Categories: Animais e Pecuária

Esporotricose em cães – Sintomas, tratamento e prevenção

Para quem tem pressa

A esporotricose em cães é uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix e pode ser transmitida por lesões na pele em contato com materiais ou animais contaminados. Apesar de ter cura, o tratamento é longo e exige cuidados para proteger tanto o pet quanto os tutores.

Esporotricose em cães: entenda a doença

A esporotricose em cães é causada principalmente pelo Sporothrix brasiliensis e Sporothrix schenckii, presentes no solo e em vegetais como troncos, espinhos e madeira. A contaminação ocorre quando o fungo entra na pele por meio de uma ferida, seja pelo contato com materiais contaminados ou com animais doentes, especialmente gatos.

Publicidade

O risco aumenta quando o cachorro circula por áreas com mato fechado ou interage com outros animais sem supervisão.

Sintomas da esporotricose em cães

Como o fungo penetra pela pele, os sinais mais comuns aparecem neste tecido. Lesões no tórax, cabeça, orelhas e focinho são frequentes, apresentando-se como massas sem pelos, ulceradas e com ou sem crostas. No início, não há coceira, e, diferentemente dos gatos, a doença não costuma atingir órgãos internos.

Em casos com infecção secundária, o animal pode ter:

  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Falta de apetite;
  • Dificuldade para respirar;
  • Feridas com secreção.

Diagnóstico da esporotricose

O diagnóstico pode ser desafiador, pois os sintomas lembram outras doenças de pele. O veterinário poderá realizar:

  • Citologia: análise microscópica das lesões (difícil nos cães, pela baixa quantidade de fungos).
  • Biópsia: coleta de amostra da pele para exame laboratorial.
  • Cultura fúngica: crescimento do fungo em laboratório para confirmação.

Tratamento para esporotricose em cães

O tratamento deve ser prescrito exclusivamente pelo médico-veterinário. O uso de antifúngicos orais, administrados após as refeições, é o método mais comum. A duração varia de três meses a um ano, dependendo da resposta do animal.

É fundamental manter o tratamento pelo tempo recomendado, mesmo que as lesões desapareçam antes, evitando recaídas.

Efeitos colaterais do tratamento

Devido ao longo período de uso, alguns efeitos adversos podem surgir, como:

  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Falta de apetite;
  • Ressecamento da pele;
  • Febre.

O veterinário deve acompanhar a saúde do fígado do animal durante o tratamento.

Prognóstico da esporotricose

O prognóstico é excelente quando o tratamento é seguido corretamente. No entanto, interrupções precoces ou falhas na prevenção podem levar à reinfecção.

Prevenção e cuidados

Para prevenir a esporotricose em cães e proteger outros animais e humanos:

  • Use luvas e roupas protetoras ao manusear o pet doente;
  • Mantenha o animal isolado de outros;
  • Evite passeios em áreas com mato fechado;
  • Não permita contato com animais desconhecidos;
  • Remova entulhos e matéria orgânica do quintal;
  • Limpe diariamente os utensílios do pet com produtos recomendados pelo veterinário;
  • Considere a castração para reduzir saídas e brigas;
  • Faça consultas regulares ao veterinário.

Transmissão da esporotricose para humanos

A esporotricose em cães é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para pessoas. O risco é maior para indivíduos que lidam diretamente com o animal doente, principalmente ao entrar em contato com feridas abertas ou secreções.

A transmissão ocorre quando o fungo entra na pele humana por cortes, arranhões ou ferimentos, especialmente nas mãos e braços. Em humanos, as lesões podem começar como pequenos nódulos avermelhados, evoluindo para úlceras dolorosas se não houver tratamento.

Por isso, é essencial que os tutores usem luvas de proteção ao aplicar medicamentos, fazer curativos ou higienizar o ambiente. A higienização das mãos com água e sabão, seguida do uso de álcool 70%, é uma barreira eficaz contra a contaminação.

Cuidados essenciais durante o tratamento

Durante o tratamento da esporotricose em cães, a atenção do tutor deve ir além da medicação. É importante garantir que o animal esteja em um ambiente limpo, seco e protegido de insetos, já que moscas podem depositar ovos nas feridas, agravando o quadro clínico.

Outro ponto crucial é a oferta de alimentação balanceada, rica em proteínas e nutrientes que favorecem a cicatrização e fortalecem o sistema imunológico. Petiscos devem ser reduzidos, priorizando uma dieta de qualidade indicada pelo veterinário.

O uso de colares elizabetanos pode ser necessário para impedir que o cachorro lamba ou morda as lesões, prevenindo infecções secundárias. Além disso, qualquer alteração no comportamento ou no estado das feridas deve ser comunicada imediatamente ao veterinário para ajustes no tratamento.

imagem: wikimedia

Carlos Eduardo Adoryan

Published by
Carlos Eduardo Adoryan

Recent Posts

Detalhes da rotina ajudam o gato a ficar mais tranquilo mesmo em apartamentos pequenos

Entenda como a rotina ajuda o gato a se sentir seguro e tranquilo mesmo vivendo…

12 horas ago

Poucos cultivadores percebem, mas a columéia entra em dormência com mudanças bruscas de temperatura

Entenda como a columéia reage a mudanças bruscas de temperatura e como cuidar corretamente durante…

12 horas ago

Perigo fatal: os riscos da carambola para pets e seu bolso

Este artigo detalha os perigos ocultos da carambola para cães e gatos, explicando como substâncias…

14 horas ago

Gengivite crônica felina: o mistério da inflamação oral

Este artigo aborda a gengivite crônica felina, uma condição inflamatória multifatorial que causa dor intensa…

14 horas ago

Problemas urinários em gatos: evite gastos com urgências

O artigo aborda de forma abrangente as causas, sintomas e tratamentos dos problemas urinários em…

14 horas ago

8 plantas tóxicas para gatos e cães que você tem em casa

Este artigo detalha os perigos ocultos nas plantas ornamentais mais comuns e como elas afetam…

14 horas ago

This website uses cookies.