Vídeo revela operação gigante da exportação de gado vivo
A exportação de gado vivo cresce no Pará e um vídeo inédito mostra o embarque de 14 mil bovinos. Veja números, destinos e por que o estado domina o setor.
Para Quem Tem Pressa
A exportação de gado vivo ganhou novos holofotes após o vídeo que mostra 14 mil bovinos embarcando no Pará com destino ao Iraque. A operação confirma a liderança absoluta do estado no setor, amplia o alcance do mercado árabe e reforça a meta brasileira de superar um milhão de animais exportados. Em poucos minutos, você entende os números, a logística, os destinos e por que o Pará virou protagonista mundial nesse segmento do agronegócio.
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A força crescente da exportação de gado vivo no Pará
A divulgação de um vídeo inédito mostrando o embarque de 14 mil bovinos no Porto de Vila do Conde, no Pará, colocou novamente a exportação de gado vivo entre os assuntos mais comentados do agronegócio. As imagens, além de impressionarem, revelam a robustez de uma operação que envolve planejamento, certificações sanitárias rigorosas, manejo especializado e uma estrutura portuária moldada para atender um fluxo crescente de animais destinados ao mercado internacional.
Esse embarque reforça algo que os números já indicam com clareza: o Pará domina o setor com folga. Entre janeiro e julho de 2025, o estado respondeu por cerca de 64,7% de toda a exportação de gado vivo do Brasil. É liderança consolidada, ampliada e sustentada por logística eficiente e por uma pecuária adaptada às exigências do mundo árabe.
Iraque: o destino em ascensão
O vídeo registra uma operação monumental: 14 mil bovinos sendo embarcados para o Iraque, país que se tornou um dos principais parceiros comerciais do Pará. Em 2025, ele já é responsável por 20,8% das exportações estaduais. O interesse iraquiano tem explicação técnica e comercial.
Os importadores preferem animais jovens, de porte intermediário, com peso entre 380 e 440 quilos — exatamente o padrão fornecido pela pecuária paraense. A capacidade do estado de produzir em quantidade e dentro das especificações desejadas aumenta a confiança dos compradores e fortalece contratos de longo prazo.
Com esse perfil, não é surpresa que o fluxo comercial com o Iraque deva crescer nos próximos meses, consolidando o país como um dos destinos mais estratégicos para a exportação de gado vivo brasileira.
Logística, fiscalização e o cuidado com o bem-estar animal
Antes de entrar no navio, cada bovino passa por etapas obrigatórias definidas pelo Ministério da Agricultura. A lista inclui quarentena, exames clínicos, vermifugação, conferência de documentos e verificação de peso, idade e condição corporal.
No vídeo, observam-se manejo calmo, equipes treinadas e fluxo organizado — fatores essenciais para reduzir o estresse dos animais, atender às normas internacionais e garantir o padrão exigido para o abate halal. A transparência desse processo ajuda a afastar mitos e reforça a credibilidade da exportação de gado vivo, frequentemente alvo de debates públicos.
E vale notar: a logística bem executada não é apenas estética. Para operações desse porte, um erro pode significar atrasos, prejuízos milionários e problemas diplomáticos. Ou seja, calma no manejo não é só cuidado — é planejamento estratégico.
Os números que reforçam a liderança do Pará
Dados do Agrostat/MAPA mostram que, de janeiro a julho de 2025, o Pará embarcou 370,77 mil cabeças, equivalente a 64,7% da exportação de gado vivo do país. O estado também alcançou US$ 343,87 milhões em receita no período, um salto de quase 70% em relação a 2024.
A diversificação dos destinos impressiona tanto quanto o volume exportado:
- Egito: 36,2% das exportações
- Líbano: 14%
- Marrocos: 13,4%
- Turquia: 6,4%
- Arábia Saudita: 4,6%
- Jordânia: 2,9%
- Argélia: 1,3%
Para João Ulisses Silva, estatístico da Sedap, o crescimento de 55,4% no volume embarcado compara-do ao ano anterior mostra que o Pará se consolida como “player estratégico no mercado internacional”. Traduzindo: quando o assunto é exportação de gado vivo, o Pará não apenas participa — dita o ritmo.
Perfil do gado que o Pará exporta
O levantamento oficial revela padrões bem definidos:
- Peso médio geral: 402,9 kg
- Mercados que preferem animais mais leves: Egito, Turquia e Arábia Saudita (<365 kg)
- Peso intermediário (perfil para Iraque): 380 a 440 kg
- Mercados que compram animais pesados: Líbano, Marrocos e Argélia (>500 kg)
Essa variedade permite que o estado atenda múltiplos mercados simultaneamente, com padrões comerciais distintos, o que fortalece ainda mais a posição do Pará na exportação de gado vivo.
Um setor que não para de crescer
O embarque captado em vídeo não é um caso isolado, mas parte de um ciclo de expansão contínua. A combinação de estrutura portuária eficiente, demanda crescente no Oriente Médio e África e oferta regular de animais coloca o Pará na linha de frente de um dos segmentos mais promissores do agronegócio brasileiro.
A tendência é que novos carregamentos sigam para Iraque, Egito, Líbano e Marrocos ao longo do próximo ano. A adaptação do gado zebuíno ao clima árabe e a regularidade da produção reforçam ainda mais essa perspectiva.
Se depender do dinamismo do setor, a exportação de gado vivo continuará colocando o Pará como protagonista — e talvez o vídeo de 14 mil bovinos seja apenas o trailer de operações ainda maiores.
Imagem principal: YouTube.

