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Hepatite infecciosa canina – sintomas, prevenção e tratamento

Para Quem Tem Pressa

A hepatite infecciosa canina é uma doença viral grave que afeta o fígado dos cães, podendo levar à morte se não tratada rapidamente. Causada por um adenovírus resistente, ela se transmite pelo contato com secreções de animais infectados. A melhor forma de prevenção é a vacinação, seguindo o protocolo indicado pelo médico-veterinário. Neste artigo, você vai descobrir como identificar, tratar e evitar a hepatite no seu pet.

Hepatite infecciosa canina: entenda a doença

A hepatite infecciosa canina é provocada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAV-1), que ataca principalmente o fígado, mas também pode afetar rins, olhos e vasos sanguíneos. A doença não escolhe idade ou raça, embora cães com menos de um ano sejam mais suscetíveis. O contágio ocorre por contato direto com secreções como saliva, urina, fezes e secreção nasal de animais infectados.

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Esse vírus é extremamente resistente no ambiente e pode permanecer ativo por meses. Mesmo após a recuperação, um cão infectado pode continuar eliminando o vírus pela urina por pelo menos seis meses, o que reforça a importância do isolamento e da higienização do espaço onde vive.

Manifestações clínicas

A forma como a hepatite infecciosa canina se manifesta depende da imunidade do animal:

Manifestação subclínica

O pet apresenta sintomas leves ou nenhum sinal aparente. O sistema imunológico consegue neutralizar o vírus rapidamente.

Forma aguda

Dura de 5 a 7 dias, com sintomas evidentes que requerem tratamento médico. Pode haver febre, apatia, vômitos, diarreia e dores abdominais.

Forma hiperaguda

A mais grave, evolui rapidamente e apresenta alta taxa de mortalidade, sendo mais comum em filhotes. Em alguns casos, o óbito ocorre no mesmo dia do aparecimento dos primeiros sinais.

Principais sintomas

Nos estágios iniciais, a hepatite infecciosa canina apresenta sinais inespecíficos, como letargia, febre e perda de apetite. Com a evolução, surgem sintomas característicos de lesão hepática:

  • Dor e aumento do abdômen
  • Icterícia (pele e mucosas amareladas)
  • Sangramentos e hematomas
  • Tremores e desorientação
  • Convulsões
  • Linfonodos aumentados

Ao identificar qualquer um desses sinais, procure imediatamente um médico-veterinário.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico e laboratoriais, que podem incluir hemograma, exames bioquímicos e testes específicos para detectar o adenovírus.

O tratamento é de suporte, já que não há antiviral específico para a hepatite infecciosa canina. Ele inclui fluidoterapia, medicamentos para controle de sintomas e, em casos graves, internação hospitalar. A recuperação depende do estado geral do animal e da rapidez na intervenção.

Prevenção

A prevenção é simples e eficaz: vacinação. A hepatite infecciosa canina é prevenida com a aplicação da vacina polivalente (V8 ou V10), que protege contra diversas doenças. É essencial seguir o protocolo indicado pelo veterinário, incluindo reforços anuais.

Manter a higiene do ambiente, evitar contato com cães não vacinados e realizar consultas regulares ao veterinário também ajudam a proteger seu pet.

Conclusão

A hepatite infecciosa canina é uma doença viral de alta gravidade, que pode comprometer rapidamente a saúde do pet e, em casos mais severos, levar à morte em poucas horas. Seu agente causador, o adenovírus canino tipo 1, possui elevada resistência no ambiente e facilidade de transmissão, o que torna o controle e a prevenção indispensáveis.

O diagnóstico precoce é um fator determinante para a sobrevivência do animal, pois permite iniciar rapidamente o tratamento de suporte, reduzindo complicações e preservando a função hepática. Cães com sistema imunológico enfraquecido ou que não receberam a vacinação adequada têm risco aumentado de desenvolver formas agudas ou hiperagudas da doença, que apresentam maior taxa de mortalidade.

Por outro lado, a hepatite infecciosa em cães é plenamente evitável. A imunização por meio da vacina polivalente, aplicada e reforçada conforme orientação do médico-veterinário, é a maneira mais eficaz de manter seu pet protegido. Além disso, a adoção de boas práticas de higiene, o controle de contato com animais desconhecidos e a realização de check-ups periódicos contribuem significativamente para a saúde geral do cachorro.

Portanto, cabe ao tutor assumir um papel proativo na prevenção, garantindo que a vacinação esteja sempre em dia e que qualquer alteração no comportamento ou na saúde do cão seja tratada como sinal de alerta. Agir de forma rápida e responsável não apenas aumenta as chances de cura em casos de infecção, mas também fortalece o vínculo de cuidado e confiança entre você e seu companheiro de quatro patas.

imagem: pxhere

Carlos Eduardo Adoryan

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Carlos Eduardo Adoryan

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