Cão de serviço: o que é, tipos, direitos e como registrar
Para Quem Tem Pressa:
Cães de serviço são essenciais para promover a autonomia de pessoas com deficiência ou condições específicas de saúde. Treinados para realizar tarefas específicas, como guiar, alertar ou oferecer suporte emocional, esses animais têm direitos garantidos por lei — especialmente os cães-guia. Neste artigo, entenda o que é um cão de serviço, os tipos existentes, como treiná-lo, registrá-lo e os cuidados necessários.
Cão de serviço: o que é, tipos, direitos e como registrar
O que é um cão de serviço?
O cão de serviço é um animal treinado para auxiliar pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual ou condições psiquiátricas, como autismo e transtornos emocionais. Seu objetivo é garantir a autonomia, a segurança e o bem-estar do responsável. Para isso, ele passa por um treinamento intenso e específico.
Esses cães são mais do que simples companheiros. São verdadeiros parceiros no dia a dia, realizando tarefas personalizadas conforme as necessidades de cada pessoa.
Principais tipos de cão de serviço
Existem diversos tipos de cão de serviço, cada um com funções específicas. Conheça os mais comuns:
- Cão-guia: auxilia deficientes visuais, guiando com segurança em trajetos.
- Cão para autismo: fornece suporte emocional, previne crises e comportamentos perigosos.
- Cão psiquiátrico: ajuda em casos de depressão, ansiedade ou bipolaridade.
- Cão-terapeuta: atua em hospitais e instituições, promovendo bem-estar emocional.
- Cão-ouvinte: alerta para sons importantes, como campainhas e alarmes.
- Cão de mobilidade: auxilia pessoas com mobilidade reduzida, ajudando em tarefas diárias.
- Cão de alerta médico: detecta crises como convulsões ou hipoglicemia precocemente.
Como treinar um cão de serviço?
O treinamento do cão de serviço pode durar de 18 a 24 meses. Ele inclui:
- Obediência avançada;
- Socialização em ambientes públicos;
- Treinamento específico de tarefas;
- Avaliações comportamentais.
O ideal é que o treinamento seja feito por instituições especializadas, com técnicas de reforço positivo.
Como registrar um cão de serviço?
Atualmente, o registro oficial no Brasil só é garantido para cães-guia, conforme a Lei 11.126/2005. Para os demais, recomenda-se reunir documentos como:
- Laudo médico do responsável;
- Certificado de adestramento;
- Carteira de vacinação atualizada;
- Identificação do animal (colete ou tag de cão de serviço).
Apesar de ainda não haver regulamentação definitiva, projetos de lei estão em andamento.
Cuidados com o cão de serviço
Além dos cuidados comuns, como alimentação e visitas ao veterinário, o cão de serviço exige:
- Manutenção do treinamento;
- Momentos de descanso;
- Estímulos físicos e mentais;
- Higiene e socialização constantes.
Esses cuidados garantem sua saúde e desempenho nas funções diárias.
Direitos do cão de serviço
Atualmente, apenas o cão-guia tem direitos plenamente reconhecidos por lei, podendo entrar em qualquer transporte público ou estabelecimento, conforme a legislação.
Outros tipos de cão de serviço ainda enfrentam barreiras legais, mas tendem a conquistar mais direitos conforme novos projetos de lei sejam aprovados.
Cão de serviço pode viajar de avião?
Depende da companhia aérea. A Portaria nº 12.307/2023 da ANAC permite que as empresas definam suas próprias regras, exceto no caso do cão-guia, que tem direito garantido ao embarque.
Para cães de serviço em geral, recomenda-se:
- Levar o animal em caixa de transporte;
- Apresentar documentação (vacinas, CZI);
- Verificar exigências específicas da empresa aérea.
Conclusão
O cão de serviço é muito mais do que um animal de estimação: ele é um parceiro essencial no cotidiano de pessoas que enfrentam desafios físicos, sensoriais, mentais ou emocionais. Seu papel é garantir mais independência, segurança e qualidade de vida ao seu responsável, realizando tarefas personalizadas que vão desde alertas médicos até auxílio em deslocamentos urbanos.
Embora a legislação brasileira reconheça oficialmente apenas o cão-guia, cresce a mobilização para garantir os mesmos direitos a outros tipos de cães de serviço, como os de alerta médico, psiquiátricos ou de mobilidade. A tendência é que, nos próximos anos, esses animais recebam regulamentações específicas, com mais garantias legais para acesso a locais públicos, transporte e serviços.
Treinar um cão para essa função exige tempo, dedicação e acompanhamento profissional. Além disso, os cuidados diários devem ser constantes, abrangendo desde a saúde física até o bem-estar emocional do animal, com pausas, reforço de comandos e estímulos adequados.
Por fim, é fundamental que a sociedade entenda a importância do cão de serviço, respeitando seu espaço, sua função e os direitos de seus tutores. Promover a inclusão dessas pessoas significa também reconhecer o valor desses animais que, com lealdade e habilidade, transformam vidas todos os dias.
Se você está pensando em adotar ou treinar um cão de serviço, busque apoio de instituições especializadas, respeite a legislação vigente e esteja preparado para oferecer todo o suporte necessário ao seu companheiro de quatro patas.
imagem:wikimedia

