Brasil tem 19 chocolates premiados em concurso
Brasil tem 19 chocolates premiados em concurso internacional. Produtos brasileiros conquistaram uma medalha de ouro, 14 de prata e quatro de bronze.
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O chocolate brasileiro bean-to-bar (da amêndoa à barra) conquistou 19 medalhas, uma de ouro, 14 de prata e quatro de bronze, no International Chocolate Awards das Américas. O concurso é uma das mais importantes competições mundiais da categoria que reconhece a excelência na fabricação de chocolate de origem e em outros produtos feitos com cacau premium.
Os resultados foram divulgados no sábado (3/9). A pontuação é semelhante à dos cafés especiais, onde notas acima de 80 indicam qualidade de chocolates finos e pontuações acima de 90 sugerem qualidade e artesanato extraordinários. A premiação é dividida por categorias de produtos, mas duas marcas da Colômbia foram eleitas as melhores da competição geral.
As 19 medalhas brasileiras foram divididas por oito fábricas, sendo quatro da região do sul da Bahia, a maior produtora de cacau do Brasil, duas do sul do país e duas de São Paulo. Todas produzem chocolates com cacau fino, com atenção especial à sustentabilidade.
A maior nota entre os fabricantes brasileiros ficou com a Chocolates Mestiço, que ganhou prata com nota 91,4 para sua barra de chocolate amargo 72% com cachaça e amburana. Criada pela terceira geração de uma família de produtores de cacau no sul da Bahia, a Mestiço tem fábrica em Itacaré. No total, a marca conquistou cinco pratas e 1 bronze na competição.
A segunda maior nota foi da Mission Chocolate, que levou prata com 91,3 com sua barra de chocolate escura com pedaços Three Theos. No total, ganhou 2 pratas e dois bronzes. A empresa foi criada em 2002 e atuava inicialmente como educadores de chocolate ligados à Le Cordon Bleu em Los Angeles. O cacau fino é comprado direto do produtor para processamento na fábrica em São Paulo. A marca já ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais.
A Miroh! Chocolates Makers conquistou quatro pratas, com destaque para a barra de chocolate ao leite 42%, que recebeu nota 88,3. A marca é produzida em Gramado (RS) pelo chef chocolatier Ricardo Campos com cacau de diferentes origens.
Ouro
A única medalha de ouro brasileira foi concedida à Chocolat du Jour, de São Paulo, na categoria caramelos com cobertura de chocolate ao leite, que só teve duas marcas premiadas na América. O Caramel Scotch Bonbon recebeu nota 88,7.
A chocolateria fundada em 1987 com o objetivo de fazer no Brasil um chocolate fresco, “du jour”, a altura dos produzidos na Europa tem sua fábrica em São Paulo, mas o cacau vem de fazenda própria no baixo sul da Bahia, onde a empresa preserva 86 hectares de Mata Atlântica.
Outras três marcas foram premiadas com medalha de prata: Nugali, Kaê e Lalis. As dragées de café com chocolate ao leite da Nugali, de Pomerode (SC), receberam nota 86,7. O produto tem grãos de café arábica em torra suave, cobertos com chocolate ao leite 45% cacau. É a sétima premiação da marca no concurso. Fundada em 2004 por Maitê Lang e Ivan Blumenschein, casal de engenheiros que trocou carreiras na Embraer pela própria fábrica de chocolates, a Nugali fica localizada na turística Rota do Enxaimel.
A Kaê, premiada com a nota 88 por sua barra 64% com cupuaçu, é uma chocolateria de Itabuna (BA) que usa ingredientes orgânicos em seus chocolates. A Lalis ganhou nota 86,9 por seu chocolate com laranja bahia produzido com cacau com Indicação de Procedência do sul da Bahia.
A Baianí levou bronze e nota 84,6 com sua barra de chocolate escuro 65% com caipirinha. O cacau vem do Vale Potumuju, em Arataca (BA), cultivado no sistema agroflorestal conhecido como “cabruca” em meio a árvores da Mata Atlântica.
Criado em 2012, o Awards é administrado por um grupo de parceiros internacionais independentes com sede no Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Além da categoria Américas, distribui medalhas também para fabricantes da Ásia-Pacífico, Europa, Europa, Oriente Médio e África e faz concursos regionais na Colômbia, Peru, América Central, Itália, França e outros países. Todos os vencedores das competições regionais são elegíveis para participar da final mundial, que acontece no final do ano.
Imagem principal: Depositphotos.
FONTE: REVISTA GLOBO RURAL / ELIANE SILVA / DE RIBEIRÃO PRETO (SP).
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