Carne bovina
A carne bovina nos EUA atingiu um recorde histórico: R$ 150 o quilo. A disparada foi causada pela seca, tarifas ao Brasil e restrições ao México, criando um cenário de escassez que pressiona produtores e consumidores.
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Os consumidores americanos enfrentam um momento inédito. A carne bovina nos EUA alcançou o valor médio de US$ 11,87 por libra, o que equivale a quase R$ 150 o quilo. O aumento expressivo, de 3,3% em apenas um mês e de 9% em seis meses, revela a gravidade da crise.
Esse fenômeno não é resultado de um único fator, mas da soma de problemas climáticos, barreiras comerciais e questões sanitárias. Uma verdadeira tempestade perfeita.
De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), a produção de carne bovina deve atingir 25,9 bilhões de libras em 2025 – 4% menor que no início do ano e o nível mais baixo em uma década.
A seca prolongada reduziu o número de animais nos pastos e impactou diretamente o peso dos bovinos abatidos. Em outras palavras: menos gado, mais leve e mais caro.
A política comercial também entrou em cena. Desde julho, os EUA impuseram uma tarifa de 50% sobre a carne brasileira, reduzindo as importações.
O impacto? Quase 180 mil toneladas a menos de carne no mercado americano. Menos oferta, preços ainda mais altos.
O México, parceiro histórico dos EUA no fornecimento de gado vivo, também ficou fora do tabuleiro. A suspensão das importações, causada pelo surto da praga parasitária NWS (“bicheira-do-Novo Mundo”), paralisou o comércio.
Para combater a ameaça, os EUA investiram em um programa inusitado: a criação de moscas estéreis no Texas, destinadas a frear a propagação da doença. Ironia do destino: enquanto os americanos sonham com picanha, precisam primeiro vencer a batalha contra as moscas.
No supermercado, os reflexos são diretos. A carne moída, base dos hambúrgueres, subiu 15,3% em seis meses e já custa R$ 75/kg. O churrasco americano virou artigo de luxo.
E quando a base da dieta popular – hambúrgueres e grelhados – é atingida, o impacto cultural é ainda maior que o financeiro.
O cenário mostra que a carne bovina nos EUA está no centro de uma crise que vai além da economia: trata-se de clima, saúde animal e disputas comerciais.
Para os consumidores, a esperança é que medidas de recuperação ambiental e a reabertura gradual das importações aliviem os preços. Mas até lá, o churrasco no quintal americano será lembrado mais pelo valor histórico do que pelo sabor da carne.
O aumento da carne bovina nos EUA para níveis recordes não pode ser visto como um fenômeno isolado. Ele é o resultado de uma combinação complexa de fatores: a seca prolongada que reduz rebanhos, as barreiras comerciais que limitam as importações e os riscos sanitários que afastam fornecedores estratégicos como México e Brasil.
O impacto vai muito além da simples alta de preços. Estamos diante de um alerta sobre a vulnerabilidade das cadeias globais de alimentos e da dependência de um único país em múltiplos parceiros comerciais. Para os consumidores americanos, a consequência imediata é clara: pagar mais caro por um produto que sempre esteve no centro da sua cultura alimentar.
Já para o setor produtivo, o momento exige adaptação e inovação – seja em práticas mais resilientes à crise climática, seja na negociação de acordos comerciais mais equilibrados. A carne bovina pode ter atingido R$ 150/kg agora, mas a pergunta que fica é: será esse apenas um pico momentâneo ou o início de uma nova era em que o churrasco americano se tornará, definitivamente, um artigo de luxo?
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 18 de agosto de 2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
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