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Exportação de DDG para a China pode dobrar receita do setor

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A exportação de DDG para a China abre um mercado estratégico para o Brasil, amplia receitas do agro e fortalece o etanol de milho no cenário global.

Para Quem Tem Pressa

A exportação de DDG para a China começou oficialmente com o primeiro embarque brasileiro do coproduto do milho, abrindo um mercado que pode absorver até 50% das vendas externas do produto. A operação envolve grandes empresas do setor, amplia o valor agregado do etanol de milho e posiciona o Brasil como fornecedor estratégico de ingredientes proteicos para rações no mercado mais exigente do mundo.


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Exportação de DDG para a China começa com embarque histórico

O Brasil dá um passo estratégico no comércio internacional ao realizar a exportação de DDG para a China, com o primeiro embarque programado para fevereiro. O DDG (Dried Distilled Grain) é um coproduto do processamento do milho para etanol, amplamente utilizado na nutrição animal por seu alto teor proteico.

A operação inicial será conduzida pela Inpasa, com o envio de 62,5 mil toneladas a partir do porto de Imbituba (SC). O carregamento integra um lote maior, que soma cerca de 65 mil toneladas, marcando o início efetivo das vendas ao mercado chinês após a abertura formal ocorrida em maio do ano passado.

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China pode absorver até metade das exportações brasileiras

A expectativa do setor é alta. A Inpasa projeta que a exportação de DDG para a China represente até 50% das compras externas do produto em 2025. Caso o cenário se confirme, o Brasil pode exportar cerca de 1,5 milhão de toneladas apenas para o país asiático.

Para efeito de comparação, em 2024 a empresa exportou aproximadamente 800 mil toneladas para destinos como Espanha, Turquia, Vietnã, Indonésia e Arábia Saudita. Agora, a China entra no radar como o principal comprador global.


HPDDG eleva o valor agregado das exportações

Além do DDG tradicional, o Brasil também estreia no envio de HPDDG (High-Protein Dried Distillers Grains), um ingrediente de maior concentração proteica e valor agregado.

A FS, uma das líderes em etanol de milho e nutrição animal, firmou contrato para o envio inicial de 3 mil toneladas do produto. A carga já está no Porto de Santos, com embarque previsto para os próximos dias.

Esse movimento reforça a competitividade da exportação de DDG para a China, agora não apenas em volume, mas também em qualidade nutricional.


Etanol de milho impulsiona o agro brasileiro

O avanço da exportação de DDG para a China está diretamente ligado à expansão do etanol de milho no Brasil. A Inpasa, por exemplo, possui produção anual de cerca de 3,3 milhões de toneladas de DDG, com teor médio de 32% de proteína.

Esse coproduto, antes visto apenas como subproduto, tornou-se uma peça estratégica na rentabilidade das biorrefinarias, equilibrando custos, ampliando margens e fortalecendo a sustentabilidade do setor.


Uso do DDG no mercado interno segue em alta

Apesar do foco internacional, o mercado doméstico segue relevante. O DDG brasileiro é amplamente utilizado em:

Pecuária de corte confinada

Produção leiteira

Suinocultura

Formulação de rações comerciais

A combinação entre mercado interno sólido e crescimento das exportações torna a exportação de DDG para a China ainda mais estratégica para o agronegócio nacional.


China exige padrão elevado — e o Brasil entregou

Segundo a Inpasa, a liberação para exportar ao mercado chinês envolveu um rigoroso processo técnico, com foco em qualidade, rastreabilidade e segurança alimentar.

Entrar na China não é apenas vender mais. É um selo de credibilidade internacional. E, convenhamos, passar no “controle de qualidade” chinês não é exatamente um teste fácil — mas o DDG brasileiro passou.


Perspectivas para os próximos anos

A FS projeta crescimento de 180% nas exportações de nutrição animal já no ciclo 2025/26, com volumes superiores a 50 mil toneladas. Para 2026/27, a expectativa é dobrar novamente esse número, com a China como principal motor dessa expansão.

Tudo indica que a exportação de DDG para a China não é um evento pontual, mas o início de um novo capítulo para o agro brasileiro no comércio global.


Conclusão

A exportação de DDG para a China consolida o Brasil como um fornecedor estratégico de ingredientes de alto valor para a nutrição animal global. Mais do que um novo destino comercial, a entrada no mercado chinês representa reconhecimento técnico, confiança sanitária e capacidade de entrega em escala — fatores decisivos em um dos mercados mais exigentes do mundo.

Com o avanço do etanol de milho, o DDG deixa de ser apenas um coproduto e passa a ocupar posição central na estratégia de crescimento do agronegócio brasileiro. A combinação entre volume, qualidade proteica e diversificação de produtos, como o HPDDG, fortalece margens, amplia competitividade e cria oportunidades de longo prazo.

Se as projeções se confirmarem, a China não será apenas mais um comprador, mas um verdadeiro divisor de águas para o setor, impulsionando investimentos, inovação e a consolidação do Brasil como potência global em nutrição animal.

Imagem principal: Depositphotos.


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