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Confinamento de bovinos dispara e projeta 10 milhões de cabeças

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O confinamento de bovinos cresceu 16% no Brasil, atingindo 9,25 milhões de cabeças. Saiba por que o setor ignora a crise e mira novo recorde para 2026.

Para Quem Tem Pressa

O setor de confinamento de bovinos no Brasil ignorou as turbulências comerciais e fechou 2025 com um crescimento expressivo de 16%, totalizando 9,25 milhões de cabeças. Impulsionado pela profissionalização e pelo Mato Grosso, o segmento agora mira a marca histórica de 10 milhões de animais para 2026. Com margens de lucro chegando a 19%, a engorda intensiva se consolida como o porto seguro do pecuarista moderno.


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O fôlego do confinamento de bovinos em um ano de “montanha-russa”

Se a pecuária brasileira fosse um parque de diversões, 2025 teria sido a maior das atrações. Entre a expectativa do “boi de R$ 400” e o balde de água fria das salvaguardas chinesas, o produtor precisou de estômago. No entanto, o confinamento de bovinos provou ser resiliente.

Segundo o Censo de Confinamento 2025 da dsm-firmenich, o Brasil alcançou a marca de 9,25 milhões de animais confinados. Esse avanço não é apenas numérico; ele reflete uma mudança estrutural no campo. A atividade está cada vez mais concentrada em grandes operações, onde a tecnologia de precisão dita o ritmo do cocho.

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Mato Grosso: O gigante da engorda intensiva

Quando falamos em confinamento de bovinos, o Mato Grosso continua jogando em uma liga própria. O estado lidera o ranking nacional com 2,2 milhões de animais, apresentando um crescimento impressionante de quase 30% em relação ao ano anterior.

Enquanto isso, estados como São Paulo e Goiás mantêm o equilíbrio, mas é no Sul, especificamente no Paraná, onde a rentabilidade brilha, alcançando margens de 19,6% — um número de causar inveja em muitos investimentos da Faria Lima.


A profissionalização e o fim do amadorismo

Esqueça aquela imagem da pecuária feita “no olho”. O censo revelou que 76% dos sistemas de confinamento de bovinos já utilizam softwares de gestão. A eficiência agora é medida em gramas de ganho de peso diário e centavos economizados na ração.

Outro ponto de destaque é a ascensão dos “boiteis”. Essas unidades de engorda terceirizada já representam 19% do volume total, somando 1,75 milhão de cabeças. É a solução perfeita para quem quer a eficiência da engorda intensiva sem precisar construir uma estrutura do zero. Afinal, por que sofrer sozinho se você pode terceirizar a dor de cabeça (e o lucro)?


Concentração de mercado: Os tubarões do setor

Os dados mostram uma tendência clara: a concentração. Apenas 100 produtores detêm 45% de todo o rebanho em confinamento. Isso indica que, embora o pequeno produtor ainda tenha espaço e bons resultados, o ganho de escala é o que está movendo o ponteiro da pecuária nacional.


Projeções para 2026: O caminho para os 10 milhões

Mesmo com a previsão de uma leve queda na produção total de carne e nas exportações em 2026 (segundo a consultoria Agrifatto), o otimismo para o confinamento de bovinos permanece intacto. A expectativa é romper a barreira das 10 milhões de cabeças.

O cenário de preços altos para o bezerro indica uma retenção de fêmeas, o que diminui a oferta de carne e, consequentemente, joga a arroba para cima. “O preço do boi gordo com tendência de alta é o combustível que o confinador precisa”, afirma a análise da dsm-firmenich.


Fatores extras que podem “mudar o jogo”

Não podemos esquecer dos fatores externos que sempre dão um tempero extra ao mercado brasileiro:

  • Copa do Mundo: Evento que historicamente eleva o consumo interno de carne.
  • Novos Mercados: Aberturas sanitárias recentes podem compensar eventuais barreiras em mercados tradicionais.
  • Custos de Nutrição: Com safras favoráveis de milho e soja, o custo da ração deve dar um alívio para quem opera no confinamento de bovinos.

Imagem principal: Depositphotos.


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