Embrapa apresenta nova variedade de amora-preta

Embrapa apresenta nova variedade de amora-preta ao setor produtivo.

Veja também: Técnica israelense pode dobrar produtividade de lavouras

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Amora-preta BRS Ticuna é destinada ao processamento e à fabricação de geleias, doces e sucos.

Uma nova variedade de amora-preta foi apresentada ao setor produtivo da região dos Campos de Cima da Serra, na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado da Embrapa Uva e Vinho, localizada em Vacaria (RS). A BRS Ticuna destaca-se pela produtividade e acidez mais alta, o que a torna indicada ao processamento.

Desenvolvida pelo Programa de Melhoramento Genético da Embrapa Clima Temperado, a cultivar pode atingir até 18 toneladas por hectare e apresenta frutos de tamanho grande. O lançamento oficial está previsto para 2023, mas uma empresa já foi licenciada para a produção e comercialização de mudas aos produtores.

Dia de campo

A apresentação foi realizada em dezembro passado, em dia de campo voltado ao setor produtivo, com palestras, visitação às seleções de amora-preta da Embrapa e degustação de sucos, geleias e produtos feitos à base de diferentes variedades. Ao todo, participaram cerca de trinta produtores da região.

No encontro, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Maria do Carmo Raseira contextualizou a cultura, abordou o processo de melhoramento e as cultivares desenvolvidas pela pesquisa e detalhou as características do novo material. “Uma acidez alta, para o mercado in natura, não é o ideal, mas em geleias e sucos fica um produto excelente”, explicou.

Na sequência, a pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho Andréa de Rossi abordou as avaliações realizadas desde 2018 sobre o comportamento da BRS Ticuna na região dos Campos de Cima da Serra. “Em função da alta produtividade e do tamanho grande das frutas, ela tem potencial bastante grande. E é muito bem adaptada para a região”, afirmou.

Por fim, os resultados com o processamento da BRS Ticuna para fabricação de geleias e doces foram apresentados pela técnica social de Vacaria da Emater/RS-Ascar Aline Sbardelotto. “Ela é mais macia para fazer processamento”, completou.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Embrapa (Meramente ilustrativa).

Douglas Carreson

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