Crise à Vista: A Próxima Safra de Milho no Brasil Corre Perigo!
Crise à Vista: A Próxima Safra de Milho no Brasil Corre Perigo! Custos em Alta e Janela de Plantio Estreita Desafiam o Setor Agropecuário Nacional!
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A próxima safra brasileira de milho encontra-se sob ameaça devido a diversos fatores, destacando-se o aumento dos custos de insumos e uma janela mais estreita para o plantio. Essa preocupação foi expressa durante uma reunião em Brasília, convocada pelo Ministério da Agricultura e coordenada pelo secretário nacional de política agrícola, Nery Geller, com a participação das Câmaras Setorais da Soja e do Milho.
Enori Barbieri, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), alertou para a possibilidade de um “apagão de milho no País este ano”. A reunião teve como propósito realizar um levantamento dos resultados das perdas causadas pela estiagem, especialmente no sudeste, e pelo excesso de chuvas no sul do Brasil.
Barbieri apresentou a situação de Santa Catarina, onde as perdas na produção de soja e milho foram estimadas em cerca de 15% em relação à safra do ano anterior. Ele ressaltou que as perdas catarinenses estão em linha com as perdas nacionais, que variam de 15% a 20% na produção de soja em relação à safra anterior.
A situação do milho é particularmente preocupante devido não apenas às perdas já ocorridas, mas também à estreita janela de plantio. O milho safrinha é plantado após a colheita da soja, e o atraso no plantio desta última no Mato Grosso, o maior produtor brasileiro, limitou significativamente o período disponível para o plantio do milho. Isso levanta dúvidas sobre o tamanho da safra brasileira de milho, sendo crucial para Santa Catarina, que depende da importação de quase 6 milhões de toneladas para atender às demandas do sistema agroindustrial de proteína animal.
Além disso, os custos dos insumos também estão em destaque, com um relatório técnico do Ministério da Agricultura confirmando custos mais elevados em comparação com a safra anterior. Esse desequilíbrio é particularmente desafiador, considerando que os preços futuros estão projetados cerca de 40% abaixo do ano passado. O contexto é agravado pela necessidade de uma colheita robusta para cobrir os custos, especialmente no caso do milho, onde os custos de plantio exigem uma produtividade acima de 100 sacos por hectare, com preços superiores a R$ 70,00 a saca.
Diante desse cenário, as entidades do agronegócio solicitaram ações do Governo Federal, enfatizando a importância de políticas agrícolas para incentivar e apoiar o plantio, além de medidas de auxílio ao pagamento do seguro da safra. A incerteza paira sobre como os produtores rurais brasileiros suportarão as perdas econômicas antecipadas, tornando crucial a implementação urgente de medidas governamentais para mitigar os impactos no setor.
Enori Barbieri também destacou uma distorção nos números relacionados à previsão da safra de soja, observando divergências entre os dados divulgados pela Conab, pelos estados e por institutos, o que impactou negativamente nos preços. Nesse contexto, a Argentina emerge como um potencial parceiro do Mercosul para suprir as perdas do Brasil, apresentando projeções sólidas para as safras de milho e soja deste ano.
Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.

