Dirofilariose: o que é, sintomas e prevenção em pets
Para quem tem pressa:
A Dirofilariose, também chamada de verme do coração, é uma doença parasitária grave que acomete cães, gatos e até humanos. Transmitida por mosquitos, pode causar complicações fatais se não for diagnosticada precocemente. A prevenção é o melhor caminho para proteger a saúde dos pets.
Dirofilariose: saiba o que é a doença e como preveni-la em pets
O que é a Dirofilariose?
A Dirofilariose é uma parasitose causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis, transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Ochlerotatus. Popularmente chamada de “verme do coração”, a doença afeta principalmente cães, mas também pode acometer gatos e, de forma acidental, humanos. Nos pets, a infecção compromete coração, pulmões e vasos sanguíneos, podendo levar à insuficiência cardíaca e até à morte.
Como ocorre a transmissão da Dirofilariose em cães e gatos?
A transmissão acontece quando o mosquito pica um animal infectado e ingere as microfilárias. Dentro do vetor, elas evoluem até a fase L3, a forma infectante, que é transmitida na próxima picada. Uma vez no organismo do pet, as larvas migram para o coração e pulmões, desenvolvendo-se em vermes adultos que podem viver até 7 anos.
Principais sinais clínicos da Dirofilariose
A gravidade da doença depende da carga parasitária e da resistência do animal. Nos cães, os sintomas mais comuns incluem:
- Tosse persistente
- Cansaço rápido
- Perda de peso
- Intolerância ao exercício
- Sinais de insuficiência cardíaca
Nos gatos, os sintomas podem se confundir com asma, sendo comuns tosse, vômitos, perda de peso e dificuldade respiratória.
Como é feito o diagnóstico da Dirofilariose?
O diagnóstico da Dirofilariose em cães pode ser feito por exames de sangue que detectam antígenos ou microfilárias. Já nos gatos, os testes podem apresentar resultados menos confiáveis, tornando necessário associar exames de imagem, como o ecocardiograma, que permite visualizar os vermes adultos no coração ou nos vasos pulmonares.
Tratamento da Dirofilariose em cães e gatos
O tratamento da Dirofilariose é delicado e depende do estágio da doença. Nos cães, pode ser utilizado um protocolo com fármacos como doxiciclina e ivermectina, além da melarsomina, quando disponível. Em casos graves, pode ser necessária a retirada cirúrgica dos vermes. Nos gatos, o tratamento é limitado e geralmente voltado para o controle dos sintomas, reforçando a importância da prevenção.
Prevenção: a melhor forma de combater a Dirofilariose
A prevenção é fundamental para proteger os pets, especialmente em regiões endêmicas e períodos de alta infestação de mosquitos. As principais medidas incluem:
- Uso de medicamentos preventivos (lactonas macrocíclicas como ivermectina, moxidectina e selamectina).
- Aplicação de produtos tópicos e coleiras repelentes de mosquitos.
- Controle ambiental para reduzir a proliferação dos vetores.
A recomendação é que a prevenção seja feita durante todo o ano, com reforço em épocas de chuva, quando a população de mosquitos aumenta.
Cuidados dos tutores no dia a dia
Além da prevenção medicamentosa, os tutores devem redobrar os cuidados no ambiente doméstico. Evitar acúmulo de água parada, usar telas de proteção em portas e janelas e manter consultas regulares ao veterinário são atitudes simples que ajudam a reduzir significativamente os riscos de infecção nos animais.
Considerações finais
A Dirofilariose é uma zoonose séria que representa ameaça à saúde de cães, gatos e também de humanos. Por ser de evolução silenciosa e muitas vezes diagnosticada tardiamente, pode trazer graves consequências para os pets. Assim, o papel do médico-veterinário é essencial para orientar tutores sobre medidas preventivas e para realizar o diagnóstico precoce. Investir na prevenção é a forma mais segura, econômica e eficaz de garantir o bem-estar animal. Além disso, reforçar a conscientização dos tutores e promover campanhas educativas sobre a importância do controle da doença fortalece a proteção coletiva. Quanto mais informações de qualidade circularem, menores serão os riscos para os animais e para as famílias que convivem com eles.
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