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5 sinais de alerta na glândula adanal do cachorro que você ignora

Para quem tem pressa

A saúde da glândula adanal do cachorro é vital para evitar dores intensas e infecções graves que podem exigir cirurgias complexas. Neste artigo, você aprenderá a identificar os sintomas de inflamação, como o hábito de arrastar o bumbum no chão, e descobrirá as melhores formas de prevenção e tratamento veterinário.

Muitos tutores desconhecem a existência de certas estruturas anatômicas até que elas se tornem um problema visível e doloroso para o animal. A glândula adanal do cachorro consiste em dois pequenos sacos localizados internamente nas laterais do ânus. Essas glândulas produzem um líquido de odor muito forte e característico, que serve tanto para a lubrificação das fezes quanto para a comunicação social entre os cães. Quando o animal defeca, a pressão natural das fezes costuma esvaziar essas bolsas de forma automática. No entanto, quando esse processo falha, o acúmulo de secreção gera inflamações que podem evoluir para abscessos ou rupturas.

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O que é e para que serve a glândula adanal

Embora pareça apenas um detalhe, a glândula adanal do cachorro desempenha um papel fundamental na identificação territorial. É por causa desse odor único que os cães costumam cheirar o traseiro uns dos outros ao se encontrarem; é quase como um “cartão de visitas” biológico. Além da função social, a secreção auxilia na expulsão do bolo fecal. O problema surge quando a consistência das fezes está amolecida demais para pressionar as glândulas ou quando há uma obstrução nos ductos de saída.

Sintomas da glândula adanal do cachorro inflamada

A percepção precoce dos sintomas é o que diferencia um tratamento simples de uma intervenção de emergência. O sinal mais clássico de que a glândula adanal do cachorro está incomodando é o comportamento de “scooting”, que é quando o cão arrasta a região anal no chão para tentar aliviar a pressão. Outros indícios claros incluem a lambedura obsessiva da área, mordidas na base da cauda, mau cheiro metálico muito forte e inchaço visível ao redor do ânus. Em casos mais severos, o animal pode apresentar dificuldade para sentar ou demonstrar agressividade devido à dor aguda.

Riscos da manipulação incorreta

É comum encontrar tutores que tentam realizar o esvaziamento manual em casa, mas essa prática é altamente arriscada. A manipulação sem técnica pode causar traumas nos tecidos delicados, agravando a inflamação e facilitando a entrada de bactérias. O esvaziamento da glândula adanal do cachorro deve ser feito exclusivamente por um médico-veterinário ou profissional capacitado. Quando o procedimento é feito sem necessidade ou de forma bruta, a glândula pode sofrer microlesões que levam à formação de cicatrizes internas, estreitando os ductos e tornando o problema crônico.

Tratamentos e cuidados veterinários

O tratamento varia conforme o estágio da afecção. Inicialmente, o veterinário realiza a compressão manual para drenar o conteúdo acumulado. Se houver infecção, será necessária a prescrição de antibióticos e anti-inflamatórios. Em situações onde ocorre a formação de um abscesso, pode ser preciso fazer uma drenagem cirúrgica e limpezas profundas com soluções antissépticas. O uso do colar elizabetano é indispensável durante a recuperação para impedir que o pet lamba a região e piore o quadro. Se a glândula adanal do cachorro apresentar recidivas frequentes, a remoção cirúrgica, chamada saculectomia, torna-se a opção mais segura.

Como prevenir novos episódios

A prevenção é o melhor caminho para evitar que o animal sofra com esse desconforto recorrente. A dieta é o fator principal: oferecer uma alimentação rica em fibras garante que as fezes tenham a firmeza necessária para esvaziar a glândula adanal do cachorro naturalmente durante a evacuação. Manter o peso ideal do pet também ajuda, pois a obesidade dificulta a mecânica de expulsão da secreção. Além disso, exercícios físicos regulares estimulam o trânsito intestinal e o metabolismo geral, contribuindo para que todo o sistema excretor funcione em harmonia.

Conclusão e monitoramento

Ficar atento ao comportamento do seu companheiro é um ato de cuidado essencial. Se você notar que o cheiro do animal mudou drasticamente ou se ele demonstrar incômodo ao evacuar, não espere o quadro piorar. A saúde da glândula adanal do cachorro depende de observação constante e intervenção profissional correta. Ao garantir uma nutrição de alta qualidade e visitas regulares ao veterinário, você assegura que seu pet passe longe das complicações dolorosas causadas pela impactação dessas glândulas.

Imagem: IA

Carlos Eduardo Adoryan

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