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Fabricantes de defensivos serão obrigadas a custear cursos sobre aplicação

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Projeto obriga fabricantes de defensivos a custear cursos sobre uso correto do produto.

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Capacitação poderá ser ministrada pela própria empresa ou por instituição de ensino.

O Projeto de Lei 475/23 obriga empresas que fabricam ou comercializam defensivos a custear a capacitação de produtores e empregados rurais que irão manusear os insumos. A proposta será analisada pela Câmara dos Deputados.

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De acordo com o texto, a capacitação poderá ser oferecida pela própria empresa ou financiada por ela e ministrada por uma instituição de ensino, pública ou privada.

Caberá ao Poder Executivo regulamentar o percentual da receita a ser destinado aos cursos, considerando a capacidade financeira da empresa, além dos requisitos mínimos do curso, como carga horária e conteúdo, e de quais profissionais poderão ministrá-los.

O autor da proposta lembra que a Lei 7.812/89 já estabelece que “a venda de defensivos e afins aos usuários será feita por meio de receituário próprio, prescrito por profissionais legalmente habilitados”. No entanto, segundo ele, nem sempre produtores e empregados rurais detêm o conhecimento necessário para a plena compreensão do prescrito no documento.

“Ainda que compreendam a receita, poderão não ter o conhecimento necessário para a correta utilização dos EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] e o manuseio do produto com a devida segurança”, justifica o deputado.

Tramitação

O projeto será despachado para análise das comissões permanentes e, depois, do Plenário da Câmara.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.


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