carne bovina
A exportação de carne para os EUA, que representava cerca de 12% das vendas externas da pecuária brasileira, está sob risco com a nova tarifa de 50%. O impacto direto é pequeno (apenas 2% da produção total), mas a instabilidade e o efeito dominó nos preços preocupam. O Brasil se vê diante de um cenário volátil, com necessidade de redirecionar sua carne para mercados como Vietnã, China e Arábia Saudita. Preços podem cair no curto prazo, mas a competitividade brasileira se mantém como trunfo no médio prazo.
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O primeiro de agosto se aproxima, e o agro brasileiro está com as antenas ligadas. O tarifaço norte-americano de 50% sobre a carne brasileira caiu como uma bomba num momento já delicado para o setor.
Os Estados Unidos vinham se firmando como o segundo maior comprador da nossa carne, com 10–12% de participação nas exportações. E o mais importante: pagavam bem. Eram um alívio estratégico frente à dependência da China, que já chegou a consumir 60% da nossa carne exportada.
Mas o cenário mudou. E rápido.
Apesar de representar só 2% da produção total, a exportação de carne para os EUA exercia um efeito positivo sobre o preço médio da arroba. Com a saída abrupta desse mercado, outros compradores tentaram impor preços mais baixos. Resultado? Fluxo travado, escalas alongadas e pressão no mercado físico.
Mais um detalhe: os EUA tinham a arroba mais cara do mundo, o que os forçava a buscar carne de fora. Agora, vão importar de Austrália, Argentina e Uruguai — países que também concorrem com o Brasil. Essa movimentação tende a elevar os preços lá fora, mas aqui o efeito é o oposto: queda temporária nos preços internos.
Com os EUA fora do jogo, o Brasil corre para rearranjar sua produção. A boa notícia? Já temos candidatos:
A carne brasileira é, em média, 21% mais barata do que a dos principais exportadores globais. Com o dólar em alta, mesmo vendendo por menos, a rentabilidade pode ser preservada.
Não dá pra dizer que tudo será fácil. O impacto no curto prazo é claro:
Mas é importante lembrar: exportação é uma equação de soma zero. Se os EUA compram menos do Brasil, vão comprar mais de outros. E alguém, no mundo, terá que recorrer ao nosso boi.
O abate de fêmeas, sempre um termômetro do ciclo pecuário, mostra sinais mistos. Comparando maio e junho, a participação caiu 6%, mas no comparativo anual, subiu 17%.
A conclusão? Ainda há oferta robusta até o fim de 2025, mesmo que o ciclo comece a virar no segundo semestre. A virada não é abrupta — ela é gradual. Enquanto isso, o confinamento segue firme, e a pressão sobre preços continua.
Num ambiente onde uma canetada muda tudo, como a da tarifa extra americana, é hora de profissionalizar a gestão.
A exportação de carne para os EUA pode ter levado um baque com o tarifaço, mas o agro brasileiro tem resiliência. Nossa carne continua entre as mais competitivas do mundo, e o rearranjo do mercado é questão de tempo.
Como diz a CEO da Agrifato, Líia Pimentel: “O mercado se reequilibra. Mas até lá, o pecuarista precisa aprender a comercializar de forma estratégica. Não dá mais pra apostar só na sorte.”
Imagem principal: Depositphotos.
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