Hipertermia em pets: 8 cuidados essenciais para evita-la
Para quem tem pressa:
A hipertermia em pets é uma condição grave onde a temperatura corporal do animal sobe a níveis perigosos, podendo levar ao óbito rapidamente. Neste artigo, você aprenderá a identificar os sinais de alerta, como agir em emergências e as melhores estratégias para manter seu cão ou gato refrescado durante os dias de calor intenso.
O aumento das temperaturas globais trouxe um alerta vermelho para os tutores de animais de estimação. A hipertermia em pets, também conhecida tecnicamente como intermação ou golpe de calor, não é apenas um desconforto passageiro causado pelo sol. Diferente dos seres humanos, que possuem glândulas sudoríparas espalhadas por quase todo o corpo, cães e gatos têm mecanismos de resfriamento muito limitados. Eles dependem quase exclusivamente da troca de calor pela respiração e pelas almofadinhas das patas. Na prática, isso significa que o organismo deles sobrecarrega muito mais rápido do que o nosso em ambientes hostis.
Basicamente, o quadro clínico se instala quando o corpo do animal produz ou absorve mais calor do que consegue dissipar. A hipertermia em pets acontece quando a temperatura interna ultrapassa os limites fisiológicos seguros, geralmente acima de 40°C. Imagine que o sistema de ar-condicionado biológico do animal “trava”. Sem conseguir baixar a temperatura, o sangue começa a engrossar, a pressão arterial oscila drasticamente e o metabolismo entra em colapso. Ambientes fechados, como carros ou cômodos sem ventilação, são as armadilhas mais comuns para que essa condição se manifeste de forma fulminante.
A percepção precoce dos sintomas é o que separa um susto de uma tragédia. O sinal mais evidente de que a hipertermia em pets está ocorrendo é a respiração excessivamente ofegante e ruidosa. No caso dos cães, a língua fica muito esticada e com uma coloração vermelho-escura ou arroxeada. Já nos gatos, qualquer sinal de respiração de boca aberta é um alerta gravíssimo. Além disso, o animal pode apresentar salivação espessa, fraqueza motora, olhar fixo ou desorientado e, em situações críticas, convulsões seguidas de perda de consciência. Notar esses sinais exige ação imediata do tutor, sem hesitação.
Não se engane: o calor extremo é corrosivo para o organismo. Quando a temperatura interna permanece alta por muito tempo, ocorre uma reação em cadeia. As proteínas do corpo começam a se desintegrar e as células dos órgãos vitais sofrem lesões térmicas diretas. Os rins e o fígado costumam ser os primeiros a falhar, seguidos por edema cerebral e problemas de coagulação sanguínea. É por isso que a hipertermia em pets deve ser tratada como uma emergência médica de prioridade absoluta, pois mesmo que o animal sobreviva ao momento crítico, as sequelas internas podem aparecer dias depois.
A prevenção é, sem dúvida, o melhor caminho para garantir a longevidade do seu companheiro. A regra de ouro é evitar passeios entre as 10h e as 17h, quando o asfalto pode atingir temperaturas que queimam os coxins e o ar quente facilita a hipertermia em pets. Em casa, a disponibilidade de água fresca deve ser constante, sendo recomendável espalhar várias vasilhas e até oferecer cubos de gelo para entretenimento. Para animais que vivem em quintais, o acesso à sombra natural ou coberturas bem ventiladas é obrigatório, nunca deixando o pet acorrentado ou confinado em locais onde o sol incida diretamente durante o dia.
A genética desempenha um papel crucial na resistência ao calor. Animais braquicefálicos, aqueles de focinho “achatado” como Pugs e Bulldogs, possuem vias aéreas comprimidas. Essa anatomia dificulta a passagem do ar, tornando a troca térmica muito menos eficiente. Para esses pets, a hipertermia em pets pode ocorrer em temperaturas que outros animais suportariam com facilidade. Além disso, animais obesos, idosos ou com problemas cardíacos pré-existentes possuem uma reserva funcional menor, exigindo que o tutor redobre o monitoramento em dias de mormaço ou umidade relativa do ar muito elevada.
Ao identificar que o pet está superaquecido, o primeiro passo é removê-lo do sol imediatamente. O objetivo é resfriar o animal gradualmente, e nunca de forma brusca com água gelada, para evitar o choque térmico. Use toalhas molhadas em água ambiente e coloque-as nas axilas, virilhas e pescoço. Ofereça água fresca, mas nunca force a ingestão, pois o animal pode aspirar o líquido para os pulmões se estiver desorientado. Mesmo que o pet pareça apresentar melhora após essas medidas caseiras, a ida ao veterinário é indispensável para avaliar se houve danos internos silenciosos causados pela hipertermia em pets.
Cuidar de um animal envolve entender suas limitações biológicas. O verão brasileiro não perdoa deslizes, e o bem-estar animal depende diretamente das nossas escolhas logísticas. Proporcionar um ambiente climatizado, respeitar os horários de descanso e observar atentamente qualquer mudança no padrão respiratório são atos de amor e responsabilidade. A hipertermia em pets é perfeitamente evitável se houver planejamento e consciência sobre os perigos do clima tropical. Mantenha seu amigo seguro, hidratado e longe do sol forte para que vocês possam aproveitar todas as estações com saúde e alegria.
imagem: IA
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