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O Cavalo Crioulo vive um momento de expansão consistente no Brasil. Em 2025, a raça registrou crescimento expressivo em registros genealógicos, propriedades, provas funcionais e importações, reforçando sua consolidação econômica, esportiva e genética dentro da equinocultura nacional.
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O avanço da equinocultura brasileira ganhou um novo capítulo em 2025 com a expansão do Cavalo Crioulo, uma das raças mais tradicionais e funcionais do país. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) revelam crescimento expressivo em indicadores genealógicos, esportivos e comerciais, confirmando um cenário de fortalecimento estrutural da raça.
Mais do que números isolados, o movimento aponta para uma tendência sólida: novos criadores ingressando no sistema oficial, abertura de mercados e maior dinamismo da comunidade crioulista.
Na base do controle genético, os Registros Genealógicos apresentaram avanço relevante. Em 2025, os registros provisórios passaram de 17,1 mil para 19,1 mil animais, um crescimento de 11,6%. Já os registros definitivos avançaram 8,5%, saltando de 11,3 mil para 12,3 mil.
Esses números reforçam a ampliação do rebanho oficial do Cavalo Crioulo e demonstram maior adesão dos criadores ao sistema formal da raça — um passo essencial para valorização genética e comercial.
Outro indicador que chama atenção é o crescimento dos Registros de Propriedade (RPs). Em 2025, foram contabilizados 362 registros, contra 315 no ano anterior, representando alta de 14,92%.
Na prática, esse dado sinaliza aumento nas negociações e maior circulação de animais, reflexo direto de um mercado mais aquecido e confiante. Onde há RP crescendo, normalmente há compra, venda e investimento — e o Cavalo Crioulo está surfando bem essa onda.
Segundo o presidente da ABCCC, André Luiz Narciso Rosa, o avanço faz parte de uma estratégia clara da entidade. “São novos usuários da raça Crioula, com chegada em novos mercados. Isso é extremamente importante e é o cenário que procuramos”, afirma.
A padreação, processo que certifica animais alinhados aos padrões oficiais da raça, também apresentou crescimento expressivo: alta de 10,29%, passando de 29,7 mil exemplares em 2024 para 32,7 mil em 2025.
Esse avanço fortalece a credibilidade do plantel nacional. Quanto maior o controle sobre origem, morfologia e genética, maior tende a ser a valorização do Cavalo Crioulo no mercado.
Outro dado relevante é o aumento dos afixos registrados — a “assinatura” dos criatórios. Foram 549 em 2025, contra 489 no ano anterior, crescimento de 12,27%. Isso indica mais criadores formalizando suas operações e investindo de forma profissional.
No cenário internacional, as importações de Cavalo Crioulo cresceram 25,45%, passando de 55 para 69 animais. Esse movimento contribui para a diversificação de linhagens e para o aprimoramento genético do rebanho brasileiro, reforçando a competitividade da raça no médio e longo prazo.
O crescimento também se reflete nas pistas. As provas promovidas pela associação registraram forte aumento de participação, confirmando o engajamento da comunidade crioulista e a popularização das modalidades funcionais.
Os dados reforçam que o Cavalo Crioulo mantém sua essência ligada ao trabalho e à funcionalidade — sem abrir mão do espetáculo esportivo.
Para a ABCCC, boa parte desse avanço está diretamente ligada à atuação dos núcleos regionais, responsáveis por conectar criadores, usuários e instituições locais.
“Os núcleos são o principal elo de ligação entre criadores e usuários. É extremamente importante que a gente esteja ativo e torne a comunidade crioulista ainda mais forte”, destaca Rosa.
O conjunto de indicadores mostra que o crescimento do Cavalo Crioulo vai além das estatísticas. A raça se consolida como ativo econômico, esportivo e cultural dentro da equinocultura brasileira.
Com base genética controlada, mais criatórios formalizados e forte adesão às provas, o Cavalo Crioulo demonstra capacidade de atrair investimentos, ampliar mercados e sustentar crescimento no longo prazo.
Para o setor, o cenário também revela um novo perfil de criador: mais técnico, atento à rastreabilidade e comprometido com programas oficiais. Se a tendência se mantiver, a raça seguirá ampliando sua relevância no campo, nas pistas — e na economia do cavalo no Brasil.
Imagem principal: Depositphotos.
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