Coleira inteligente com GPS, LTE e conexão via Starlink mantém o rastreamento do cão em trilhas, zonas rurais e locais onde as torres de celular deixam de funcionar

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Fi Ultra combina redes terrestres e cobertura por satélite para reduzir os pontos cegos que surgem quando o animal se afasta das áreas atendidas pela telefonia móvel

A coleira inteligente Fi Ultra foi desenvolvida para enfrentar uma das limitações mais importantes dos rastreadores convencionais: a perda de comunicação quando o cão entra em uma região sem cobertura celular padrão. O dispositivo combina localização por GPS, LTE da T-Mobile, Wi-Fi, Bluetooth e cobertura por satélite fornecida pelo serviço T-Satellite com Starlink.

Fi Ultra Coleira inteligente (2)

Essa combinação permite que o equipamento utilize diferentes caminhos para permanecer conectado ao animal. Em áreas urbanas ou rurais atendidas pela operadora, o rastreador pode recorrer à rede LTE. Quando a cobertura convencional deixa de estar disponível, a conexão por satélite amplia a possibilidade de transmissão da localização.

A proposta desta coleira inteligente não é transformar a coleira em um comunicador completamente independente da infraestrutura terrestre. A própria fabricante explica que o Fi Ultra foi projetado para uso sem guia, mas não para operações totalmente “off-grid”. Em locais onde não existe serviço celular, o aplicativo pode não conseguir se comunicar com o dispositivo em tempo real, mesmo com a cobertura do T-Satellite.

Ainda assim, a presença da rede Starlink dentro de um rastreador com apenas 68 gramas representa uma mudança relevante. O sinal de telefonia deixa de ser a única ligação possível entre o tutor e um cão que atravessou uma trilha, entrou em uma propriedade extensa ou se afastou das torres de celular.

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Como a coleira inteligente escolhe diferentes formas de conexão

O Fi Ultra não depende de uma única rede para executar todas as funções. Cada tecnologia incorporada ao dispositivo desempenha um papel conforme a distância do animal, o ambiente e a infraestrutura disponível.

O GPS determina a posição do rastreador. LTE, Wi-Fi e Bluetooth fornecem caminhos terrestres para que essa informação chegue ao aplicativo. O T-Satellite com Starlink entra como uma camada adicional de cobertura para áreas onde a telefonia móvel padrão não está disponível.

Essa arquitetura é especialmente importante porque localizar o animal e transmitir essa localização são tarefas diferentes. Um receptor GPS pode calcular onde está, mas o tutor só recebe essa posição se existir algum canal capaz de transportar os dados até o aplicativo.

Ao incorporar comunicação por satélite, a Fi tenta reduzir justamente o intervalo entre saber a posição e conseguir enviá-la.

O sistema foi criado para trilhas e propriedades rurais

A documentação oficial apresenta a coleira inteligente Fi Ultra como um equipamento destinado a cães que exploram áreas remotas. Entre os ambientes citados estão aventuras ao ar livre e propriedades rurais, nas quais a distância entre torres pode criar grandes zonas de cobertura irregular.

Nesses lugares, poucos metros podem alterar completamente a conectividade. Um telefone pode funcionar próximo à estrada e perder o sinal quando o usuário entra em uma mata, desce um vale ou se afasta das áreas habitadas.

Para o tutor, esse comportamento cria uma situação delicada: o momento em que o rastreamento se torna mais necessário costuma ser justamente aquele em que a infraestrutura deixa de funcionar.

A coleira inteligente procura responder a esse problema com uma estrutura híbrida. Em vez de apostar somente em uma antena ou em uma operadora, ela combina diferentes conexões dentro do mesmo equipamento.

Fi Ultra Coleira inteligente (2)

Corpo de 75 milímetros suporta água salgada e uso externo

O Fi Ultra mede 75 mm de comprimento, 40 mm de largura e 25 mm de espessura. O peso declarado da coleira inteligente é de 68 gramas, suficiente para acomodar as antenas, a bateria, o sistema de localização, os módulos de comunicação e os mecanismos de som e vibração.

O corpo possui certificação IP68 e, segundo a fabricante, foi testado em água salgada. Essa especificação indica resistência contra a entrada de poeira e capacidade de suportar imersão nas condições determinadas pelo fabricante.

Não significa que o equipamento seja indestrutível, mas amplia sua adequação para chuva, lama, travessias rasas e ambientes nos quais uma coleira convencional pode permanecer molhada por longos períodos.

Clipe integrado aceita coleiras, peitorais e coletes de trabalho

Em vez de exigir uma coleira proprietária, o dispositivo utiliza um clipe universal integrado. Ele pode ser preso a peitorais, coletes utilizados por cães de trabalho e coleiras grossas de couro.

A espessura máxima aceita é de 5,5 mm. Para uma fixação mais segura, a empresa recomenda instalar o rastreador em uma faixa com até uma polegada de largura, equivalente a aproximadamente 2,54 centímetros.

A coleira inteligente também pode permanecer preso ao clipe durante o carregamento, evitando a retirada completa do suporte a cada recarga.

Bateria opera por até três dias no uso normal

A autonomia oficial da coleira inteligente Fi Ultra varia entre dois e três dias. A recomendação da fabricante é considerar uma recarga a cada um ou dois dias, dependendo da frequência com que o dispositivo verifica e transmite a localização.

O carregamento utiliza uma conexão USB-C. O cabo acompanha o produto, mas o adaptador de tomada não está incluído e deve fornecer pelo menos 5 W.

Diferentemente de outros rastreadores da marca, o Ultra não precisa da base Fi Base e não é compatível com ela. Toda a recarga ocorre diretamente pela porta USB-C.

Modo econômico pode ampliar a autonomia para cinco dias

Quando o tutor ativa o Power Saving Mode pelo aplicativo, o rastreador da coleira inteligente reduz a frequência das verificações de localização. Com menos atualizações, a autonomia pode chegar a cinco dias.

A contrapartida é direta: economizar bateria significa diminuir o número de vezes em que o equipamento consulta e comunica sua posição. Em uma rotina controlada, essa troca pode ser aceitável. Durante uma fuga ou caminhada em área desconhecida, atualizações mais frequentes tendem a ser mais valiosas.

A existência dos dois modos revela um desafio comum aos objetos conectados: quanto mais ativamente eles procuram redes, calculam posições e transmitem dados, maior é o consumo de energia.

Som e vibração ajudam a localizar ou chamar o cão

O Fi Ultra possui um buzzer e um mecanismo de vibração acionados pelo aplicativo. O tutor pode utilizar os sinais para ajudar a encontrar o animal nas proximidades ou condicioná-lo a reconhecer um chamado semelhante a um apito de retorno.

Som e vibração da coleira inteligente podem ser configurados separadamente, com intensidades baixa, média ou alta. O dispositivo não grava áudio e não funciona como microfone remoto.

Essa distinção é importante. A coleira inteligente pode emitir um sinal para chamar a atenção do cão, mas não permite que o tutor escute o ambiente ao redor do animal.

Cobertura por Starlink possui limites geográficos

Apesar da comunicação via satélite, o Fi Ultra foi projetado exclusivamente para uso nos Estados Unidos. O equipamento não funciona em outros países, e a conectividade por satélite não transforma o produto em um rastreador internacional.

A cobertura T-Satellite com Starlink da coleira inteligente também não está disponível no Alasca. Portanto, a presença de uma antena por satélite não significa funcionamento universal em qualquer região do planeta.

Essa limitação não reduz a importância técnica do produto, mas ajuda a compreender corretamente sua proposta. A Fi Ultra não substitui equipamentos profissionais de navegação ou comunicação remota. Ela leva uma camada adicional de conectividade a um objeto de consumo destinado à localização de cães.

O que mais chama atenção não é apenas a inclusão da comunicação via satélite, mas a capacidade desta coleira inteligente de reunir GPS, rede móvel, Wi-Fi e Bluetooth em um dispositivo pequeno o bastante para ser preso a um peitoral.

A coleira inteligente mostra como os dispositivos conectados começam a escolher sozinhos por onde uma informação deve viajar. Quando a torre desaparece, o rastreador procura outra rota. Para o tutor, essa decisão acontece sem menus técnicos ou troca manual de rede. O que permanece visível é apenas o resultado mais importante: uma possibilidade maior de continuar procurando o cão quando o caminho já avançou além do alcance do celular.


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