Hepatite infecciosa canina – Sintomas, tratamento e prevenção

Hepatite infecciosa canina – Sintomas, tratamento e prevenção

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Para quem tem pressa:
A hepatite infecciosa canina é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo Adenovírus Canino Tipo 1 (CAV-1). Ela atinge principalmente o fígado dos cães e pode ser fatal em casos graves. A boa notícia é que existe cura e prevenção eficaz por meio da vacinação. Neste artigo, você vai entender os principais sintomas, formas de diagnóstico, tratamento e como proteger seu pet.

Sintomas da hepatite infecciosa canina

Os sinais clínicos variam conforme a gravidade, mas os mais comuns incluem:

  • anorexia e apatia;
  • vômitos e diarreia (com sangue em alguns casos);
  • febre, dor abdominal e icterícia;
  • sinais neurológicos, como andar em círculos e convulsões;
  • acúmulo de líquido no abdômen (ascite);
  • manchas vermelhas ou roxas na pele.

Em alguns cães, também pode ocorrer conjuntivite, tosse, sede excessiva e edema de córnea, que pode evoluir para cegueira.

Como ocorre a infecção

O vírus da hepatite infecciosa canina é transmitido pelo contato com secreções de cães doentes, como urina, fezes e saliva. Ele se multiplica nas amígdalas do animal, espalha-se pelo sistema linfático e atinge o fígado.

É importante destacar que a doença não é zoonose — ou seja, não passa para humanos.

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Tipos de evolução da doença

A hepatite infecciosa canina pode se manifestar em diferentes níveis:

Hepatite subclínica

Forma mais leve, com sintomas discretos.

Hepatite canina aguda

Dura em média de 5 a 7 dias, com sinais evidentes e risco de complicações graves.

Hepatite hiperaguda

Extremamente agressiva, evolui rapidamente e apresenta alta taxa de mortalidade, especialmente em filhotes.

Diagnóstico da hepatite em cães

O diagnóstico exige acompanhamento veterinário e exames como:

  • análise de sangue;
  • biópsia do fígado;
  • coleta de secreções e tecidos para detecção do vírus.

Hepatite infecciosa canina tem cura?

Sim! O tratamento inclui:

  • isolamento do animal;
  • desinfecção do ambiente;
  • fluidoterapia para reidratação;
  • medicamentos de suporte e glicose;
  • transfusão de sangue ou plasma em casos graves;
  • dieta especial para auxiliar a recuperação.

Mesmo após a melhora, o cão pode eliminar o vírus na urina por até 9 meses, exigindo cuidados extras para evitar novos contágios.

Como prevenir a hepatite em cães

A prevenção é feita com a vacina V8 ou V10, aplicada a partir dos 45 dias de vida, seguida de reforços anuais. O protocolo básico é:

  • Primeira dose: 6 a 8 semanas de vida
  • 1º reforço: 3 a 4 semanas após a primeira dose
  • 2º reforço: 3 a 4 semanas após o primeiro reforço
  • Reforço anual: a partir de 1 ano de idade

Conclusão

A hepatite infecciosa canina é uma enfermidade viral grave, capaz de evoluir rapidamente e comprometer a vida do animal se não houver diagnóstico precoce. Causada pelo Adenovírus Canino Tipo 1 (CAV-1), ela atinge principalmente o fígado e os olhos, manifestando sintomas variados — desde sinais discretos até quadros agudos e hiperagudos com alto risco de morte.

Embora seja altamente contagiosa entre cães, é importante reforçar que a doença não representa risco para os humanos. Por isso, a atenção deve estar voltada inteiramente para a proteção e bem-estar dos pets. O tratamento adequado, que envolve isolamento, fluidoterapia, medicamentos de suporte e, em casos graves, transfusão de plasma ou sangue, aumenta significativamente as chances de recuperação. No entanto, mesmo após a cura, o vírus pode ser eliminado pela urina por meses, exigindo cuidados redobrados do tutor.

A melhor forma de evitar o sofrimento causado pela hepatite infecciosa canina é a prevenção. O protocolo de vacinação com V8 ou V10 deve ser rigorosamente seguido desde os primeiros meses de vida do cão, garantindo reforços anuais que mantêm a imunidade ativa contra o vírus. Além disso, visitas regulares ao médico-veterinário e a observação atenta de qualquer alteração no comportamento do pet são atitudes essenciais para detectar precocemente sinais de alerta.

Portanto, investir na imunização e na saúde preventiva não é apenas uma forma de proteger seu cachorro, mas também uma demonstração de cuidado e responsabilidade. Com informação, atenção e acompanhamento veterinário adequado, é possível manter seu pet saudável, seguro e com qualidade de vida, afastando os riscos dessa doença silenciosa, mas que pode ser fatal.

imagem:pixnio


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