Hepatite infecciosa canina – Sintomas, tratamento e prevenção
Para quem tem pressa:
A hepatite infecciosa canina é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo Adenovírus Canino Tipo 1 (CAV-1). Ela atinge principalmente o fígado dos cães e pode ser fatal em casos graves. A boa notícia é que existe cura e prevenção eficaz por meio da vacinação. Neste artigo, você vai entender os principais sintomas, formas de diagnóstico, tratamento e como proteger seu pet.
Os sinais clínicos variam conforme a gravidade, mas os mais comuns incluem:
Em alguns cães, também pode ocorrer conjuntivite, tosse, sede excessiva e edema de córnea, que pode evoluir para cegueira.
O vírus da hepatite infecciosa canina é transmitido pelo contato com secreções de cães doentes, como urina, fezes e saliva. Ele se multiplica nas amígdalas do animal, espalha-se pelo sistema linfático e atinge o fígado.
É importante destacar que a doença não é zoonose — ou seja, não passa para humanos.
A hepatite infecciosa canina pode se manifestar em diferentes níveis:
Forma mais leve, com sintomas discretos.
Dura em média de 5 a 7 dias, com sinais evidentes e risco de complicações graves.
Extremamente agressiva, evolui rapidamente e apresenta alta taxa de mortalidade, especialmente em filhotes.
O diagnóstico exige acompanhamento veterinário e exames como:
Sim! O tratamento inclui:
Mesmo após a melhora, o cão pode eliminar o vírus na urina por até 9 meses, exigindo cuidados extras para evitar novos contágios.
A prevenção é feita com a vacina V8 ou V10, aplicada a partir dos 45 dias de vida, seguida de reforços anuais. O protocolo básico é:
A hepatite infecciosa canina é uma enfermidade viral grave, capaz de evoluir rapidamente e comprometer a vida do animal se não houver diagnóstico precoce. Causada pelo Adenovírus Canino Tipo 1 (CAV-1), ela atinge principalmente o fígado e os olhos, manifestando sintomas variados — desde sinais discretos até quadros agudos e hiperagudos com alto risco de morte.
Embora seja altamente contagiosa entre cães, é importante reforçar que a doença não representa risco para os humanos. Por isso, a atenção deve estar voltada inteiramente para a proteção e bem-estar dos pets. O tratamento adequado, que envolve isolamento, fluidoterapia, medicamentos de suporte e, em casos graves, transfusão de plasma ou sangue, aumenta significativamente as chances de recuperação. No entanto, mesmo após a cura, o vírus pode ser eliminado pela urina por meses, exigindo cuidados redobrados do tutor.
A melhor forma de evitar o sofrimento causado pela hepatite infecciosa canina é a prevenção. O protocolo de vacinação com V8 ou V10 deve ser rigorosamente seguido desde os primeiros meses de vida do cão, garantindo reforços anuais que mantêm a imunidade ativa contra o vírus. Além disso, visitas regulares ao médico-veterinário e a observação atenta de qualquer alteração no comportamento do pet são atitudes essenciais para detectar precocemente sinais de alerta.
Portanto, investir na imunização e na saúde preventiva não é apenas uma forma de proteger seu cachorro, mas também uma demonstração de cuidado e responsabilidade. Com informação, atenção e acompanhamento veterinário adequado, é possível manter seu pet saudável, seguro e com qualidade de vida, afastando os riscos dessa doença silenciosa, mas que pode ser fatal.
imagem:pixnio
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