que um humano contraia a Leishmaniose Visceral, é necessário que o mosquito pique um cão infectado e, posteriormente, pique uma pessoa saudável.

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Esses insetos se desenvolvem em ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica. Por isso, controlar o ambiente é o primeiro passo para a segurança coletiva.

Identifique os sintomas precocemente

A doença manifesta-se de formas distintas, mas em ambos os casos, a rapidez no diagnóstico é a chave para o sucesso do controle.

Sinais clínicos em cães:

  • Emagrecimento progressivo e falta de apetite.
  • Fraqueza generalizada e vômitos.
  • Lesões na pele e feridas que não cicatrizam.
  • Problemas oculares e crescimento anormal das unhas.

Sinais clínicos em humanos:

  • Febre persistente e indisposição.
  • Palidez da pele e anemia.
  • Inchaço abdominal (hepatoesplenomegalia).
  • Emagrecimento.

Ao notar qualquer sinal, procure uma Unidade de Saúde Pública. O SUS oferece exames gratuitos para humanos e cães suspeitos. Vale lembrar que, para cães, o acompanhamento veterinário deve ser contínuo, focando na redução da carga parasitária e proteção contra novas picadas.

Prevenção Ampliada: Estratégias Práticas contra a Leishmaniose Visceral

A prevenção da Leishmaniose Visceral exige uma abordagem integrada que combina a proteção individual de tutores e animais com o saneamento ambiental rigoroso. Como o controle do vetor (lutzomyia longipalpis, o mosquito-palha) é o ponto mais crítico para interromper o ciclo da doença, cada detalhe faz a diferença na rotina de uma propriedade ou residência.

1. Proteção Canina Avançada

Além do uso indispensável da coleira impregnada com deltametrina (trocada rigorosamente conforme a recomendação do fabricante, geralmente a cada 4 a 6 meses), os tutores devem adotar barreiras físicas e comportamentais:

  • Uso de telas protetoras: Instalar telas com malha fina (tipo mosquiteiro, preferencialmente com tratamento inseticida) nas aberturas de canis e abrigos de animais.
  • Recolhimento noturno: Como o mosquito-palha tem hábitos de voo crepuscular e noturno, o ideal é recolher os cães para dentro de casa ou áreas teladas a partir do final da tarde até o amanhecer.
  • Repelentes tópicos: Consultar o médico-veterinário sobre o uso complementar de shampoos, sprays ou pipetas repelentes autorizadas para cães contra flebotomíneos.
Cão utilizando coleira repelente de deltametrina como medida preventiva contra a Leishmaniose Visceral.
O uso regular da coleira repelente em cães é uma das medidas essenciais de barreira e proteção contra o mosquito-palha, ajudando a prevenir a Leishmaniose Visceral no ambiente doméstico.

2. Manejo Ambiental Rigoroso

O mosquito-palha precisa de matéria orgânica em decomposição (folhas caídas, restos de ração, fezes e umidade) para completar seu ciclo de desenvolvimento (ovo, larva, pupa, adulto). Para eliminar os criadouros:

  • Limpeza de quintais: Realize a varrição diária de folhas secas, flores caídas e frutos apodrecidos que formam serapilheira no solo.
  • Gestão de resíduos orgânicos: Adubeiras e composteiras devem estar sempre cobertas e afastadas de áreas onde os animais descansam. O lixo doméstico precisa ser mantido em lixeiras com tampas vedadas.
  • Higiene dos recintos: Lave e desinfete com frequência os locais onde os pets dormem ou passam o tempo, removendo totalmente fezes e restos de alimentos que atraem insetos.
  • Evitar umidade excessiva: Corrija vazamentos de torneiras ou mangueiras nos quintais e evite o acúmulo de água estagnada e lama rica em matéria orgânica.

3. Barreiras Pessoais para Humanos

Moradores de áreas endêmicas devem redobrar os cuidados pessoais para evitar picadas:

  • Vestimentas adequadas: Ao transitar em áreas de risco ou sítios ao entardecer, utilize calças compridas, camisas de manga longa e sapatos fechados.
  • Repelentes cutâneos: Aplique regularmente repelentes aprovados pela Anvisa (contendo DEET, Icaridina ou IR3535) nas áreas expostas da pele, respeitando as orientações de reaplicação.
  • Uso de mosquiteiros: Em regiões rurais ou de alta incidência, o uso de cortinas e mosquiteiros tratados com inseticida nas camas e redes é uma medida altamente recomendada para o sono seguro da família.

Notificação Compulsória

A Leishmaniose Visceral é uma doença de notificação obrigatória. Médicos-veterinários têm o dever legal, conforme a Instrução Normativa Mapa nº 50/2013 e a Portaria de Consolidação nº 4/2017, de registrar casos suspeitos ou confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

imagem: IA


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