Na prévia dos primeiros 18 dias úteis de setembro de 2026, o preço médio da carne bovina in natura exportada atingiu US$ 6.296,87/t, alta de 12,1% sobre 2025. Veja a diferença entre prévia da Secex e fechamento mensal da ABIEC.
Esclarecimento editorial — 04/11/2026: A versão original confundia a prévia de 18 dias úteis da Secex (US$ 1,11 bilhão em carne bovina in natura) com o resultado mensal. O fechamento da ABIEC, publicado em 07/10, foi de US$ 1,38 bilhão para todas as categorias de carne bovina acompanhadas pela associação. As bases e os períodos foram separados no texto; título, URL e data de publicação foram preservados.
PARA QUEM TEM PRESSA
- Na prévia da Secex de 18 dias úteis, o preço médio da carne bovina fresca, refrigerada ou congelada passou de US$ 5.617,87/t na referência de 2025 para US$ 6.296,87/t em setembro/2026: alta de 12,1%
- Na prévia de 18 dias úteis, a média embarcada foi de 9,79 mil toneladas/dia, cerca de 32% inferior à referência diária de setembro/2025; não representa o fechamento mensal
- A prévia de 18 dias úteis totalizou US$ 1,11 bilhão de carne bovina in natura; no fechamento mensal de setembro, a ABIEC contabilizou US$ 1,38 bilhão nas exportações de carne bovina de todas as categorias por ela acompanhadas
- Estados líderes nas exportações: MT, SP, GO, MS e RS, segundo dados de janeiro a agosto de 2026
- Demanda por cortes de maior valor e diversificação de mercados explicam parte da valorização
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Receita de exportação da carne bovina recua menos graças à alta do preço médio internacional
A prévia da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), apurada em 28/09/2026, considerou 18 dias úteis e exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. A alta do preço médio ajudou a suavizar a redução da receita diária frente ao volume. Em 07/10/2026, a ABIEC divulgou o fechamento mensal mais abrangente: 229,3 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão em setembro, considerando as categorias de carne bovina acompanhadas pela entidade. Os dois recortes não devem ser misturados.
Na prévia de 18 dias úteis divulgada em 28/09, o preço médio da carne bovina fresca, refrigerada ou congelada foi de US$ 6.296,87/t, alta de 12,1% ante US$ 5.617,87/t na referência comparável de setembro/2025. O volume médio diário foi de 9,79 mil toneladas, cerca de 32% inferior às 14,37 mil toneladas/dia em setembro de 2025. Esses valores não são uma estatística de fechamento do mês.
Valorização do preço sustenta receita
Os embarques de carne bovina in natura somaram US$ 1,11 bilhão apenas nos primeiros 18 dias úteis de setembro na prévia da Secex, e não no mês completo. O fechamento divulgado pela ABIEC registrou US$ 1,38 bilhão em setembro de 2026, contra US$ 1,90 bilhão em setembro de 2025 (queda de 27,6%), para o conjunto de categorias de exportação de carne bovina contabilizado pela associação.
Na prévia de 18 dias úteis, a receita média diária da carne bovina in natura passou de US$ 80,34 milhões/dia na referência comparável de 2025 para US$ 61,66 milhões/dia em 2026, queda de 23,3%. Essa comparação parcial não deve ser confundida com a variação de receita do mês completo apurada pela ABIEC (-27,6%).
Em moeda nacional, a valorização é percebida com clareza: em reais, o preço médio está cerca de 7% acima da média de setembro de 2025, conforme cálculo do Cepea/Esalq.
Estados líderes nas exportações
Os dados consolidados de janeiro a agosto de 2026 mostram a seguinte ordem de protagonismo entre os estados brasileiros:
| Estado | Volume embarcado (jan-ago/2026) | Participação nacional |
|---|---|---|
| Mato Grosso | 564,1 mil toneladas | 25,6% |
| São Paulo | 409,5 mil toneladas | — |
| Goiás | 266,0 mil toneladas | — |
| Mato Grosso do Sul* | Dados mensais disponíveis, consolidação estadual para setembro em processamento | — |
| Rio Grande do Sul | Expansão de 44,8% no valor exportado no 1º trimestre | — |
*Fonte: Abiec / Comex Stat / Imac — dados de MS referentes a agosto/2026: US$ 140,3 milhões em receita e 21,9 mil toneladas
O que explica o comportamento dos preços
A valorização média reflete, entre outros fatores:
- Diversificação de destinos: com a cota de importação da China praticamente esgotada desde agosto, os embarques redirecionaram-se para mercados que pagam preços médios mais elevados por cortes selecionados
- Demanda aquecida nos Estados Unidos, que registraram o maior volume de importação de carne bovina brasileira da história em setembro (44,44 mil toneladas de carne in natura)
- Menor disponibilidade de animais prontos para abate no mercado interno, reduzindo a oferta exportável e pressionando os preços médios para cima
Perspectiva para o produtor
O cenário mostra resiliência da demanda externa pela carne bovina brasileira, mas também sinaliza que a rentabilidade por cabeça embarcada depende cada vez mais de mercados alternativos à China e de produtos com maior valor agregado. A diferença entre a variação de volume (-32% a -38%) e de preço (+12,1%) confirma que a estratégia de buscar compradores dispostos a pagar mais tem funcionado para compensar embarques menores.
Fechamento
Os dados de setembro de 2026 confirmam um padrão em consolidação: volumes menores, mas preços médios mais altos. O balanço final do terceiro trimestre e os números de outubro dirão se essa valorização se mantém ou se novos reajustes de demanda e oferta redefinirão a tendência. Os relatórios consolidados da Secex/MDIC são atualizados no sistema Comex Stat até o 5º dia útil de cada mês.
Fontes
- Comex Stat / MDIC — https://comexstat.mdic.gov.br/ (dados até 08/2026, atualizado em 04/09/2026; balança preliminar de setembro divulgada 27/09/2026)
- Secex/MDIC — prévia de exportações de carne bovina in natura, 18 dias úteis até 28/09/2026; ABIEC — resultado fechado de setembro, publicado em 07/10/2026.
- Cepea/Esalq — análise de preços médios de exportação
- Abiec / Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) — participação estadual
- Sistema Famasul — dados de Mato Grosso do Sul
- Imagem principal: Depositphotos

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