Por Leandro Valerim, engenheiro agrônomo, mestre em fitotecnia pela Universidade de São Paulo (USP) e gerente de inseticidas da UPL Brasil.
A incidência do greening – uma devastadora doença bacteriana que afeta as plantas cítricas, causando declínio nas árvores, deformação dos frutos e ameaçando seriamente a produção – subiu de 24,42%, em 2022, para 38,06% em 2023 em todo cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, segundo levantamento recentemente divulgado pelo Fundecitrus.
Essa doença é causada por bactérias que integram o grupo Candidatus liberibacter. Sintomas desse significativo problema fitossanitário incluem folhas amareladas ou com manchas irregulares. Árvores que apresentem tais indícios necessitam de vigilância constante a fim de possibilitar um diagnóstico precoce. Afinal, não existe tratamento para a doença.
Se não existem tratamentos, é preciso erradicar as plantas infectadas – a fim de evitar a dispersão do problema pelo pomar. Imagine o tamanho do problema. O país produz mais de 16 milhões toneladas de laranja por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A disseminação do greening por toda a área causaria um prejuízo superior a R$ 12 bilhões.
A transmissão da bactéria se dá por meio de insetos da família dos Psyllidae (ou psilídeos). Ao se alimentar da seiva das árvores, eles acabam passando o microrganismo para a planta. Isso sem contar o fato de que, mesmo que não houvesse a Candidatus liberibacter, o ato de sugar, em si, já enfraqueceria as árvores, fazendo com que produzissem menos.
O combate aos psilídeos – cuja fêmeas podem depositar até 800 ovos – se faz urgente: o Fundecitrus indica que mais de 77 milhões de árvores estão doentes do total de quase 202 milhões de laranjeiras existentes na região em análise. O clima brasileiro, predominantemente quente e úmido, ainda, se faz ideal para que o vetor aumente sua presença.
O uso de soluções com inseticidas de diferentes modos de ação tem sido recomendado para evitar a evolução da resistência do inseto. O inseticida Sperto, da UPL, é um exemplo dessas soluções. Testado e comprovado cientificamente, ele possui alta eficiência, ação de choque e longo residual. Ao paralisar imediatamente os danos causados pelo psilídeo, o programa da UPL tem se revelado a melhor estratégia do mercado para o controle da praga que prejudica a citricultura, contribuindo para uma produção cada vez mais elevada e de qualidade superior.
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