Cinomose Canina: sintomas, tratamento e prevenção

Cinomose Canina: sintomas, tratamento e prevenção

Compartilhar

Para Quem Tem Pressa (Resumo inicial):
A cinomose canina é uma doença viral grave que pode comprometer o sistema respiratório, digestivo e nervoso dos cães. Altamente contagiosa, ela apresenta alta taxa de mortalidade e sequelas permanentes em muitos sobreviventes. Neste artigo, você vai entender os sintomas, formas de transmissão, tratamento e, principalmente, como prevenir essa enfermidade com a vacinação.

O que é a cinomose canina?

A cinomose canina é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo Canine Distemper Virus (CDV), da família Paramyxoviridae. No Brasil, ela é considerada endêmica, ou seja, ocorre de forma constante em várias regiões. Filhotes entre três e seis meses e cães não vacinados estão entre os mais vulneráveis.

O vírus pode afetar diferentes sistemas do organismo, incluindo o respiratório, digestivo e, principalmente, o nervoso. Mesmo com tratamento de suporte, a taxa de mortalidade permanece elevada, e muitos cães que sobrevivem apresentam sequelas neurológicas permanentes.

Como a cinomose é transmitida?

O contágio ocorre pelo contato com secreções de animais infectados, como saliva, urina, fezes ou secreções oculares e nasais. Existem duas principais formas de transmissão:

  • Contato direto: quando o cão saudável interage com um animal doente, por meio de lambidas, brincadeiras ou inalação de gotículas contaminadas.
  • Contato indireto: através de objetos e superfícies contaminadas, como potes de água, brinquedos, roupas ou calçados.

Um detalhe importante é que cães infectados podem transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas, o que aumenta o risco de contaminação silenciosa.

Anuncio congado imagem

Sintomas da cinomose em cães

Os sinais clínicos variam conforme a fase da doença e a resposta imunológica do animal. Entre os sintomas iniciais, estão:

  • febre alta;
  • diarreia;
  • vômitos;
  • perda de apetite;
  • secreções oculares e nasais;
  • tosse e dificuldade para respirar.

Nos estágios mais avançados, a cinomose canina pode atingir o sistema nervoso, causando convulsões, tremores musculares, paralisia e alterações de comportamento.

Existe cura para a cinomose?

Atualmente, não há antiviral específico contra a cinomose canina. O tratamento é de suporte, buscando controlar os sintomas e prevenir complicações. O prognóstico depende do estágio em que a doença foi diagnosticada e da resposta imunológica do cão.

Mesmo com cuidados intensivos, a mortalidade é alta. Filhotes têm maior risco devido à fragilidade do sistema imunológico. Entre os que sobrevivem, sequelas neurológicas, como convulsões e mioclonias, são frequentes.

Sequelas possíveis da cinomose

Os cães que superam a doença podem carregar sequelas permanentes, como:

  • convulsões recorrentes;
  • tremores musculares (mioclonias);
  • dificuldade de locomoção;
  • perda de visão ou audição;
  • alterações de comportamento.

Essas sequelas variam em intensidade e exigem acompanhamento veterinário ao longo da vida.

Tratamento da cinomose em cães

O tratamento sintomático pode incluir:

  • antitérmicos e anti-inflamatórios para reduzir febre;
  • anticonvulsivantes em casos neurológicos;
  • antibióticos para prevenir infecções secundárias;
  • fluidoterapia e suporte nutricional para evitar desidratação.

Além disso, terapias complementares, como fisioterapia e acupuntura, podem auxiliar na recuperação de cães com sequelas neurológicas ou motoras.

Prevenção: a vacinação é essencial

A forma mais eficaz de proteger os cães contra a cinomose canina é a vacinação. Os filhotes devem iniciar o protocolo vacinal entre 6 e 8 semanas de idade, com reforços até 16 semanas. Posteriormente, são necessários reforços anuais para manter a imunidade.

As vacinas múltiplas (V8 ou V10) incluem a proteção contra o vírus, e, em casos específicos, o veterinário pode indicar vacinas recombinantes. O acompanhamento profissional garante que o protocolo seja seguido corretamente, aumentando a proteção do animal.

Conclusão

A cinomose canina continua sendo uma das doenças mais graves e temidas entre os tutores de cães. Sua alta taxa de transmissão, somada ao potencial de provocar sequelas neurológicas permanentes ou até levar à morte, reforça a necessidade de conscientização e prevenção. Embora o tratamento de suporte possa prolongar a vida e reduzir os sintomas, não existe cura definitiva contra o vírus, o que torna a vacinação a medida mais eficaz e indispensável.

Ao compreender como a doença se transmite, identificar precocemente os sintomas e buscar atendimento veterinário imediato, os tutores podem aumentar as chances de recuperação do animal. Além disso, o cumprimento correto do protocolo vacinal garante proteção individual e contribui para reduzir a incidência da doença em comunidades caninas.

Proteger o cão contra a cinomose canina é mais do que um cuidado de saúde: é um ato de amor e responsabilidade. Com atenção, prevenção e acompanhamento veterinário regular, é possível oferecer uma vida mais longa, saudável e feliz para os nossos melhores amigos.

imagem:pxhere


Compartilhar

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *