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Queda do dólar: 5 fatores que explicam a nova maré cambial

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A queda do dólar surpreende o mercado após dados de inflação abaixo do esperado nos EUA e valorização do petróleo e minério. Veja os motivos.

Para quem tem pressa:

A queda do dólar nesta terça-feira (13) foi puxada por dados de inflação nos EUA abaixo das expectativas e ganhos do petróleo e minério de ferro. A moeda norte-americana caiu 1,33% e se aproximou dos R$5,60, animando o mercado e reforçando o apetite por risco.


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Inflação nos EUA decepciona e dólar despenca

O mercado financeiro respirou aliviado com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em abril, enquanto o consenso do mercado era de 0,3%. Em outras palavras: o fantasma da inflação galopante perdeu um pouco de força — e isso teve efeito imediato na queda do dólar.

Ao perceber que o Federal Reserve pode ganhar espaço para pausar ou até cortar os juros, os investidores voltaram a apostar em ativos de maior risco. Resultado? O real brilhou, e a moeda americana caiu 1,33%, fechando a R$5,6075.

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Real aproveita o embalo das commodities

Não foi só a inflação americana que ajudou. O Brasil surfou na valorização do petróleo e do minério de ferro, dois produtos que movimentam nossa balança comercial. O barril subiu mais de 2% nas principais bolsas, e o contrato de minério fechou com alta de 1,06% na China.

Com isso, o fluxo de dólares para países emergentes se intensificou, favorecendo a queda do dólar e o fortalecimento do real — afinal, exportador com produto valorizado recebe em dólar e converte para real, puxando o câmbio para baixo.


O fator técnico: o “muro” dos R$5,60

Mas calma lá. Embora o dólar tenha tocado os R$5,5957 durante o dia, essa faixa dos R$5,60 é, como diria um analista mais poético, “uma muralha psicológica”. Segundo Matheus Massote, da One Investimentos, trata-se de um suporte difícil de romper.

Mesmo com espaço técnico para variação de até 20 centavos para cima ou para baixo, romper essa linha exigiria mais do que um bom dado inflacionário: seria preciso um pacote completo de otimismo global.


Copom discreto, mas presente

Enquanto o câmbio dançava conforme a música americana, por aqui o Copom soltou a ata da última reunião. O Banco Central manteve a porta entreaberta para subir ou manter a Selic em junho, mas o impacto foi discreto no dólar. Como diria aquele colega de reunião que só ouve: “presente, mas sem participar muito”.


Conclusão: dólar em baixa, mas sem euforia

A queda do dólar anima, especialmente com o real ganhando força em meio ao bom humor externo. Mas ainda é cedo para celebrar o câmbio abaixo dos R$5,60 de forma definitiva. A próxima dança depende do humor da inflação americana, das decisões do Fed e, claro, da cena política e econômica doméstica.

Imagem principal: Depositphotos.


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