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Boi Gordo em alta: O que está por trás da nova arrancada da arroba?

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O preço do boi gordo sobe até R$ 15/@ com oferta restrita, demanda aquecida e exportações fortes. Veja o que sustenta essa nova fase do mercado.

Para Quem Tem Pressa

O boi gordo surpreende nesta semana com valorização de até R$ 15/@ em várias praças. O cenário combina oferta escassa, retomada da demanda e exportações intensas. A tendência de alta segue firme no curto prazo, animando o setor e reacendendo o otimismo no campo.


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Arroba em alta: O que está por trás da nova arrancada do boi gordo?

O mercado do boi gordo vive uma arrancada impressionante, com altas de até R$ 15 por arroba. Essa movimentação positiva tem como pano de fundo três forças principais: escassez de animais, demanda interna em recuperação e exportações aquecidas.

Oferta curta pressiona frigoríficos

A principal causa da alta é a oferta restrita de bois prontos para abate. Os frigoríficos estão com dificuldade para montar escala e, com isso, são obrigados a elevar as ofertas. Em São Paulo, por exemplo, o boi comum chegou a R$ 310/@ e o boi-China, a R$ 313/@, segundo a Agrifatto.

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Consultorias como a Scot e Safras & Mercado apontam que há menor disponibilidade de animais jovens e maior participação de fêmeas nas escalas, o que contribui para diferenciações de preços entre machos e fêmeas — especialmente no Centro-Norte.

Cotações atualizadas por estado

Confira os preços da arroba em algumas praças importantes:

  • São Paulo: R$ 315,08
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,39
  • Mato Grosso: R$ 306,76
  • Minas Gerais: R$ 297,35
  • Goiás: R$ 294,11

Esses números indicam um movimento de valorização coordenado em diferentes regiões.

Exportações firmes sustentam os preços

As exportações seguem como motor de sustentação dos preços do boi gordo. Em junho, apenas na primeira semana, os embarques ultrapassaram 40 mil toneladas de carne bovina in natura. Os principais destinos? China, Emirados Árabes e Chile. Menos carne no mercado interno = preços mais altos ao produtor.

Boi gordo: Valorização atinge 9 das 17 praças

Dados da Agrifatto mostram que mais da metade das regiões monitoradas já reportam aumento. No Mato Grosso do Sul, a arroba subiu para R$ 312,39. Minas e Goiás seguiram a tendência, e no atacado os cortes bovinos também reagiram, com destaque para o traseiro (+R$ 1,50/kg) e o dianteiro (+R$ 1,00/kg).

Viés de alta continua?

A expectativa é de manutenção da firmeza nos preços até a entrada mais robusta de animais confinados, prevista para julho. Frigoríficos menores, voltados ao mercado interno, ainda enfrentam desafios logísticos e seguem pressionando para garantir boiadas.

Por outro lado, os grandes players, que operam com contratos a termo, estão mais cautelosos. Mas o cenário atual é favorável ao pecuarista, que ganha poder de barganha na negociação.


Considerações finais

A valorização do boi gordo em junho marca um novo capítulo no ciclo pecuário. A pergunta que resta é: até onde vai o fôlego do consumo interno? Se o consumidor suportar o repasse no varejo, a festa continua. Caso contrário, correções pontuais devem aparecer. Por ora, é tempo de celebrar — ao menos para quem está do lado da porteira.


Conclusão

A recente disparada nos preços do boi gordo reflete um alinhamento momentâneo de fatores positivos: oferta enxuta, demanda interna reaquecida e exportações em ritmo forte. O curto prazo segue com viés altista, mas o setor precisa ficar atento à reação do consumo doméstico frente aos reajustes no varejo. Para o pecuarista, é hora de aproveitar o bom momento, negociar com estratégia e se preparar para a próxima fase do ciclo — que pode exigir ajustes rápidos à medida que o mercado se acomode aos novos patamares de preço.

Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.


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