Cigarrinha-do-milho
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Cigarrinha-do-milho eleva o risco no início do milho segunda safra

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A cigarrinha-do-milho aumenta os riscos no início do milho segunda safra, com impactos na produtividade e necessidade de manejo estratégico nas lavouras.

Para Quem Tem Pressa

A cigarrinha-do-milho é hoje um dos maiores riscos para o milho segunda safra no Brasil. O inseto causa prejuízos bilionários, transmite enfezamentos e pode reduzir drasticamente a produtividade se o manejo não começar cedo. Com plantio concentrado entre fevereiro e março, planejamento, monitoramento constante e controle químico no momento certo são decisivos para proteger o potencial produtivo da lavoura.


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Milho segunda safra começa sob alerta máximo

A definição correta da janela de plantio do milho segunda safra, a tradicional safrinha, será determinante para o desempenho da cultura em 2026. No Centro-Oeste, a previsão de chuvas na primeira quinzena de fevereiro abre espaço para uma semeadura dentro do período ideal. Soma-se a isso o investimento do produtor brasileiro em capacidade operacional, que tende a acelerar a colheita da soja e reduzir atrasos.

No entanto, clima favorável não significa tranquilidade total. Um fator biológico tem tirado o sono de produtores em praticamente todo o país: a cigarrinha-do-milho. O inseto, que antes tinha ocorrência regionalizada, espalhou-se e hoje é tratado como um problema sistêmico no Brasil.

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Prejuízos bilionários e impacto nacional

Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima prejuízos de US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24. Nesse período, a redução média da produção nacional chegou a 22,7%. Em quase 80% dos municípios analisados, produtores relataram perdas associadas à cigarrinha-do-milho e aos enfezamentos que ela transmite.

Em áreas mais suscetíveis, o cenário é ainda mais crítico. Há registros de redução superior a 70% na colheita, comprometendo completamente a viabilidade econômica da lavoura. Não por acaso, os investimentos em controle do inseto cresceram cerca de 19% nas últimas safras, refletindo a gravidade do problema.


Um problema que vai além da porteira

Segundo Valdumiro Garcia, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, os efeitos da praga extrapolam a realidade individual do produtor. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de milho do mundo e está entre os principais exportadores globais.

“Problemas fitossanitários como a cigarrinha-do-milho afetam não só o agricultor, mas também a competitividade do país. O manejo precisa começar cedo e ser integrado, com híbridos tolerantes, tratamento de sementes, monitoramento constante e aplicações de inseticidas no momento correto”, afirma.


Safrinha: relevância crescente exige proteção redobrada

Nas últimas décadas, o milho segunda safra ganhou protagonismo, especialmente no Centro-Oeste. Hoje, a safrinha responde pela maior parte da produção brasileira do grão. A StoneX projeta 106,3 milhões de toneladas para essa safra, enquanto a Conab estima 110,5 milhões.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, o Imea prevê aumento de 1,83% na área plantada, com produção estimada em 51,72 milhões de toneladas. Os números são expressivos, mas dependem diretamente de dois fatores: clima e controle eficiente da cigarrinha-do-milho ao longo de todo o ciclo.


Monitoramento e timing fazem a diferença

Com o plantio concentrado entre fevereiro e março, logo após a colheita da soja, especialistas reforçam a importância do monitoramento desde os estágios iniciais da cultura. A presença precoce da cigarrinha-do-milho aumenta o risco de infecção por enfezamentos, que comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem o enchimento de grãos.

O manejo integrado envolve:

  • Escolha de híbridos com maior tolerância
  • Tratamento de sementes bem planejado
  • Monitoramento frequente da lavoura
  • Aplicações de inseticidas no momento correto

Ignorar qualquer uma dessas etapas é abrir espaço para perdas que dificilmente serão recuperadas depois.


Ferramentas químicas ganham protagonismo

Entre as soluções disponíveis no mercado, o inseticida ZEUS, da IHARA, tem sido utilizado no controle da cigarrinha-do-milho. O produto apresenta ação translaminar e sistêmica, atuando por contato e ingestão. Na prática, isso significa efeito de choque rápido aliado a um residual prolongado.

Avaliações de campo indicaram 61% de efetividade já no primeiro dia após a aplicação e 57% no terceiro dia, em comparação à testemunha. Esses resultados reforçam a importância de produtos com desempenho consistente, especialmente em um cenário de alta pressão da praga.


Planejamento antecipado é estratégia, não luxo

A principal recomendação dos especialistas é clara: antecipar o planejamento agrícola. Garantir que os defensivos estejam disponíveis na fazenda no momento certo evita atrasos e aplicações fora da janela ideal, que reduzem a eficiência do controle da cigarrinha-do-milho.

Aqui cabe uma ironia leve, mas verdadeira: não adianta ter o melhor produto se ele chega depois que o estrago já foi feito. No manejo da cigarrinha, tempo literalmente é produtividade.

Imagem principal: IA.


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