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Boi Gordo atinge R$ 350/Arroba: Recorde e Desafios no Mercado

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Boi Gordo Bate Recorde Histórico de R$ 350 por Arroba e Mercado Enfrenta Escalas de Abate Críticas!

O mercado do boi gordo vive um momento de destaque no cenário do agronegócio brasileiro. Em novembro, a arroba atingiu o recorde de R$ 350 em São Paulo, marcando uma das maiores valorizações do ano. Essa alta reflete um conjunto de fatores que movimentam o setor, desde a crescente demanda externa até as dificuldades enfrentadas pelas indústrias frigoríficas para manter escalas de abate regulares.

Recorde de Preços e Contexto Atual

O preço de R$ 350/arroba foi registrado em negociações a prazo no estado de São Paulo, posicionando-se como o maior valor da temporada. Essa valorização se deve principalmente ao aumento da procura pelas indústrias exportadoras, que enfrentam desafios para prolongar as escalas de abate além de quatro ou cinco dias úteis.


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Em outros estados, os preços seguem elevados, mas abaixo do registrado em São Paulo:

São Paulo: R$ 340,00/arroba

Goiás: R$ 332,00/arroba

Minas Gerais: R$ 330,00/arroba

Mato Grosso do Sul: R$ 326,00/arroba

Mato Grosso: R$ 315,00/arroba

Demanda Externa e Impacto Cambial

O mercado internacional tem sido o principal motor desse cenário. Com o dólar cotado em alta, cerca de R$ 5,79, as exportações tornam-se mais competitivas, incentivando frigoríficos a intensificar as compras no mercado interno. O aumento do volume de carne exportada eleva a pressão sobre os preços, beneficiando pecuaristas, mas desafiando a capacidade das indústrias de atender à demanda de forma eficiente.

Movimentações no Mercado Atacadista

Os preços da carne bovina no atacado permanecem firmes, com potencial de alta nos próximos dias. Produtos como o quarto dianteiro (R$ 19,50/kg), quarto traseiro (R$ 24,00/kg) e a ponta de agulha (R$ 18,20/kg) são indicativos de uma forte demanda sazonal, especialmente com a chegada da primeira quinzena do mês, tradicionalmente mais aquecida para o setor.

Desafios e Perspectivas para o Setor

As escalas de abate curtas, associadas à alta nos custos de produção e à instabilidade cambial, continuam a pressionar o mercado. Apesar disso, o setor segue otimista, com expectativas de novos recordes até o final do ano, impulsionados pela demanda das festas de fim de ano e pelo consumo crescente no mercado interno.

Os pecuaristas e indústrias devem adotar estratégias assertivas para equilibrar oferta e demanda, especialmente em um cenário de alta volatilidade. O mercado do boi gordo se posiciona como um dos mais estratégicos dentro do agronegócio, reforçando sua relevância na economia brasileira.

Imagem principal: Depositphotos.


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