6 alimentos proibidos para cães que muita gente ainda oferece

6 alimentos proibidos para cães que muita gente oferece

Compartilhar

Quem tem cachorro em casa sabe: basta abrir a geladeira ou começar a preparar a comida que os olhos atentos e pidões aparecem. Muitas vezes, por dó ou carinho, os tutores acabam oferecendo um pedaço de comida “humana” achando que não faz mal. Porém, o que pouca gente entende é que vários alimentos comuns para nós são extremamente prejudiciais para os cães. Alguns podem causar mal-estar passageiro, outros, intoxicações graves e até risco de morte.

Manter a saúde de um cão vai muito além de vacinas e passeios: passa também por saber o que ele pode ou não comer. E, mesmo sendo tema recorrente entre veterinários, ainda há muito desconhecimento. Por isso, listamos seis alimentos proibidos que muitos tutores ainda oferecem sem saber o perigo que representam.

Por que os cães não podem comer tudo que os humanos comem?

O metabolismo dos cães é diferente do nosso. Enzimas, fígado e rins funcionam de outra forma e não conseguem processar certas substâncias encontradas em alimentos comuns da nossa dieta. Algo que para nós é apenas saboroso, para eles pode ser altamente tóxico.

Oferecer restos de comida pode parecer um gesto de carinho, mas, na prática, pode causar sérios problemas de saúde. Por isso, conhecer essa lista é fundamental para evitar acidentes.

1. Chocolate

Talvez o mais conhecido dos alimentos proibidos, o chocolate contém teobromina e cafeína, substâncias que o organismo do cão não consegue metabolizar adequadamente. Quanto mais amargo o chocolate, maior a concentração dessas substâncias e maior o risco.

Anuncio congado imagem

Os sintomas de intoxicação incluem vômitos, diarreia, agitação, tremores e, em casos graves, convulsões. Mesmo pequenas quantidades podem ser perigosas para cães de porte pequeno.

2. Uvas e passas

Muita gente ainda oferece uvas aos cães achando que é uma fruta inofensiva, mas tanto a uva fresca quanto a passa são extremamente perigosas. Até hoje a ciência não identificou exatamente qual substância é tóxica, mas já está comprovado que mesmo pequenas quantidades podem causar insuficiência renal aguda.

O problema é que alguns cães parecem mais sensíveis que outros. Então, enquanto um cachorro pode comer e não apresentar sintomas imediatos, outro pode sofrer sérias consequências. O risco nunca compensa.

3. Cebola e alho

Usados diariamente na cozinha, a cebola e o alho contêm compostos sulfurados que destroem as células vermelhas do sangue dos cães, levando à anemia hemolítica. Isso vale tanto para a forma crua quanto cozida, desidratada ou em temperos prontos.

Os sintomas aparecem dias depois e incluem fraqueza, falta de apetite, vômitos e mucosas esbranquiçadas. Muitas vezes, o tutor não relaciona com o alimento oferecido, o que atrasa o diagnóstico.

4. Abacate

O abacate contém uma substância chamada persina, que pode causar vômitos e diarreia em cães. Embora alguns animais pareçam mais resistentes, o risco de intoxicação é real, principalmente se ingerirem em grande quantidade.

Além disso, o caroço do abacate pode causar engasgos ou obstrução intestinal se o cão tentar mastigá-lo ou engoli-lo inteiro.

5. Café e bebidas com cafeína

Assim como no chocolate, a cafeína é extremamente prejudicial para os cães. Pequenas doses já podem causar aceleração cardíaca, agitação e tremores. Em casos mais graves, o consumo pode levar a convulsões e parada cardíaca.

6 alimentos proibidos para cães que muita gente oferece – Imagem gerada por IA

Por isso, nunca deixe xícaras de café, latas de energéticos ou refrigerantes ao alcance dos animais. O risco de intoxicação é alto.

6. Ossos cozidos

Esse talvez seja o erro mais comum. Muitos tutores oferecem ossos de frango, costela ou outras carnes achando que estão agradando o cão. O problema é que, depois de cozidos, os ossos se tornam quebradiços e podem lascar dentro da boca ou do trato digestivo. Isso causa cortes, perfurações e até obstruções graves.

O mito de que “cachorro adora roer ossos” até é verdadeiro, mas isso só vale para ossos crus, grandes e adequados, oferecidos sob supervisão. Ossos cozidos jamais devem entrar no cardápio.

O impacto dos alimentos proibidos na rotina

Muitos casos de intoxicação acontecem por desconhecimento. O tutor oferece algo “pequeno” achando que não vai fazer diferença. Mas, em cães, o que conta não é apenas o alimento, mas também o porte, a idade e as condições de saúde do animal. Um pedaço de chocolate para um cão grande pode causar mal-estar, mas para um cão pequeno pode ser fatal.

Evitar esses alimentos é uma forma de cuidado e amor. Cães não precisam participar da nossa alimentação humana para serem felizes. Há inúmeros petiscos e rações formulados especificamente para eles, que atendem às necessidades nutricionais sem colocar a saúde em risco.

O que oferecer em vez disso?

Se a ideia é variar a alimentação ou agradar o pet com algo natural, existem alternativas seguras: pedaços de maçã sem sementes, cenoura crua, melancia sem caroço, banana e até pequenas porções de abóbora cozida. Esses alimentos são nutritivos, refrescantes e, além disso, ajudam na saúde dental e intestinal.

Prevenção é a melhor escolha

Manter o cão longe dos alimentos proibidos é, antes de tudo, uma questão de informação. Ao conhecer os riscos, o tutor passa a ter mais responsabilidade e consciência de que certos gestos de carinho podem ser perigosos.

Se houver ingestão acidental, a recomendação é procurar imediatamente um veterinário. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação.

No fim, cuidar da alimentação do seu cachorro é cuidar da sua longevidade e bem-estar. Amor de verdade também se demonstra ao dizer “não” para aquilo que pode fazer mal.

Clique aqui para mais artigos

Leia também o blog Congado, seu app de Gestão de Rebanho


Compartilhar

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *