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Sarna em Gatos: Guia Completo

Para Quem Tem Pressa

A Sarna em Gatos, popularmente chamada de peladeira ou rabujo, é uma doença de pele parasitária causada por ácaros microscópicos que se alojam e se reproduzem na pele do felino. O sintoma mais evidente é o prurido (coceira intensa), que pode levar a lesões, queda de pelos e, em casos mais graves, infecções secundárias. A doença é altamente contagiosa entre felinos e algumas formas são zoonoses, podendo ser transmitidas para humanos. Neste guia completo, você descobrirá tudo sobre os tipos, como diagnosticar e as melhores formas de tratamento e prevenção da Sarna em Gatos para garantir a saúde e o bem-estar do seu pet.

O que é a sarna em gatos?

A sarna em gatos é uma doença de pele parasitária provocada por ácaros microscópicos que vivem e se reproduzem na superfície ou nas camadas mais profundas da pele. Esses parasitas se alimentam de células cutâneas, secreções e restos de tecido, causando irritação, inflamação e coceira intensa.

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Os agentes responsáveis pela condição pertencem a diferentes espécies, e cada uma delas provoca um tipo específico da doença, com sintomas e níveis de gravidade distintos. Por isso, o termo sarna costuma englobar ao menos 4 enfermidades diferentes, e não uma única afecção de pele. Independentemente da linhagem, a doença é altamente contagiosa entre gatos e pode acometer felinos de qualquer idade, raça ou estilo de vida.

Quais são os tipos de sarna felina?

A compreensão dos diversos agentes causadores é crucial para o tratamento da Sarna em Gatos.

Sarna Demodécica

A sarna demodécica em gatos, também chamada de demodicose felina ou sarna negra, é uma doença inflamatória causada pela proliferação anormal de ácaros do gênero Demodex. A enfermidade é considerada muito comum em cães, mas rara em felinos, acometendo cerca de 4 a cada 10.000 animais. (BIZIKOVA P., 2014). Quando desencadeada pelo Demodex gatoi, a doença pode ser um sintoma de enfermidades imunossupressoras, como diabetes, FIV ou FeLv. Os sintomas incluem queda de pelos, vermelhidão e espessamento da pele, especialmente na região do rosto. A condição não é transmitida para humanos.

Sarna Otodécica

A sarna na orelha do gato, também chamada de sarna otodécica ou otocaríase, é causada pelo ácaro Otodectes cynotis. Trata-se de uma otopatia parasitária muito comum, responsável por metade dos casos de otite felina externa. Todo o ciclo de vida do ácaro ocorre dentro do conduto auditivo. Os sinais clínicos costumam estar localizados na região dos ouvidos e incluem vermelhidão, formação de pápulas e acúmulo de fragmentos escuros, com odor característico de tabaco.

Sarna Sarcóptica

A sarna sarcóptica é provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e causa uma dermatite pruriginosa que afeta diversas espécies de mamíferos, como felinos e humanos. Segundo Kern (2012), as lesões deste tipo de enfermidade aparecem principalmente na face, orelhas, abdômen e flancos do animal. O quadro clínico é marcado por sintomas clássicos de Sarna em Gatos, como coceira intensa, vermelhidão, descamação, crostas e áreas de alopecia. Nos humanos, o Sarcoptes scabiei pode causar a escabiose transitória.

Sarna Notoédrica

A sarna notoédrica, também conhecida como escabiose felina, é causada pelo ácaro Notoedres cati, pertencente à família Sarcoptidae. A forma é altamente contagiosa entre gatos e pode atingir outros animais e até humanos, sendo considerada uma zoonose de distribuição mundial. O ácaro provoca lesões crostosas e descamativas que surgem principalmente nas bordas das orelhas e na face do felino, acompanhadas de prurido intenso e espessamento da pele.

Quais são as causas e a transmissão da Sarna em Gatos?

A Sarna em Gatos pode ser causada por diferentes espécies de ácaros, parasitas microscópicos. Em alguns casos, como na sarna demodécica (D. cati), os ácaros já fazem parte da microfauna natural da pele, se proliferando em excesso apenas com a queda da imunidade. Em outros tipos, o simples contato com o parasita é suficiente.

A transmissão ocorre, na maioria dos casos, por contato direto entre animais contaminados — seja durante brincadeiras, lutas ou convivência próxima. Alguns ácaros, como Notoedres cati e Sarcoptes scabiei, também podem sobreviver por curtos períodos no ambiente, o que aumenta o risco de contaminação indireta por meio de objetos de uso diário. A sarna demodécica por Demodex cati apresenta uma forma de transmissão diferente: se dá pelo contato mãe-filhote, durante o parto e a amamentação.

Quais são os sinais e sintomas da Sarna em Gatos?

Os sintomas da Sarna em Gatos podem variar conforme o tipo de ácaro, estágio da infecção e a resposta do organismo de cada animal. No entanto, alguns sinais clínicos são comuns em todas as formas da doença, como coceira intensa, vermelhidão na pele do gato, lesões cutâneas e perda de pelo.

  • Sarna Otodécica: Coceira intensa no canal auditivo, cerúmen escuro e espesso, alopecia nas orelhas e otohematomas.
  • Sarna Notoédrica: Lesões crostosas e pápulas nas bordas das orelhas e na face, eritema, espessamento cutâneo e prurido intenso.
  • Sarna Sarcóptica: Coceira severa e contínua, lesões hemorrágicas e crostas espessas, descamação e alopecia em regiões como orelhas, focinho, cabeça e pescoço.
  • Sarna Demodécica: Áreas de alopecia, vermelhidão e descamação da pele, caspa e crostas finas, especialmente no rosto e pescoço. Prurido variável.

Como funciona o diagnóstico de Sarna em Gatos?

O diagnóstico da Sarna em Gatos envolve uma avaliação clínica detalhada (anamnese e exame físico) e exames específicos que confirmam a presença e o tipo de ácaro.

Os principais exames incluem:

  1. Raspado Cutâneo: Coleta feita nas bordas das lesões para atingir os folículos pilosos.
  2. Tricograma: Análise microscópica dos pelos retirados.
  3. Fita Adesiva (Acetato): Técnica rápida para identificar parasitas superficiais.
  4. Citologia Auricular: Coleta do cerúmen para visualizar o Otodectes cynotis no microscópio.

Como tratar Sarna em Gatos?

O tratamento da Sarna em Gatos deve ser sempre conduzido por um veterinário, com um protocolo personalizado. O objetivo principal é eliminar os ácaros, aliviar a coceira e restaurar a saúde dermatológica.

  1. Higienização e Limpeza: Limpeza das áreas afetadas, especialmente do conduto auditivo, para maximizar a ação dos medicamentos. Banhos terapêuticos podem ser recomendados.
  2. Tratamento Antiparasitário: Uso de medicamentos antiparasitários tópicos, orais ou injetáveis, à base de substâncias como selamectina e ivermectina, que combatem o ácaro e controlam infecções secundárias.
  3. Manejo Ambiental: Isolar o gato infectado, lavar e desinfetar cobertores, caminhas e brinquedos. Ações de controle ambiental ajudam a evitar reinfeções.

O acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar precocemente qualquer sinal de infestação. Fortalecer o sistema imunológico do gato com boa alimentação e vacinas em dia também é uma medida preventiva importante contra a Sarna em Gatos.

imagem: IA

Carlos Eduardo Adoryan

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Carlos Eduardo Adoryan

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