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Cepea: Indicador cotação boi, suínos, frango, soja e milho

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Indicador cotação boi, suínos, frango, soja e milho. Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Veja também: Brasil é destaque mundial na produção de milho

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BOI/CEPEA: Volume exportado segue recorde, mas vendas internas estão lentas

As exportações brasileiras de carne bovina vêm crescendo neste ano. Em agosto, especificamente, o volume exportado somou 203,23 mil toneladas, um recorde – considerando-se a série histórica da Secex, iniciada em 1997. Essa quantidade ficou também 21,5% acima da embarcada em julho/22 e foi 11,81% maior que a do mesmo período do ano passado. Já no mercado interno, as vendas da proteína estão lentas. Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda está enfraquecida, o que se deve, sobretudo, ao baixo poder de compra de grande parte da população. Esse cenário tem pressionado as cotações da carne bovina. No acumulado da parcial deste ano (de 30 de dezembro/21 a 20 de setembro/22), a carcaça casada do boi, comercializada do atacado da Grande São Paulo, se desvalorizou 10,5%, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de agosto/2022). Na parcial de setembro (até o dia 27), o preço médio da proteína fechou a R$ 19,60/kg, queda de 1,7% frente ao de agosto.

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SUÍNOS/CEPEA: Preço do suíno vivo cai em todas as regiões em setembro

As cotações do suíno vivo comercializado no mercado independente caíram em setembro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. A baixa demanda por carne suína, principalmente na segunda quinzena do mês, limitou a procura de frigoríficos por novos lotes de animais para abate, pressionando as cotações do vivo. Na parcial de setembro (até o dia 27), o preço do suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 6,97/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), recuo de 4,7% frente à de agosto. Nas praças do Rio Grande do Sul, o movimento de recuo foi mais leve em comparação com as demais regiões. Segundo agentes consultados pelo Cepea, as consecutivas desvalorizações do animal vivo nos últimos anos e os preços dos principais insumos da cadeia produtiva (milho e farelo de soja) em patamares elevados resultaram no abandono da atividade por parte de alguns suinocultores que atuavam no mercado independente. Com isso, a oferta e a demanda ficaram mais ajustadas na região. Na praça de Erechim (RS), por exemplo, a média mensal caiu 0,3% em comparação com a de agosto, a R$ 6,66/kg na parcial de setembro. No mercado de carne suína, o cenário também foi de desvalorização, com a média mensal da carcaça especial suína negociada na Grande São Paulo a R$ 9,91/kg na parcial de setembro, 4,5% menor que a de agosto.

FRANGO/CEPEA: Vendas da carne se estabilizam, mas redução da oferta eleva cotações

As vendas domésticas de carne de frango se mantiveram praticamente estáveis em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar do típico enfraquecimento da procura final pela proteína na segunda quinzena do mês, a demanda de redes atacadistas e varejistas continuou aquecida em algumas regiões, sustentando os preços. De acordo com colaboradores do Cepea, a oferta de produtos de origem avícola também diminuiu em setembro, ajudando a sustentar as cotações da proteína em parte das praças acompanhadas. Quanto aos cortes e miúdos comercializados no atacado da Grande São Paulo, também foram observadas altas de preços para a maioria dos produtos durante o mês. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

FARELO DE SOJA: Aumento da demanda recupera quedas do início do mês

Diante do aumento da demanda doméstica, os preços nacionais do farelo de soja recuperaram, no fim de setembro, as quedas registradas no início do mês. Assim, entre a média de agosto e a da parcial de setembro (até o dia 27), as cotações subiram 1%, considerando-se a média das principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Em Campinas (SP), especificamente, o preço médio mensal de setembro (até o dia 27) foi o maior desde abril deste ano e recorde, em termos nominais, considerando-se as médias mensais de setembro de anos anteriores. As negociações regionais, inclusive, ficaram acima da paridade de exportação no porto de Paranaguá (PR) durante parte do mês. É importante ressaltar que as quedas do início de setembro estiveram atreladas à menor demanda, sobretudo para exportação, o que, por sua vez, foi reflexo da maior disponibilidade de farelo de soja da Argentina, o principal país exportador de derivados de soja. Isso porque, no dia 5 de setembro, o governo argentino anunciou incentivos aos produtores, como maior taxa de câmbio oficial, para que eles escoem parte do produto que está em estoque.

MILHO/CEPEA: Perspectiva de menor produção mundial sustenta preços no BR

O forte ritmo das exportações brasileiras de milho, a alta dos preços internacionais e estimativas apontando queda na produção mundial do cereal sustentaram as cotações da commodity em setembro. Isso porque a piora da qualidade das lavouras dos Estados Unidos e a seca na Europa e na China reduziram as estimativas de produção na temporada 2022/23. Assim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou queda de 3,9% na produção mundial, que agora está estimada em 1,17 bilhão de toneladas. Atentos a esse cenário, produtores brasileiros restringiram parte da oferta ao mercado interno, priorizando as negociações nos portos, onde os preços estiveram mais atrativos durante o mês. Vale ressaltar que o movimento de alta dos preços foi limitado pela resistência de compradores, que priorizaram a utilização de estoques. Esses demandantes estão no aguardo de desvalorizações, fundamentados no andamento da colheita nos EUA e na consequente possibilidade de redução dos embarques brasileiros. Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, referente à região de Campinas (SP), avançou 0,9% no acumulado parcial do mês (de 31 de agosto a 27 de setembro), a R$ 84,72/saca de 60 kg no dia 27. A média parcial (de 1º a 27) ficou 1,8% acima da de agosto.

Fonte: Textos elaborados pela Equipe Cepea. Imagem principal: Depositphotos.


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