O que fazer ao encontrar jacaré no açude com segurança

O que fazer ao encontrar jacaré no açude com segurança

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Imagine estar no sítio, se aproximar do açude para verificar a bomba d’água e, de repente, ver um jacaré boiando a poucos metros da margem. A primeira reação é o susto. A segunda, o medo. Mas o que muita gente faz a seguir é o que realmente define o risco: gritar, correr ou tentar espantar o animal. E isso é exatamente o que não se deve fazer.

Jacaré é um réptil nativo do Brasil, e embora pareça assustador, em geral é animal discreto, territorialista e defensivo. Ou seja, não atacam sem motivo. O problema é que, ao se sentirem ameaçados, podem reagir — e aí sim o risco aumenta.

Como age um jacaré quando encontra um humano

Ao contrário do que os filmes mostram, jacarés não saem correndo atrás de pessoas. A maior parte dos encontros com humanos ocorre de forma acidental — em lagoas, açudes, margens de rio e até canais urbanos.

Eles preferem fugir quando notam presença humana. Mas, se encurralados, podem morder com força impressionante. A mordida de um jacaré, mesmo pequeno, é capaz de causar fraturas e lacerações sérias.

Passo a passo do que fazer ao avistar um jacaré no açude

  1. Mantenha a calma e observe à distância
    Se você avistar no açude, mantenha pelo menos 20 metros de distância. Não tente se aproximar, alimentar, tocar ou espantar o animal.
  2. Não entre na água e não incentive outros a isso
    Mesmo que o jacaré pareça inofensivo, nunca entre no açude. Eles podem estar em modo de camuflagem, parcialmente submersos, e agir rápido se se sentirem ameaçados.
  3. Evite aglomerações próximas
    Chamar vizinhos ou amigos para ver o animal pode provocar ruídos e agitação, o que deixa o jacaré em alerta. O ideal é manter o local calmo até a chegada da equipe ambiental.
  4. Acione os órgãos responsáveis
    No Brasil, o correto é contatar o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil ou a Secretaria do Meio Ambiente do seu município. Em áreas rurais, também é possível ligar para a Polícia Ambiental.
  5. Informe com detalhes
    Relate o tamanho estimado do animal, se há risco para crianças, animais domésticos e se ele está em movimento. Isso ajuda na escolha do protocolo mais seguro de remoção.

O que não fazer de jeito nenhum

  • Não tente capturar o jacaré com cordas ou ganchos.
  • Não use armas ou paus para afugentar o animal.
  • Nunca tente “guiar” o jacaré para fora do açude.

Essas ações além de cruéis são ilegais. Eles são protegidos por lei e interferir em seu habitat ou causar dano é considerado crime ambiental.

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Por que os jacarés apareceram no seu açude?

Há duas razões principais para o aparecimento de jacarés em áreas rurais:

  1. Expansão urbana desordenada: muitos açudes e lagos estão próximos de áreas de mata ciliar ou de fragmentos de brejos que abrigam esses animais.
  2. Seca ou busca por alimento: em tempos de estiagem, jacarés migram em busca de água ou presas mais fáceis, como peixes criados em cativeiro, aves ou até ração de animais.

Se seu açude tem peixes ou está em área silenciosa, ele pode ser um local atrativo para esses répteis.

Como prevenir visita de jacaré no futuro

  • Cercar o açude com tela reforçada pode ajudar a dificultar o acesso.
  • Evite o acúmulo de resíduos orgânicos ou restos de alimento perto da água. Isso atrai presas, o que atrai o predador.
  • Instale iluminação noturna no entorno do açude, pois jacarés costumam se movimentar mais ao entardecer.
  • Sinalize a presença do açude para visitantes, especialmente crianças e idosos.

E se os jacarés sumirem antes da chegada do resgate?

Se ele entrou na vegetação ou retornou para o mato, ainda assim é importante manter a equipe ambiental informada. Eles poderão fazer vistorias na área e orientar os moradores sobre risco de retorno.

Evite a tentação de considerar o assunto encerrado — jacaré têm comportamento de retorno e costuma habitar locais com boa oferta de água e alimento.

Depoimento real

“Meu filho foi verificar o gado e viu o rabo de um jacaré perto da represa. Ligamos para os bombeiros na hora. Quando chegaram, o bicho já tinha se embrenhado na mata. Mas nos orientaram e voltaram dias depois com técnicos da SEMA. Nunca mais apareceu, mas agora a gente redobrou a vigilância”, conta seu Joel, de Cáceres (MT).

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