Brasil é dos poucos países que podem oferecer carne oriunda de pecuária regenerativa.
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No entanto para à produção de carne oriunda ocorrer, é necessário que todo financiamento seja adequado a esse objetivo, afirma o professor da USP, Ricardo Abramovay.
Produção de carne oriunda
O metano expelido por ruminantes bovinos tem impactos no meio ambiente, com a ampliação do efeito estufa. A atividade também apresenta uma grande pegada hídrica. O sistema agroalimentar global corresponde por 1/3 das emissões globais de gases de efeito estufa.
Reportagem do “Jornal da USP”, elaborada por Fernanda Leal, destaca que é possível produzir carne sem persistir nos métodos atuais, a partir da regeneração e diversificação das pastagens. Além da promoção da melhoria de raças, encurtando o tempo de vida dos animais e praticando a integração lavoura para pecuária e floresta, 85% da alimentação do gado no mundo vem de forragens que só os ruminantes são capazes de digerir. Pastagens bem manejadas oferecem serviços ecossistêmicos fundamentais para a biodiversidade e para captação de gases de efeito estufa.
Segundo o professor da USP, Ricardo Abramovay, o Brasil é um dos poucos países que têm capacidade para oferecer carne vinda de uma pecuária regenerativa, mas é necessário que todo financiamento seja condicionado a esse objetivo. “E hoje infelizmente nós ainda estamos muito longe de chegar a isso.”
Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.

