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Guerra da Soja: Entre Lucro e Conservação

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A Batalha pela Soja: Entre Legalidade, Lucro e Preservação Florestal – O Embate no Coração do Brasil.

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A busca por um novo equilíbrio entre a produção agrícola e a conservação das florestas representa um desafio em meio à controvérsia atual sobre a moratória da soja. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), entrou na disputa em apoio aos produtores rurais, envolvendo-se na discussão que impacta as grandes empresas globais de comércio de grãos.

Com respaldo das entidades agrícolas, prefeitos de municípios no Norte do estado buscam revogar as restrições de compra de soja proveniente de áreas legalmente desmatadas em suas regiões. É crucial destacar que a menção é a áreas desmatadas de acordo com a legislação.

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O contexto remonta a 2006, quando houve pressão intensa de desmatamento na Amazônia. Sob pressão do mercado europeu, empresas compradoras de soja, representadas por entidades como a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), estabeleceram o compromisso de não adquirir soja proveniente de áreas desmatadas.

Inicialmente, a moratória foi estipulada por dois anos, como uma medida para conter o desmatamento relacionado à soja. No entanto, o acordo temporário acabou se tornando permanente, renovado anualmente.

É relevante notar que a moratória teve impacto limitado na expansão da produção de soja na Amazônia. De acordo com o mais recente relatório da Abiove, uma área que inicialmente era de 1,64 milhão de hectares na safra 2007/2008 cresceu para 6,60 milhões de hectares na safra 2021/2022. Isso levanta a questão: como essa expansão ocorreu sem novos desmatamentos?

A explicação está na direção da produção agrícola para áreas já desmatadas na Amazônia, muitas vezes ocupadas por pastagens de baixa qualidade. A sojicultura expandiu-se nessas áreas seguindo critérios de sustentabilidade.

Assim, a moratória da soja é reconhecida como um exemplo positivo de políticas agroambientais. O monitoramento por satélite realizado por Abiove e Anec, em colaboração com órgãos públicos e privados, mostrou que, nos últimos 14 anos, apenas 192 mil hectares foram usados para o cultivo de soja em desacordo com as normas, representando apenas 2,9% do cultivo total na região.

Além disso, 95,1% do desmatamento na Amazônia em 116 municípios não está associado à plantação de soja. Onde foi detectado plantio em áreas recentemente desmatadas, as empresas interromperam as transações.

Contudo, desde a aprovação do novo Código Florestal em 2012, que estabeleceu critérios para licenças de desmatamento, como o limite de 20% de exploração em propriedades no bioma Amazônia, os agricultores querem que o desmatamento autorizado pela lei brasileira seja excluído da moratória da soja.

A argumentação gira em torno da legalidade: se um agricultor obteve licença para desmatar uma parte de sua fazenda, seguindo a legislação, ele questiona por que deveria ser penalizado por isso ao decidir utilizar essa área para pastagens ou plantio de outros cultivos.

A discussão se estende para casos em que o desmatamento autorizado ocorre em propriedades diferentes daquelas onde a soja é cultivada. Nesses casos, a aplicação das restrições da moratória se torna questionável.

O governador Mendes ameaça retirar incentivos fiscais das grandes empresas compradoras de grãos no estado, alegando intromissão comercial estrangeira na soberania nacional, prejudicando o desenvolvimento de muitos municípios.

Este é um tema complexo. Se a ação política exceder, pode enfrentar resistência do mercado, afetando os preços da soja do Mato Grosso. Por outro lado, as restrições excessivas das empresas podem ser vistas como um controle oligopolista sob o disfarce de preocupações ambientais.

O desafio é encontrar um novo equilíbrio entre a produção rural e a preservação florestal. A manutenção da moratória como está ou sua revogação completa parecem insuficientes para atender às necessidades de todos os agricultores do Mato Grosso, onde a preservação do bioma do cerrado também é crucial.

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.


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