extinção dos jumentos
A falsa extinção dos jumentos no Brasil não resiste a dados oficiais da ONU, da FAO e do IBGE. O país está longe de um colapso da espécie e, ao contrário do discurso alarmista, possui base técnica e produtiva para estruturar uma cadeia econômica sólida envolvendo os asininos. Simples assim.
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“Para inglês ver” é uma expressão tipicamente brasileira que descreve ações feitas apenas para manter aparências. Infelizmente, ela se encaixa perfeitamente na narrativa da falsa extinção dos jumentos no Brasil, repetida nos últimos anos sem o devido respaldo técnico.
O discurso alarmista sugere que o país estaria prestes a perder seus jumentos. Porém, quando analisamos critérios oficiais internacionais, essa tese simplesmente não se sustenta.
As duas maiores autoridades globais no monitoramento de animais domésticos — FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) — são claras quanto aos critérios.
No compêndio “Lista de Vigilância Mundial para Diversidade de Animais Domésticos”, as agências afirmam que:
Raças com mais de 1.000 fêmeas reprodutoras e 20 machos em reprodução estão fora de risco de extinção.
Ou seja, mesmo populações muito menores do que as existentes no Brasil não se enquadram como ameaçadas. Isso desmonta, com base técnica, a narrativa da falsa extinção dos jumentos no Brasil.
O Brasil possui três grupos bem definidos de asininos:
Esses números, por si só, já invalidam qualquer tese de colapso populacional.
O Jumento Nordestino está amplamente distribuído:
Eles são facilmente vistos em bandos em regiões como:
Difícil falar em extinção quando a presença é visível — até demais para alguns órgãos públicos.
Outro ponto ignorado por quem defende a falsa extinção dos jumentos no Brasil é a biologia da espécie:
Essas características garantem reposição constante do rebanho, inclusive em situações de abandono, algo amplamente documentado.
No Ceará, o Detran recolhe em média 290 animais por mês das rodovias — majoritariamente jumentos — para evitar acidentes.
Esses animais são destinados a um refúgio em Santa Quitéria, o que demonstra não escassez, mas excesso populacional em áreas sensíveis.
O Censo Agropecuário de 2017 (IBGE) identificou:
Isso confirma que a espécie está amplamente distribuída, ainda que pulverizada, reforçando o caráter ilusório da falsa extinção dos jumentos no Brasil.
Os dados apontam para outro caminho:
O Brasil possui plena capacidade de estruturar uma cadeia produtiva de jumentos, assim como já faz com bovinos, suínos e aves.
Isso pode significar:
Negar essa possibilidade com discursos alarmistas não protege os animais — apenas bloqueia oportunidades.
Imagem principal: Depositphotos.
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