Frangipani 3 cortes cirúrgicos que explodem a ramificação ornamental em semanas
Quem cultiva frangipani pela primeira vez geralmente se encanta pelas flores perfumadas e exóticas — mas também se frustra com o crescimento lento e a aparência “pelada” dos galhos, especialmente quando a planta se desenvolve em um único caule longo. A boa notícia é que essa árvore tropical responde muito bem à poda, desde que feita com precisão. Existem três tipos de cortes específicos que funcionam quase como um gatilho para a planta liberar novas ramificações, criando o efeito de “explosão” ornamental que tanta gente busca para varandas, pátios e vasos grandes.
Também chamado de jasmim-manga, o frangipani (Plumeria spp.) tem um crescimento peculiar: suas ramificações acontecem de forma lenta e apenas após a floração em condições naturais. Isso faz com que muitas plantas fiquem com galhos compridos, com folhas só na ponta — o que compromete o visual e o equilíbrio da copa.
No entanto, com técnicas de poda bem aplicadas, é possível induzir o frangipani a multiplicar suas ramificações em poucas semanas. O segredo está no tipo, local e momento do corte. Quando a planta sente a interrupção do fluxo de crescimento, ela reage formando dois ou até três brotos novos em pontos estratégicos — e é aí que o visual da planta se transforma completamente.
Esse é o corte mais seguro para estimular novos galhos. O ideal é escolher um ramo já crescido, com pelo menos 30 cm, e identificar o último nó visível (aquela “linha” ou pequena saliência no caule). O corte deve ser feito cerca de 2 a 3 cm acima desse ponto, com uma lâmina limpa e afiada.
Em até três semanas, a planta costuma reagir com dois brotos laterais simétricos. Esse tipo de corte é ótimo para frangipanis jovens que ainda estão formando a arquitetura da copa. A ramificação dupla acontece com frequência nesse tipo de poda, o que proporciona equilíbrio visual e favorece futuras floradas.
Essa técnica é indicada para frangipanis que já têm alguma bifurcação, mas que estagnaram o crescimento. O corte em “Y” consiste em podar um dos braços da bifurcação cerca de 5 cm após a divisão. A planta, ao perceber a perda de um ramo lateral, tende a liberar múltiplos brotos a partir da base do Y.
O resultado é uma ramificação tripla ou até quádrupla, especialmente se a planta estiver saudável e bem nutrida. Essa técnica é perfeita para criar aquele formato cheio e simétrico de “guarda-chuva” que transforma o frangipani em peça de destaque no jardim.
Indicado para plantas muito desbalanceadas ou com galhos muito longos e desproporcionais, o corte de rebaixamento é mais drástico — mas extremamente eficaz. Nele, o galho é cortado a uma altura mais baixa, entre 20 e 30 cm acima do solo, criando uma base nova para a planta se remodelar.
Esse tipo de corte estimula a planta a soltar brotações em diversos pontos do caule remanescente, criando uma estrutura densa e com múltiplas opções de crescimento. É como se o frangipani ganhasse um novo projeto de copa, mais ramificada, robusta e cheia de potencial floral.
Após qualquer um dos cortes, é fundamental cuidar bem da cicatrização. O frangipani exsuda um látex branco que pode atrair fungos e insetos. Por isso, o ideal é aplicar canela em pó ou pasta cicatrizante no local do corte, protegendo a área e evitando infecções.
Além disso, o solo deve estar bem drenado e levemente úmido — nunca encharcado. A adubação com fósforo (P) e potássio (K) deve ser feita 10 dias após a poda, com produtos específicos para estimular brotação e floração.
A exposição solar também é crucial: quanto mais luz direta, maior a chance de brotação múltipla e crescimento acelerado. O frangipani ama sol e responde melhor quando exposto por pelo menos 6 horas diárias.
Após cerca de 15 a 20 dias, é possível observar os primeiros sinais de sucesso: pontinhos verdes surgindo nos cantos do corte, indicando que novos galhos estão em formação. A brotação costuma acelerar a partir da terceira semana, especialmente se a planta estiver em fase de crescimento ativo (primavera ou verão).
Vale lembrar que o frangipani é lento por natureza, mas altamente responsivo a cortes estratégicos. Uma planta que parecia sem vida pode, em poucos meses, se transformar em um arbusto florido e simétrico, chamando atenção por onde passa.
Muita gente tem receio de podar o frangipani, com medo de prejudicar a planta. Mas, ao contrário do que parece, ela se fortalece com a intervenção correta. Cortes bem planejados funcionam como comandos de renovação, ativando áreas que estavam dormentes e permitindo que a planta revele sua arquitetura completa.
Se você busca uma planta ornamental com presença, forma marcante e floração abundante, o segredo pode estar na tesoura. Com três cortes estratégicos e um pouco de paciência, o frangipani deixa de ser apenas uma árvore e passa a ser uma escultura viva.
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