Epilepsia em cachorro – sintomas, causas e tratamento
A epilepsia em cachorro é uma das doenças neurológicas mais comuns e pode assustar os tutores pelas crises convulsivas. Reconhecer os sintomas, buscar o diagnóstico correto e seguir o tratamento indicado pelo veterinário são passos essenciais para garantir qualidade de vida ao pet.
A epilepsia em cachorro é caracterizada por convulsões recorrentes e imprevisíveis, resultado de descargas elétricas anormais no cérebro. Durante uma crise, o cão pode cair, ter tremores, salivar em excesso, perder a consciência ou até urinar involuntariamente. Em alguns casos, os sinais são mais sutis, como movimentos repetitivos de mastigação ou espasmos localizados.
Entre os sintomas mais comuns estão tremores, rigidez muscular, pedaladas com as patas, espuma na boca e desorientação. Alguns cães apresentam um período prévio, chamado pré-ictal, no qual demonstram ansiedade, choramingos ou salivação sem motivo aparente. Após a crise, na fase pós-ictal, é comum sonolência, sede excessiva e apetite aumentado.
As crises podem ter diferentes origens:
Além disso, estresse, calor intenso, hipoglicemia e intoxicações podem ser gatilhos de convulsões.
A epilepsia pode afetar qualquer cão, mas é mais observada em Beagle, Border Collie, Labrador Retriever, Golden Retriever, Boxer e Cocker Spaniel. Machos jovens, entre 1 e 5 anos, também apresentam maior predisposição.
Crises repetidas podem causar danos neurológicos permanentes. O quadro mais grave é o status epilepticus, quando a convulsão dura mais de 5 minutos ou acontece em sequência sem recuperação. Essa condição é uma emergência veterinária.
Durante uma convulsão, mantenha o cão em um local seguro, deite-o de lado com a cabeça apoiada em algo macio e afaste outros animais. Não coloque as mãos na boca do pet, nem tente oferecer comida ou remédio nesse momento.
Não existe cura definitiva para a epilepsia em cachorro, mas os medicamentos anticonvulsivantes ajudam a controlar a frequência e a intensidade das crises. O fenobarbital é o mais utilizado, podendo ser associado a outras drogas conforme a resposta do paciente. O tratamento é contínuo e exige acompanhamento com exames periódicos, principalmente de fígado e sangue.
Não há prevenção para a epilepsia idiopática, mas medidas como vacinação em dia, controle de parasitas e prevenção contra intoxicações ajudam a reduzir riscos. Com acompanhamento veterinário, cães epilépticos podem ter expectativa de vida semelhante à de animais saudáveis.
A epilepsia em cachorro é uma condição neurológica complexa, mas com manejo adequado, os cães podem levar uma vida plena e saudável. Reconhecer os sintomas, identificar gatilhos e buscar diagnóstico precoce são passos essenciais para prevenir complicações graves, como danos neurológicos permanentes ou o status epilepticus. O acompanhamento veterinário contínuo, aliado ao uso correto de anticonvulsivantes como o fenobarbital, permite controlar a frequência e intensidade das crises, garantindo qualidade de vida ao animal.
Além disso, cuidados diários, como manter uma rotina estável, oferecer alimentação equilibrada, proporcionar exercícios leves e reduzir o estresse ambiental, ajudam a minimizar os episódios e fortalecem o bem-estar do pet. É importante que os tutores estejam atentos aos sinais pré-ictais e registrem cada crise, facilitando ajustes no tratamento e decisões médicas mais precisas. Embora a epilepsia idiopática não tenha cura, o conhecimento, a prevenção de gatilhos e o manejo correto transformam o convívio com cães epilépticos, proporcionando segurança, conforto e longevidade ao animal.
imagem: pexels
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