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China volta a mirar a carne do Brasil — e o alerta é grave

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O risco de um novo embargo da China à carne brasileira preocupa o agronegócio. Entenda as causas, impactos e como os pecuaristas podem evitar o problema.

🟩 Para Quem Tem Pressa

O embargo da China à carne brasileira voltou a ser assunto urgente no agronegócio. O país asiático detectou novamente resíduos de Fluazuron — medicamento usado contra carrapatos — em lotes de carne exportada pelo Brasil. A consequência pode ser grave: suspensão de plantas frigoríficas e bloqueio de bilhões em exportações. O alerta vem direto da Minerva Foods, e exige máxima atenção dos produtores.


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🚨 Alerta da Minerva Foods: Risco real de embargo

A indústria brasileira de carne bovina está em alerta máximo. Segundo o programa Laço de Confiança, da Minerva Foods, a alfândega chinesa notificou o governo brasileiro sobre violações nos níveis de Fluazuron em produtos exportados. O aviso foi claro:

“Novas infrações podem comprometer as relações comerciais entre Brasil e China.”

O recado não é retórico. A China é responsável por mais de 60% das exportações de carne bovina brasileira, o que significa que um novo embargo da China à carne brasileira teria efeito dominó em toda a cadeia produtiva — do pecuarista ao consumidor.

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🧩 Entenda o problema: Fluazuron e o período de carência

O Fluazuron é um princípio ativo amplamente utilizado para o controle de carrapatos e parasitas em bovinos. Seu mecanismo de ação bloqueia a formação de quitina, impedindo o desenvolvimento do parasita.
Mas o que parece simples exige rigor: cada medicamento possui um período de carência, o intervalo necessário entre a aplicação e o abate do animal, para que os resíduos sejam eliminados.

Ignorar esse prazo significa colocar em risco a segurança alimentar e a credibilidade da carne brasileira no exterior. É aqui que muitos deslizes acontecem — e um único erro pode custar embargos e prejuízos bilionários.


🧨 Embargos anteriores: O fantasma de março de 2025

Em março de 2025, três frigoríficos brasileiros foram suspensos pela China após a detecção de resíduos de Fluazuron acima do limite permitido.
Mesmo empresas não afetadas diretamente, como o Frigorífico Rio Maria, alertaram seus fornecedores para redobrar os cuidados com o período de carência.

O Ministério da Agricultura manteve silêncio, e a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) não confirmou os dados — mas o impacto foi imediato: exportações travadas, preços da arroba em queda e incerteza generalizada.

Esse episódio mostrou que um erro isolado no campo pode afetar todo o setor. A confiança dos importadores é construída com anos de trabalho — e destruída em um único laudo.


🌎 O problema não é só brasileiro: O caso do Uruguai

O Uruguai também enfrentou o mesmo drama. Segundo o jornal El Observador, lotes de carne uruguaia com resíduos de Fluazuron foram eliminados pela China.
A resposta foi rápida: o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) notificou produtores e reforçou as sanções para quem descumprisse o período de carência.
Parte da carne contaminada foi destruída, e o alerta ecoou: o problema começa no manejo de campo, não no frigorífico.

O diretor do MGAP, Marcelo Rodríguez, resumiu bem:

“Devemos ter extremo cuidado com produtos que exigem carência. Não podemos enviar para abate animais ainda sob efeito dessas substâncias.”


💣 Impacto econômico: O preço de um erro

Um novo embargo da China à carne brasileira significaria bilhões em perdas.
O Brasil exporta mais de US$ 10 bilhões anuais em carne bovina, e a China é o principal destino.
Cada barreira comercial representa queda imediata nos preços da arroba, suspensão de contratos e possível fechamento de plantas exportadoras.

Além do dano financeiro, há o prejuízo reputacional: a imagem da carne brasileira — construída sobre qualidade e sanidade — ficaria manchada diante do mercado internacional.


🧭 Como evitar novos embargos: O que o pecuarista deve fazer

O alerta da Minerva é direto e pragmático. Para evitar que o embargo da China à carne brasileira se repita, o produtor deve seguir quatro regras de ouro:

  1. Leia a bula.
    Siga à risca as instruções do fabricante de medicamentos veterinários.
  2. Respeite o período de carência.
    Jamais envie para abate animais tratados antes do prazo mínimo.
  3. Registre os tratamentos.
    Mantenha controle detalhado dos produtos usados e datas de aplicação.
  4. Evite o abate precoce.
    A pressa pode custar a credibilidade de todo o setor.

Como reforça a Minerva Foods:

“O uso responsável e o respeito à carência são fundamentais para manter a confiança internacional e proteger o mercado nacional.”


🌱 Conclusão: Responsabilidade coletiva

O risco de embargo da China à carne brasileira não é apenas um problema técnico — é um teste de responsabilidade compartilhada entre produtor, indústria e governo.
A sustentabilidade das exportações depende da disciplina no campo.
Cada fazenda é um elo da cadeia, e basta um elo fraco para comprometer toda a estrutura.

Se há uma lição clara neste episódio, é que a reputação da carne brasileira começa no pasto — e termina no prato do consumidor do outro lado do mundo.

Imagem principal: Depositphotos.


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2 Comentários

  1. Acho que os frigoricos deveriam fazer igual os laticinios, uma amostra de cada produtor, tornando-os responsaveis pelo lote inteiro em caso de contaminação. Como consequência suspensão de abate do orodutor infrator.

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