Displasia em cachorro – Guia completo para prevenção e tratamento
Para quem tem pressa
A displasia em cachorro é a doença ortopédica mais comum em cães, principalmente em raças grandes e médias. Afeta a mobilidade, causa dor e pode evoluir para problemas graves nas articulações. Neste guia completo, você vai entender os tipos, sintomas, diagnóstico, tratamento e formas de prevenção para garantir qualidade de vida ao seu pet.
O que é displasia em cachorro?
A displasia em cachorro é uma doença ortopédica que compromete o desenvolvimento das articulações, afetando sua estabilidade e função. O termo “displasia” significa “formação anormal”, indicando que a articulação não se desenvolve corretamente.
Embora o quadril seja a região mais comum, outras articulações, como cotovelos e joelhos, também podem ser afetadas. Frequentemente, a displasia é bilateral, mas pode surgir unilateralmente nos estágios iniciais.
Tipos de displasia em cachorro
Displasia coxofemoral (DCF)
Afeta a articulação do quadril, gerando instabilidade, atrito anormal e desgaste da cartilagem. Aparece geralmente entre 4 e 12 meses em raças médias e grandes.
Displasia umerorradioulnar
Compromete a articulação do cotovelo e é comum em cães de grande porte entre 4 e 8 meses. Pode causar claudicação e dor nos membros anteriores.
Outras formas menos comuns
Displasia em ombros, joelhos ou múltiplas articulações em casos genéticos severos.
Sintomas de displasia em cachorro
Os sinais mais frequentes incluem:
- Claudicação uni ou bilateral
- Dificuldade para se levantar, correr ou subir escadas
- Marcha bamboleante e postura arqueada
- Atrofia muscular nas patas traseiras
- Mudança de comportamento por dor crônica
- Estalos nas articulações
Filhotes podem apresentar instabilidade leve, enquanto cães adultos podem relutar em brincar ou passear.
Diagnóstico de displasia em cachorro
O diagnóstico é feito por médico-veterinário especializado em ortopedia, com base em:
- Avaliação clínica – exame de marcha, postura, palpação e testes de instabilidade.
- Exames de imagem – radiografia, tomografia e, se necessário, ressonância magnética.
- Avaliação neurológica – quando há suspeita de envolvimento do sistema nervoso.
Fatores de risco e raças predispostas
- Genética: histórico familiar aumenta o risco.
- Raças grandes e médias: Labrador, Golden Retriever, Pastor Alemão, Rottweiler.
- Crescimento acelerado e obesidade: sobrecarregam articulações.
- Exercícios excessivos ou pisos escorregadios: favorecem microlesões e instabilidade.
Tratamento da displasia em cachorro
Tratamento clínico (leve a moderado)
- Analgésicos e anti-inflamatórios
- Condroprotetores (glucosamina, condroitina)
- Fisioterapia, natação, hidroterapia
- Controle de peso e ambiente adaptado
- Acupuntura e alimentação funcional
Tratamento cirúrgico (casos graves)
- Osteotomia pélvica tripla (OPT)
- Colocefalectomia
- Prótese total de quadril
- Dartroplastia, pectinectomia e acetabuloplastia
- Denervação da cápsula articular
O objetivo é aliviar dor, preservar mobilidade e retardar progressão da doença.
Prevenção da displasia em cachorro
- Triagem genética em cães reprodutores
- Alimentação balanceada e controlada desde filhote
- Manutenção de peso adequado
- Evitar pisos escorregadios e saltos frequentes
- Exercícios moderados para fortalecer a musculatura
- Exames ortopédicos preventivos em raças predispostas
Conclusão
A displasia em cachorro é uma das doenças ortopédicas mais frequentes e complexas que acometem cães, principalmente de médio e grande porte. Apesar de muitas vezes silenciosa nos estágios iniciais, a doença pode comprometer significativamente a mobilidade, gerar dor crônica e impactar a qualidade de vida do animal. Por isso, a identificação precoce dos sintomas — como claudicação, dificuldade para se levantar, postura alterada, estalos nas articulações e mudanças comportamentais — é essencial para um manejo eficaz.
O diagnóstico correto depende de uma avaliação veterinária completa, combinando exame físico, testes ortopédicos e exames de imagem como radiografia, tomografia ou ressonância magnética. Essa abordagem permite não apenas confirmar a presença da displasia, mas também avaliar sua gravidade e definir o tratamento mais adequado.
O tratamento da displasia em cachorro deve ser personalizado, levando em conta idade, porte, estágio da doença e nível de comprometimento articular. Casos leves podem se beneficiar de manejo clínico com medicamentos, fisioterapia, suplementação e adaptação ambiental, enquanto quadros graves podem exigir intervenções cirúrgicas avançadas, como próteses de quadril ou osteotomias. O objetivo central é sempre aliviar a dor, preservar a mobilidade e permitir que o cão mantenha uma vida ativa e saudável.
A prevenção, embora não elimine totalmente o risco, é um componente crucial. Triagem genética de reprodutores, alimentação balanceada, controle de peso, exercícios moderados e cuidados com pisos e ambientes são medidas que reduzem significativamente a chance de surgimento da doença, especialmente em raças predispostas.
Portanto, compreender a displasia em cachorro, conhecer os fatores de risco, observar atentamente os sinais iniciais e manter acompanhamento veterinário regular são passos essenciais para garantir longevidade e bem-estar ao seu pet. Com informação, prevenção e intervenção adequada, é possível transformar uma condição potencialmente debilitante em uma gestão eficaz, oferecendo ao cão qualidade de vida, conforto e mobilidade por muitos anos.
imagem:pexels

