produtores rurais
A La Niña no agronegócio chegou com força estratégica. O fenômeno climático promete desafiar produtores até o outono de 2026, com impacto direto no plantio da soja e na safrinha do milho. Quem não ajustar o manejo e a gestão de risco pode ver seus lucros evaporarem junto com a umidade do solo.
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A La Niña no agronegócio atual é de baixa intensidade, mas longa duração — combinação que, ironicamente, tende a causar mais dores de cabeça do que as versões mais fortes e breves do fenômeno. Modelos do CPC/NOAA apontam que ela deve persistir até o início de 2026, mantendo agricultores em alerta constante.
Segundo Isabella Pliego, analista da Biond Agro, o perigo está justamente na persistência: “Mesmo fraca, a La Niña prolongada coincide com uma fase crítica da agricultura brasileira, quando o manejo e o clima precisam dançar no mesmo ritmo.” E quando essa coreografia desanda, o custo vem rápido — em produtividade e rentabilidade.
Os efeitos da La Niña no agronegócio variam conforme a região. No Centro-Oeste e parte do Sudeste, o cenário é de alívio: chuvas mais regulares e temperaturas amenas favorecem o avanço do plantio da soja. Dados do IMEA mostram que, em meados de outubro, o Mato Grosso já havia semeado mais de 60% da área prevista, superando a média histórica.
Já no Sul do Brasil, a história muda de tom. O Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina podem enfrentar estiagens e períodos de veranico. Resultado: queda de umidade do solo e risco real de quebra de produtividade na soja e no milho de primeira safra. Um lembrete de que o “padrão La Niña” não perdoa desequilíbrios regionais.
Enquanto isso, Norte e Nordeste tendem a receber chuvas acima da média, recarregando o solo e favorecendo a recuperação de pastagens — uma boa notícia para quem sofreu com secas anteriores. No mapa do agro, o céu nem sempre é o mesmo.
A La Niña no agronegócio tem um histórico conhecido de agitar os preços dos grãos. O mercado reage como um termômetro emocional do clima: bastam previsões de quebra no Sul do Brasil ou na Argentina para os prêmios de exportação dispararem.
Pliego alerta: “Volatilidade não é sinônimo de prejuízo. Quem sabe usar o momento a favor pode garantir margens melhores.” Em outras palavras, é hora de pensar estrategicamente: travar preços de forma gradual, usar seguro agrícola, e — por que não? — aproveitar um câmbio favorável.
Em tempos de La Niña no agronegócio, a previsibilidade climática sai de cena, e quem entra é a gestão de risco. Travar preços, planejar logística e ajustar o manejo são decisões que, isoladas, parecem simples. Mas em conjunto, formam o verdadeiro escudo contra o caos climático.
O segredo, diz Pliego, é combinar técnica com estratégia: “O sucesso da safra depende do equilíbrio entre clima, manejo e gestão. Quando o produtor domina esses três pilares, transforma o risco em oportunidade.”
O fenômeno La Niña no agronegócio não é apenas um desafio, mas também um teste de maturidade para o setor. Até o outono de 2026, o Brasil agrícola viverá uma sequência de decisões que definirão o desempenho das próximas safras. Informação e planejamento serão tão valiosos quanto a própria chuva.
A boa notícia? Toda crise climática traz junto uma chance de inovação — seja no uso de dados, na tecnologia de previsão, ou na gestão inteligente de recursos. Afinal, no agro moderno, quem entende o clima não apenas sobrevive, colhe primeiro.
Imagem principal: Depositphotos.
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