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Preço da carne bovina exportada atinge US$ 6.297/t e compensa menor volume embarcado

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Preço médio da carne bovina exportada pelo Brasil sobe 12,1% em setembro/2026 ante 2025, chegando a US$ 6.297/t; volume recua 31,5%, mas receita é amparada pela valorização. Dados Secex/MDIC.

PARA QUEM TEM PRESSA

  • O preço médio da carne bovina in natura exportada pelo Brasil atingiu US$ 6.296,87 por tonelada na parcial de setembro de 2026 — alta de 12,1% ante igual período de 2025.
  • O volume embarcado recuou 31,5% na comparação anual, com média diária de 9,8 mil toneladas.
  • A combinação de preço maior e volume menor reflete reestruturação de mercados de destino, com redução nas vendas à China e direcionamento para compradores que pagam prêmio.
  • Mato Grosso lidera as exportações estaduais, com 25,6% do volume nacional embarcado entre janeiro e agosto de 2026.
  • O balanço consolidado de setembro será divulgado pela Secex na primeira semana de outubro.

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Exportação de carne bovina: Preço médio sobe 12,1% e amortece queda de embarques em setembro

O Brasil exporta menos carne bovina neste início de segundo semestre, mas cada tonelada embarcada está valendo significativamente mais. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), referentes à parcial de setembro de 2026, confirmam um movimento de “menos volume, maior valor unitário”: o preço médio da tonelada atingiu US$ 6.296,87 — alta de 12,1% frente ao mesmo período do ano passado — enquanto os embarques recuaram 31,5%.

A diferença entre a queda de quantidade e a valorização do preço indica que a receita dos frigoríficos foi preservada em patamar superior ao que o volume isoladamente sugeriria. A informação é relevante para pecuaristas, que acompanham a pressão de demanda sobre a indústria, e para investidores do setor. Os dados ainda são preliminares; o fechamento oficial do mês será publicado pela Secex na primeira semana de outubro.


Preço médio em patamar elevado

O preço médio de US$ 6.296,87 por tonelada na parcial de setembro representa um salto de 12,09% sobre os US$ 5.617,87 registrados no mesmo período de 2025. Trata-se do maior valor unitário registrado para um mês de setembro na série recente, impulsionado por:

  • Redirecionamento de mercados: com a cota anual de importação da China praticamente esgotada desde início de agosto, os embarques passaram a direcionar-se mais para destinos que pagam preços mais elevados pelos cortes de qualidade superior.
  • Demanda firme por cortes especiais: compradores da Ásia, Estados Unidos e outros mercados pagam prêmio por carne com certificação e padrões diferenciados.
  • Câmbio favorável: a paridade cambial mantém atrativa a conversão em reais, beneficiando a margem dos frigoríficos.

Volume recua, mas ritmo diário avança sobre agosto

Até a quarta semana de setembro, o Brasil havia embarcado aproximadamente 176,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 9,8 mil toneladas. Embora esse ritmo represente crescimento de 5% sobre a média diária de agosto de 2026 (9,3 mil toneladas/dia), permanece 31,5% abaixo do registrado em setembro de 2025.

A redução de volume não reflete colapso de demanda global, mas sim reajuste de fluxos comerciais: a China, principal parceiro comercial, atingiu o limite de sua cota anual de importação sem sobretaxa, o que reduz temporariamente os embarques para esse mercado a partir de agosto. A expectativa é de normalização a partir de outubro, com a abertura de novo ciclo de cotas.


Ranking estadual: MT lidera, seguido por SP e GO

Os estados de São Paulo (SP), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Rio Grande do Sul (RS) concentram a maior parte das exportações brasileiras de carne bovina. Dados referentes ao período janeiro–agosto de 2026 mostram:

EstadoPosiçãoVolume exportado (jan–ago/2026)Participação nacionalFonte
Mato Grosso (MT)1º564,1 mil t25,6%Abiec/Imac
São Paulo (SP)2º409,5 mil t—Abiec
Goiás (GO)3º266,0 mil t—Abiec
Mato Grosso do Sul (MS)—Dado não disponível no período——
Rio Grande do Sul (RS)—Dado não disponível no período——

Nota: Os dados de faturamento, volume e preço médio estaduais especificamente para setembro de 2026 ainda não foram consolidados por estado na fonte consultada. A tabela acima reflete a participação no acumulado do ano.


O que isso significa para o produtor

O cenário de preço unitário elevado sustenta a receita da indústria mesmo com embarques menores. Essa resiliência é especialmente relevante no momento em que o preço do boi gordo segue firme no mercado interno, pressionando o custo de matéria-prima dos frigoríficos.

Por outro lado, o volume reduzido de exportações pode amenizar temporariamente a pressão de demanda sobre os animais disponíveis no mercado, embora a oferta restrita de gado mantenha os preços firmes. O retorno dos embarques em escala para a China, previsto para outubro, deve reaquecer a procura por gado nos próximos meses.


Fechamento

Os números de setembro permanecem preliminares. O balanço consolidado da Secex será divulgado na primeira semana de outubro, quando serão conhecidos os valores definitivos de faturamento, volume e preço médio de todo o mês. O Agron acompanha e trará os números finais assim que publicados.


Fontes

  • Comex Stat / MDIC — Sistema de Estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro: https://comexstat.mdic.gov.br/
  • Secex/MDIC — Dados preliminares de exportações de carne bovina, setembro de 2026
  • Cepea/Esalq — Análise de dados de embarques de carne bovina, setembro de 2026
  • Abiec / Imac — Ranking de exportações por estado, janeiro–agosto/2026
  • Imagem principal: Depositphotos

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