pecuária
A profissionalização da pecuária é a chave para que metade das fazendas brasileiras não desapareça em 20 anos. Quem agir agora, sobrevive e cresce.
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Metade das fazendas de pecuária pode desaparecer em apenas duas décadas. Não é alarme falso: estudos da Embrapa mostram que eficiência, tecnologia e visão de mercado deixaram de ser opcionais para se tornarem questão de sobrevivência.
O pecuarista moderno precisa assumir a postura de empresário rural, ou seja, alguém que mede resultados, controla custos e adota estratégias alinhadas ao mercado. Caso contrário, será “engolido” por propriedades mais modernas, profissionalizadas e altamente produtivas.
Apesar da previsão negativa, há uma contradição interessante: a produção global de carne continuará crescendo. Como isso é possível? Menos fazendas, mas mais produtividade por hectare e por animal. Esse cenário já deixa claro que quem se adapta colhe resultados, e quem não se movimenta perde espaço rapidamente.
A profissionalização da pecuária começa com disciplina: medir.
Não há como melhorar o que não é acompanhado. Indicadores como peso, ganho médio diário, custo por arroba, taxa de lotação e margem líquida por hectare são fundamentais para a gestão.
Sem tronco e balança, a fazenda se apoia em “achismos”, e no campo, improviso custa caro. Produtores que investem em ferramentas simples — desde planilhas bem estruturadas até softwares de gestão — transformam números dispersos em informações estratégicas.
Além disso, o empresário rural deve dominar práticas de finanças como:
Essa visão empresarial permite reduzir riscos e aproveitar oportunidades que muitos ignoram.
A boa notícia é que a profissionalização da pecuária conta com inúmeras ferramentas acessíveis e cada vez mais baratas.
Exemplos práticos:
O produtor que adota tecnologia não apenas aumenta sua margem, mas também consegue prever resultados com mais clareza, tornando o negócio sustentável e competitivo.
Ainda existe o mito de que os maiores investimentos devem ocorrer na seca. Mas a prática mostra outra realidade: o período das águas é o momento de maior oportunidade para acelerar o ganho de peso do rebanho.
Assim como empurrar um carro na descida é mais fácil, aproveitar a abundância de forragem garante maior giro de caixa, menor custo por arroba e rentabilidade superior.
Medidas práticas incluem:
Investimentos aparentemente simples trazem retorno imediato. O segredo é transformar a fartura em crescimento planejado.
Outro ponto crítico é a gestão de pessoas. A fazenda moderna não pode depender apenas da experiência empírica de vaqueiros e funcionários antigos. Treinamento contínuo, metas de desempenho e divisão clara de responsabilidades são indispensáveis.
A profissionalização da pecuária passa também por criar um ambiente de trabalho organizado, onde cada colaborador entende o impacto de suas ações na rentabilidade da fazenda. Isso reduz desperdícios, melhora o bem-estar animal e fortalece o negócio como um todo.
Muitas vezes, o pecuarista concentra decisões em sua figura. Mas uma empresa rural saudável precisa de governança, ou seja, processos claros, registros confiáveis e, quando possível, consultoria externa.
Famílias que administram grandes propriedades já perceberam que criar conselhos ou contratar gestores profissionais é um passo importante para garantir continuidade e evitar conflitos. Essa visão corporativa aplicada ao campo é parte fundamental da profissionalização da pecuária.
Transformar uma fazenda de pecuária em negócio competitivo exige uma combinação de fatores:
Infelizmente, os dados mostram que apenas 16% das fazendas no Brasil possuem tronco e balança. A grande maioria ainda decide com base no “olhômetro”, deixando milhões na mesa.
O futuro da pecuária não será decidido pela tradição ou pela sorte. Ele dependerá da capacidade de adaptação, da gestão eficiente e da mentalidade empresarial. Quem adotar a profissionalização da pecuária colherá lucros sustentáveis e ocupará seu espaço no mercado. Quem resistir, pode desaparecer em poucas safras.
O recado é claro: a pecuária brasileira está diante de uma bifurcação. De um lado, a profissionalização; do outro, a estagnação. O produtor que assumir o papel de empresário rural garantirá a sobrevivência da sua fazenda, transformando desafios em oportunidades.
E você, produtor: já olha para sua fazenda como um negócio estruturado e rentável? A hora de agir é agora.
Imagem principal: Depositphotos.
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