Drones Solares
Os drones solares flutuantes prometem revolucionar o estudo do clima e das telecomunicações. Leves como penas, podem voar indefinidamente apenas com energia solar, sem combustível ou motores, coletando dados vitais da atmosfera e até viabilizando internet rápida a baixo custo.
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Esses dispositivos parecem placas metálicas finas, quase como balões planos. Diferente de balões com gás ou drones convencionais, eles utilizam um fenômeno físico chamado fotoforese – quando moléculas de gás batem com mais força no lado aquecido de um objeto do que no lado frio, gerando impulso e sustentação.
Na prática: ao receber a luz solar, a placa aquece de forma desigual, criando uma força suficiente para mantê-la flutuando entre 50 e 100 km de altitude, na fronteira do espaço.
A camada da atmosfera chamada mesosfera é quase um mistério para a ciência. Ela fica longe do alcance de balões e aviões, mas também abaixo dos satélites. Resultado: falta dado confiável para calibrar modelos climáticos.
Os drones solares flutuantes podem mudar esse jogo. Equipados com sensores, eles podem medir temperatura, pressão e velocidade dos ventos, fornecendo dados cruciais para previsões do tempo e para os estudos de mudanças climáticas.
Essas membranas são feitas de alumina cerâmica com revestimento de cromo, e foram testadas em laboratório em condições equivalentes a 60 km de altitude. O resultado? Um protótipo de apenas 1 cm conseguiu levitar com 55% da intensidade da luz solar.
Mais impressionante: os mesmos princípios funcionam também em atmosferas raras, como a de Marte. Isso significa que no futuro esses drones poderão ser usados em missões interplanetárias.
Além da pesquisa científica, as aplicações comerciais e sociais chamam a atenção:
A atmosfera marciana, mais rarefeita, é perfeita para a fotoforese. Isso abre portas para que drones solares flutuantes ajudem em futuras explorações, coletando dados locais sem depender de satélites caros ou sondas de pouso limitadas.
Quem diria que a tecnologia espacial do futuro seria… uma “placa solar levitante”? É como se alguém tivesse olhado para um painel solar e dito: “E se ele voasse sozinho?”
Os drones solares flutuantes são mais do que um experimento curioso. Eles inauguram uma nova forma de explorar a atmosfera e até outros planetas, com impacto direto no clima, telecomunicações e ciência. Uma tecnologia que pode transformar tanto a forma como prevemos o tempo… quanto como navegamos na internet.
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 18 de agosto de 2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Artigo: Photophoretic flight of perforated structures in near-space conditions
Autores: Benjamin C. Schafer, Jong-hyoung Kim, Felix Sharipov, Gyeong-Seok Hwang, Joost J. Vlassak, David W. Keith
Revista: Nature
Vol.: 644, pages 362-369
DOI: 10.1038/s41586-025-09281-8
Imagem principal: Ben Schafer/Jong-hyoung Kim
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