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Colheita Antecipada de Soja: Surpresa em Mato Grosso

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Colheita antecipada de soja em Mato Grosso desafia a natureza: O que está por trás desse fenômeno inesperado?

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A colheita da safra de soja em Mato Grosso surpreende ao começar um mês antes do esperado, em decorrência de um cenário marcado pela ausência de chuvas e altas temperaturas. Em propriedades como a de um produtor em Ipiranga do Norte, no médio-norte do estado, o ciclo da soja precoce foi abruptamente encurtado.

Enquanto a semeadura da soja ainda está em curso em Mato Grosso, até o dia 24 de novembro, dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que 98,39% dos 12,2 milhões de hectares planejados já estavam plantados. Cerca de 4,19% dessas áreas enfrentam a possibilidade de replantio.

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Valcir Batista Gheno, produtor em Ipiranga do Norte, iniciou a colheita da safra de soja 2023/24 em sua propriedade mais cedo do que o previsto. Ele atribuiu esse adiantamento ao ciclo climático provocado pelo El Niño, resultando em um grão menos desenvolvido e uma colheita antecipada em comparação ao ciclo anterior.

No entanto, o clima adverso impactou a produtividade da soja. Gheno registrou cerca de 30 sacas por hectare no início da colheita, um número significativamente inferior à média de 80 sacas observadas na safra anterior. A falta de chuvas cruciais durante o período de enchimento dos grãos foi apontada como a principal causa dessa diminuição na produção.

Estima-se que aproximadamente 15% dos três mil hectares destinados à produção de soja na propriedade de Gheno possam ter enfrentado quebras de produtividade devido aos efeitos do El Niño. A área onde a colheita está ocorrendo, aproximadamente 250 hectares, será deixada em repouso até o início do cultivo do algodão.

A soja colhida nesta semana foi semeada em setembro, em área de sequeiro e mediante uma autorização especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), concedida aos produtores de algodão antes do fim do vazio sanitário da soja em 15 de setembro.

O encurtamento do ciclo e a possibilidade de replantio são resultados diretos do clima quente e da falta de chuvas prolongadas, afetando o desenvolvimento das plantações. Em alguns casos, já se observa a redução do ciclo da soja, o que pode prejudicar sua produtividade.

Apesar da expectativa de replantio em 4,19% da área destinada à soja nesta safra, custos adicionais podem impedir que algumas áreas sejam replantadas. Alguns produtores que cultivam algodão como segunda safra indicaram que parte da área destinada à soja pode ser direcionada para a fibra, a fim de cumprir contratos já estabelecidos.

As previsões meteorológicas indicam que, na próxima semana, espera-se chuva com volumes entre 35 e 45 mm na maior parte de Mato Grosso, aliviando o estresse hídrico em várias regiões.

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.


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