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Tosse e doença cardíaca nos cães: sinais e cuidados

Para quem tem pressa

A tosse e doença cardíaca nos cães estão frequentemente ligadas, especialmente em casos de insuficiência cardíaca congestiva. Se o seu pet apresenta tosse persistente, falta de ar ou cansaço após esforços, é fundamental procurar um veterinário. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e melhora a qualidade de vida do animal.

Tosse e doença cardíaca nos cães

A tosse pode ser causada por diferentes problemas, mas quando associada à doença cardíaca exige atenção especial. Em cães com insuficiência cardíaca congestiva esquerda, a válvula mitral não se fecha adequadamente, provocando acúmulo de sangue e líquido nos pulmões. Esse processo gera irritação nos brônquios e resulta em tosse persistente, geralmente em repouso ou durante a noite.

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Outros sintomas da doença cardíaca

Além da tosse, a doença cardíaca em cães apresenta sinais progressivos que não devem ser ignorados. Entre os mais comuns estão:

  • Fraqueza, apatia e perda de peso.
  • Respiração ofegante e dificuldade para se exercitar.
  • Desmaios e arritmias.
  • Abdome inchado por acúmulo de líquidos (ascite).

Esses sintomas variam conforme a gravidade e costumam surgir em fases mais avançadas da doença.

Surgimento da tosse associada ao coração

A tosse surge, na maioria das vezes, pela insuficiência cardíaca congestiva esquerda, bastante comum em raças pequenas. A alteração estrutural da válvula mitral provoca dilatação do átrio esquerdo e sobrecarga pulmonar. Com o avanço da patologia, o acúmulo de líquido causa edema pulmonar e maior pressão nos brônquios, desencadeando tosse frequente.

Veterinários classificam os cães em quatro grupos de gravidade: do grupo 1, sem sintomas, até o grupo 4, com sinais intensos e risco elevado.

Diagnóstico veterinário

O diagnóstico deve sempre ser realizado por um profissional. A avaliação inclui:

  • Anamnese detalhada com relato da frequência da tosse.
  • Exame físico focado no coração e pulmões.
  • Eletrocardiograma para verificar arritmias.
  • Radiografias e ecocardiograma, que confirmam aumento cardíaco, edemas e falhas no funcionamento das válvulas.

Esses exames são fundamentais para identificar corretamente a tosse e doença cardíaca nos cães.

Tratamento da tosse e doença cardíaca

Como a tosse é um sintoma secundário, o tratamento busca controlar a causa principal: a insuficiência cardíaca. Entre as abordagens mais comuns estão:

  • Diuréticos, como furosemida, para reduzir edemas.
  • Inodilatadores, como pimobendan, que melhoram a função cardíaca.
  • Inibidores da ECA, para reduzir a pressão sobre o coração.
  • Antiarrítmicos e, em alguns casos, drenagem de líquidos da cavidade torácica ou abdominal.

O acompanhamento contínuo com o veterinário é essencial. Tutores também devem monitorar a frequência respiratória do cão em repouso: valores acima de 40 por minuto indicam agravamento.

Prognóstico

O diagnóstico precoce é determinante para o prognóstico. Sem tratamento, a insuficiência cardíaca congestiva é fatal. Em raros casos, pode ocorrer ruptura da válvula mitral ou do átrio esquerdo, resultando em hemorragia irreversível.

Prevenção

Não existe prevenção definitiva para essa doença, mas check-ups regulares permitem detectar alterações cardíacas em estágios iniciais. Assim, mesmo que não seja possível evitar o surgimento da doença, é viável oferecer mais qualidade de vida ao pet por meio de cuidados veterinários adequados.

Conclusão

A tosse e doença cardíaca nos cães são sinais que exigem atenção imediata do tutor e avaliação profissional. Embora a tosse possa parecer um sintoma simples, ela frequentemente indica alterações cardíacas importantes, como insuficiência cardíaca congestiva. O diagnóstico precoce, aliado a exames detalhados e acompanhamento veterinário constante, é fundamental para garantir qualidade de vida ao pet e retardar a progressão da doença.

O tratamento correto, incluindo medicamentos e monitoramento domiciliar da frequência respiratória, ajuda a controlar os sintomas e prevenir complicações graves. Mesmo sem prevenção definitiva, cuidados regulares e observação atenta permitem identificar sinais iniciais, proporcionando ao cão uma vida mais saudável e confortável.

imagem: pexels

Carlos Eduardo Adoryan

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Carlos Eduardo Adoryan

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