Cães de proteção de rebanhos são monitorados por GPS

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Para Quem Tem Pressa

Pesquisadores monitoraram trinta e seis cães de proteção de rebanhos distribuídos em onze lotes de ovinos nos Cárpatos romenos utilizando tecnologia de rastreamento por GPS. O trabalho analisou detalhadamente a proximidade desses animais com o rebanho, os padrões de movimentação diária, os episódios de separação e a influência potencial de características individuais como sexo, idade, raça e castração.

Cães de proteção de rebanhos são monitorados por GPS

Cães de proteção de rebanhos são monitorados por GPS

A eficiência e o comportamento dos cães de proteção de rebanhos em áreas rurais de pastoreio foram tema de uma investigação científica detalhada realizada na região dos Cárpatos romenos. Utilizando tecnologia de rastreamento por satélite de baixo custo, especialistas acompanharam a rotina e o deslocamento de trinta e seis cães de proteção de rebanhos pertencentes a onze rebanhos de ovinos em pastagens de montanha durante o período de transumância do verão.

O objetivo central desse trabalho acadêmico foi mapear com precisão o comportamento desses animais de trabalho em paisagens rurais de uso compartilhado. A pesquisa focou em observar minuciosamente como cada cão de proteção de rebanhos se posicionava em relação às ovelhas ao longo do manejo diário e durante os períodos noturnos nos currais, avaliando a atenção contínua e a eficácia na guarda dos animais.

Os dados mostraram que os cães de proteção normalmente permaneceram próximos das ovelhas: em média, a distância ficou dentro de aproximadamente 100 metros durante a noite e 200 metros durante o dia. Mesmo assim, todos os cães se separaram do rebanho em algum momento de cada dia monitorado.

Na maior parte das vezes, a separação ocorreu porque o próprio cão se afastou, e não porque deixou de acompanhar as ovelhas até a pastagem. Esses episódios duraram em torno de uma hora e, em alguns casos, os animais chegaram a se deslocar até cerca de 4 quilômetros do rebanho.

O estudo também avaliou sexo, idade, raça e castração, mas não encontrou efeito significativo dessas características sobre o comportamento de afastamento. Os autores destacam que algum deslocamento pode contribuir para a dissuasão de predadores, mas excursões frequentes ou longas podem aumentar o risco de conflito com pessoas e fauna silvestre.

Tecnologias e impacto no manejo rural

A aplicação do monitoramento eletrônico provou ser uma ferramenta viável e altamente acessível para o acompanhamento sistemático desses animais de trabalho em áreas de relevo acentuado e vegetação densa. A tecnologia forneceu dados essenciais para compreender a dinâmica do pastoreio em grandes altitudes.

As informações colhidas durante a amostragem trazem importantes subsídios práticos para o manejo pecuário tradicional, auxiliando na formulação de estratégias que equilibrem a defesa efetiva do gado contra predadores naturais, como lobos e ursos, com o controle de eventuais impactos ecológicos não intencionais e a redução de atritos sociais em áreas onde a pecuária, o turismo e a conservação da vida selvagem coexistem.

Fonte/crédito: Imagem destacada ilustrativa gerada por IA.

Ecological Solutions and Evidence — DOI 10.1002/2688-8319.70245 — https://doi.org/10.1002/2688-8319.70245


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