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Pesquisadores do CUNY Graduate Center e do Hunter College descobriram que elefantes asiáticos conseguem suprimir comportamentos impulsivos e ajustar ações diante de mudanças no ambiente. O estudo, publicado na revista PLOS ONE em setembro de 2026, testou 16 animais na Tailândia com caixas transparentes contendo alimento. A habilidade de controle inibitório ajuda a entender como os animais resolvem problemas e pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para mitigar conflitos entre elefantes e comunidades humanas.
Elefantes asiáticos: estudo revela controle inibitório
Pesquisadores descobriram que os elefantes asiáticos são capazes de suprimir comportamentos impulsivos e ajustar suas ações quando as circunstâncias mudam. Essa capacidade de controle inibitório em elefantes oferece novos detalhes sobre como esses animais tomam decisões e resolvem problemas complexos.
O trabalho foi liderado por cientistas do CUNY Graduate Center e do Hunter College, nos Estados Unidos, em parceria com o Instituto Nacional de Elefantes, na Tailândia. Os resultados foram publicados em 9 de setembro na revista científica PLOS ONE.
Como o estudo foi realizado
Para avaliar a flexibilidade cognitiva dos animais, a equipe testou 16 elefantes asiáticos. Os testes consistiram em apresentar aos animais uma caixa transparente recheada com frutas. Embora os animais conseguissem ver e sentir o cheiro do alimento através de pequenos buracos, a tarefa exigia o controle inibitório em elefantes para resistir ao impulso de tentar alcançar a recompensa diretamente pelo vidro, utilizando uma abertura lateral.
Em uma etapa seguinte do experimento, os pesquisadores giraram a caixa, alterando a posição da abertura. Inicialmente, os elefantes tenderam a buscar o local onde a entrada ficava antes. No entanto, os dados mostraram que o controle inibitório em elefantes asiáticos permitiu que eles suprimissem essa resposta automática, ajustando o comportamento e aprendendo rapidamente a usar a nova localização da abertura.
Idade e flexibilidade cognitiva
Durante as observações, a equipe notou uma variação relacionada à idade dos participantes. Os elefantes mais velhos precisaram de mais tempo para se adaptar à mudança na posição da caixa.
Os autores apontam que o resultado pode indicar alterações ligadas à idade na flexibilidade cognitiva dos animais. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o controle inibitório em elefantes precisa ser mais investigado para confirmar se essa diferença reflete um processo de declínio cognitivo.
Contribuição para a conservação
O estudo reforça um corpo crescente de evidências sobre a sofisticação da cognição dos elefantes. O controle inibitório em elefantes é considerado fundamental para que a espécie consiga navegar por ambientes imprevisíveis ou em transformação.
A equipe de pesquisa conduz investigações sobre a inteligência e o comportamento social dos animais na Tailândia há quase duas décadas. O objetivo central é conectar a compreensão científica da mente dos elefantes com ações práticas de conservação.
De acordo com os pesquisadores, entender os mecanismos de tomada de decisão e adaptação dos animais ajuda a prever reações em paisagens compartilhadas com humanos. O conhecimento detalhado pode subsidiar estratégias mais eficientes para reduzir conflitos entre as comunidades locais e a vida silvestre na Ásia.
Imagem destacada ilustrativa gerada por IA.
