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Exportação de gado vivo dispara, mesmo sem Turquia

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A exportação de gado vivo do Brasil cresce 47% em 2025, com Iraque e Egito liderando compras, mesmo sem a participação da Turquia.

Para Quem Tem Pressa

A exportação de gado vivo do Brasil cresceu 47% no primeiro semestre de 2025, chegando a quase 500 mil cabeças embarcadas. Mesmo sem a Turquia, tradicional compradora, Iraque e Egito assumiram o protagonismo e mantiveram o ritmo de vendas.


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Exportação de gado vivo no 1º semestre de 2025

O Brasil exportou 487,6 mil cabeças de gado vivo entre janeiro e junho de 2025, um salto de 47,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 331,4 mil cabeças.

O dado é expressivo porque, em junho, a Turquia — principal destino histórico e responsável por quase um terço das vendas — não importou nenhum animal. Segundo a Scot Consultoria, “nos últimos cinco anos, a Turquia esteve entre os principais destinos da exportação brasileira de gado vivo, impulsionada pela competitividade dos preços do Brasil frente a outros fornecedores”. Até maio de 2025, o país já representava 29,2% das exportações.

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Ranking histórico dos principais compradores

Nos últimos cinco anos, a Turquia liderou ou esteve próxima do topo das compras de gado vivo brasileiro, mas 2025 trouxe mudanças:

País20212022202320242025
Turquia38.669369.585315.904142.5400
Iraque9.75052.97552.948328.11361.869
Egito22.18549.108163.298121.111355.702
Líbano7.72013.09051.57763.37446.949
Jordânia32.91028.92544.0616.903112.799

Com a ausência turca, o Iraque assumiu a liderança nas compras no semestre, seguido pelo Egito, que apresentou forte crescimento, alcançando mais de 355 mil cabeças adquiridas.


Impacto nos estados exportadores

O Rio Grande do Sul, maior exportador para a Turquia, não registrou embarques em junho. No período, os estados que venderam bovinos vivos foram:

EstadoCabeças exportadas
Pará58.300
Origem não declarada8.000
São Paulo6.000
Paraná3.100
Bahia405
Mato Grosso do Sul9

Segundo a Scot Consultoria, “sem a Turquia, o volume exportado diminuiu frente a maio, derrubando o faturamento. O desempenho de junho foi o segundo pior do ano, superando apenas abril”.


Faturamento: Menos peso, menor preço e câmbio desfavorável

Apesar de fevereiro ter registrado embarques menores que junho, o faturamento foi superior. Três fatores explicam:

  • Cotação do dólar: R$ 5,7650 em fevereiro contra R$ 5,5465 em junho
  • Animais mais pesados: peso médio de 7.092 kg no início do ano contra 4.298 kg em junho
  • Preço por quilo mais alto: R$ 17,13 em fevereiro contra R$ 15,69 em junho
IndicadorFevereiro 2025Junho 2025
Preço médio/kgR$ 17,13R$ 15,69
Preço médio/cabeçaR$ 236,08R$ 183,83
Peso médio (kg)7.0924.298

O Iraque como novo protagonista

A saída temporária da Turquia abriu espaço para o Iraque, que não apenas aumentou suas compras, mas também atua como redistribuidor de gado vivo para países vizinhos, incluindo a própria Turquia.


Perspectivas para 2025

Se o ritmo atual for mantido, o Brasil poderá igualar ou até superar o recorde de 1 milhão de cabeças exportadas em 2024.

O desempenho dependerá:

  • Do câmbio
  • Da demanda árabe
  • Da logística para novos mercados

Segundo a Scot Consultoria, “o desempenho do primeiro semestre mostra a firmeza das exportações de gado vivo, mesmo diante da ausência de um parceiro estratégico como a Turquia em parte do período”.


Conclusão

O desempenho da exportação de gado vivo no primeiro semestre de 2025 reforça a resiliência e a capacidade de adaptação do setor pecuário brasileiro. Mesmo com a ausência temporária da Turquia, um de seus principais parceiros comerciais, o Brasil manteve um ritmo robusto de embarques graças à força de mercados como Iraque e Egito. Os desafios ligados à variação cambial, peso dos animais e preços internacionais seguem influenciando o faturamento, mas o cenário permanece positivo. Se as condições de demanda e logística se mantiverem favoráveis, há grandes chances de o país superar a marca de 1 milhão de cabeças exportadas ainda este ano, consolidando-se como um dos principais players mundiais nesse segmento.

Imagem principal: Depositphotos.


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