Esporotricose em cães – Sintomas, tratamento e prevenção
A esporotricose em cães é uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix e pode ser transmitida por lesões na pele em contato com materiais ou animais contaminados. Apesar de ter cura, o tratamento é longo e exige cuidados para proteger tanto o pet quanto os tutores.
A esporotricose em cães é causada principalmente pelo Sporothrix brasiliensis e Sporothrix schenckii, presentes no solo e em vegetais como troncos, espinhos e madeira. A contaminação ocorre quando o fungo entra na pele por meio de uma ferida, seja pelo contato com materiais contaminados ou com animais doentes, especialmente gatos.
O risco aumenta quando o cachorro circula por áreas com mato fechado ou interage com outros animais sem supervisão.
Como o fungo penetra pela pele, os sinais mais comuns aparecem neste tecido. Lesões no tórax, cabeça, orelhas e focinho são frequentes, apresentando-se como massas sem pelos, ulceradas e com ou sem crostas. No início, não há coceira, e, diferentemente dos gatos, a doença não costuma atingir órgãos internos.
Em casos com infecção secundária, o animal pode ter:
O diagnóstico pode ser desafiador, pois os sintomas lembram outras doenças de pele. O veterinário poderá realizar:
O tratamento deve ser prescrito exclusivamente pelo médico-veterinário. O uso de antifúngicos orais, administrados após as refeições, é o método mais comum. A duração varia de três meses a um ano, dependendo da resposta do animal.
É fundamental manter o tratamento pelo tempo recomendado, mesmo que as lesões desapareçam antes, evitando recaídas.
Devido ao longo período de uso, alguns efeitos adversos podem surgir, como:
O veterinário deve acompanhar a saúde do fígado do animal durante o tratamento.
O prognóstico é excelente quando o tratamento é seguido corretamente. No entanto, interrupções precoces ou falhas na prevenção podem levar à reinfecção.
Para prevenir a esporotricose em cães e proteger outros animais e humanos:
A esporotricose em cães é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para pessoas. O risco é maior para indivíduos que lidam diretamente com o animal doente, principalmente ao entrar em contato com feridas abertas ou secreções.
A transmissão ocorre quando o fungo entra na pele humana por cortes, arranhões ou ferimentos, especialmente nas mãos e braços. Em humanos, as lesões podem começar como pequenos nódulos avermelhados, evoluindo para úlceras dolorosas se não houver tratamento.
Por isso, é essencial que os tutores usem luvas de proteção ao aplicar medicamentos, fazer curativos ou higienizar o ambiente. A higienização das mãos com água e sabão, seguida do uso de álcool 70%, é uma barreira eficaz contra a contaminação.
Durante o tratamento da esporotricose em cães, a atenção do tutor deve ir além da medicação. É importante garantir que o animal esteja em um ambiente limpo, seco e protegido de insetos, já que moscas podem depositar ovos nas feridas, agravando o quadro clínico.
Outro ponto crucial é a oferta de alimentação balanceada, rica em proteínas e nutrientes que favorecem a cicatrização e fortalecem o sistema imunológico. Petiscos devem ser reduzidos, priorizando uma dieta de qualidade indicada pelo veterinário.
O uso de colares elizabetanos pode ser necessário para impedir que o cachorro lamba ou morda as lesões, prevenindo infecções secundárias. Além disso, qualquer alteração no comportamento ou no estado das feridas deve ser comunicada imediatamente ao veterinário para ajustes no tratamento.
imagem: wikimedia
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