Cágados: Conheça os Répteis Aquáticos Mais Populares do Brasil

Cágados: Conheça os Répteis Aquáticos Mais Populares do Brasil

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Para Quem Tem Pressa:

Os cágados são répteis aquáticos nativos do Brasil, com hábitos semi-aquáticos e grande importância ecológica. Muitas vezes confundidos com tartarugas e jabutis, eles possuem características próprias que os diferenciam. Neste artigo, você vai descobrir tudo sobre alimentação, habitat, reprodução e como cuidar de um cágado em cativeiro. Se você pensa em adotar um ou deseja apenas entender melhor essa espécie, continue lendo!

Cágados: Conheça os Répteis Aquáticos Mais Populares do Brasil

Os cágados são répteis fascinantes da ordem dos quelônios, que inclui também tartarugas e jabutis. Com corpo protegido por um casco e hábitos semi-aquáticos, esses animais vivem em rios, lagos e pântanos, sendo comuns em várias regiões do Brasil, como a Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Por serem frequentemente confundidos com outros répteis, é essencial entender suas particularidades.

O que são os cágados?

Os cágados são animais semi-aquáticos, com patas traseiras adaptadas à natação, dotadas de membranas interdigitais. Seu casco é mais achatado do que o dos jabutis, o que facilita seus movimentos na água. São ativos durante o dia e frequentemente vistos se aquecendo ao sol em pedras ou troncos. Essa prática ajuda a manter sua temperatura corporal e a absorver radiação UV, essencial para a saúde.

Diferença entre cágado, tartaruga e jabuti

Muita gente confunde os cágados com tartarugas e jabutis. A principal diferença está no habitat e nas adaptações físicas:

  • Cágados vivem em água doce e terra, com casco achatado e patas com membranas.
  • Tartarugas são marinhas, com nadadeiras e casco hidrodinâmico.
  • Jabutis são terrestres, com patas cilíndricas e casco alto e robusto.

Saber distinguir essas espécies é essencial, especialmente para quem deseja adotar um animal de estimação de forma consciente.

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Alimentação dos cágados

Os cágados são onívoros e sua alimentação natural inclui plantas aquáticas, pequenos peixes, insetos e matéria orgânica. Em cativeiro, o ideal é oferecer ração própria para quelônios, vegetais e proteínas como peixe ou frango cozido. Evite alimentos industrializados ou condimentados, que prejudicam o sistema digestivo do animal.

Manter uma dieta equilibrada contribui para o fortalecimento do casco e aumenta a expectativa de vida do cágado.

Reprodução dos cágados

A reprodução dos cágados ocorre nas estações mais quentes. O macho acasala com a fêmea, que depois cava um buraco seco onde deposita os ovos. O número de ovos varia entre 5 e 20, e a incubação pode durar até 120 dias. Curiosamente, a temperatura do solo determina o sexo dos filhotes — um fenômeno chamado determinação sexual térmica.

Assim que nascem, os filhotes instintivamente seguem em direção à água, enfrentando diversos desafios naturais.

Habitat e conservação dos cágados

No Brasil, os cágados vivem em corpos d’água doce com vegetação abundante e áreas ensolaradas para aquecimento. Apesar de comuns, muitas espécies enfrentam ameaças, como destruição de habitat, poluição, tráfico e introdução de espécies exóticas. A conservação das nascentes, matas ciliares e rios limpos é vital para garantir a sobrevivência desses répteis.

Espécies como o cágado-de-barbicha e o cágado-da-amazônia estão entre as mais estudadas por especialistas em biodiversidade.

Cágado como animal de estimação

Ter um cágado como pet exige responsabilidade. O animal deve ser adquirido legalmente, com autorização do IBAMA. É preciso montar um aquaterrário com área aquática aquecida e filtrada, e zona seca para descanso. Também é necessário fornecer luz UVB e alimentação balanceada. Cágados podem viver até 30 anos, o que exige compromisso de longo prazo.

Com os cuidados certos, eles podem ser excelentes companheiros, silenciosos e de baixa manutenção.

Conclusão

Os cágados são muito mais do que simples répteis aquáticos – eles desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas onde vivem, atuando no controle de populações de insetos, reciclagem de matéria orgânica e manutenção da qualidade da água. Sua presença indica equilíbrio ambiental, especialmente em regiões de água doce como rios, brejos e lagoas.

Com morfologia adaptada à vida semiaquática e hábitos singulares, esses animais demonstram uma impressionante capacidade de sobrevivência e adaptação. Conhecer suas diferenças em relação a jabutis e tartarugas é essencial tanto para a conservação das espécies quanto para quem deseja criá-los como animais de estimação.

No entanto, a realidade enfrentada pelos cágados em seu habitat natural é preocupante. A perda de áreas úmidas, a poluição dos rios e o tráfico ilegal colocam diversas espécies em risco. Por isso, ações de preservação, como a recuperação de matas ciliares, o combate ao desmatamento e a fiscalização da comercialização desses animais, são urgentes e necessárias.

Criar um cágado legalizado em cativeiro pode ser uma experiência enriquecedora, desde que feita com responsabilidade e respeito às necessidades biológicas do animal. Um aquaterrário adequado, dieta balanceada, iluminação correta e cuidados veterinários periódicos são fundamentais para garantir bem-estar e longevidade.

A educação ambiental e o incentivo à conservação são caminhos essenciais para que futuras gerações ainda possam observar esses incríveis répteis em seu habitat natural. Valorizar e proteger os cágados é também preservar a biodiversidade das águas brasileiras e o equilíbrio dos nossos ecossistemas.

imagem: wikimedia


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